O reservatório da Cantareira, que é responsável por abastecer cerca de 9 milhões de pessoas na região metropolitana do estado, opera hoje com menos de 20% do volume útil, segundo dados do governo federal, com escassez hídrica. A empresa vem aplicando medidas preventivas de redução de pressão da água no período noturno desde setembro.
“O tema dos reservatórios baixos entrou para a narrativa, o que alimenta a possibilidade de que uma queda dos volumes pressione o crescimento da receita”, diz Lucca Silva, gestor na Persevera Asset Management.
Em resposta por mensagem, a Sabesp informou que aplica a política de gestão de recursos definidas pelo órgão regulador e que cumpre com os pré-requisitos firmados em contrato com o governo de São Paulo para garantir a neutralidade hidrológica, uma proteção contra situações críticas. “A empresa segue comprometida com a excelência operacional e a transparência com seus stakeholders”, informou.
As ações da companhia começaram o ano em queda e já perdem cerca de R$ 7 bilhões em valor de mercado após subirem mais de 50% em 2025, beneficiadas por uma preferência do mercado por papéis de utilities, considerados de retornos mais previsíveis, em meio aos juros altos. Na sessão desta sexta-feira, os papéis caem quase 2%.
“Nessas ocasiões, toda operação fica mais custosa, ocasionando uma redução das margens momentaneamente”, diz Luis Mussili, analista de ações da JGP Asset Management.