A empresa informou neste sábado (24) que irá submeter à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro da chamada “OPA por alienação de controle”. O processo será realizado para que os demais acionistas tenham o direito de vender suas ações nas mesmas condições oferecidas ao antigo controlador, conforme manda a legislação.
Esse mecanismo existe para proteger os minoritários, garantindo que eles não fiquem “presos” a uma empresa sob um novo comando que não escolheram. O acordo para assumir o controle da empresa metropolitana foi assinado em outubro do ano passado.
A mudança de controle ocorreu após o fechamento de uma transação envolvendo a Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, que levou a Sabesp a passar a deter 11.009.550 ações ordinárias e 29.950 ações preferenciais da Emae. Essa participação representa cerca de 74,9% do capital votante e 29,79% do capital total da companhia, percentual suficiente para assegurar o controle acionário.
Como nova controladora, a Sabesp também informou que pretende promover, “no momento oportuno”, mudanças na estrutura administrativa da Emae, algo comum após operações desse tipo.
A Sabesp já havia divulgado que firmou um contrato de compra e venda com a Eletrobras para adquirir, diretamente ou por meio de uma subsidiária, 14.856.900 ações preferenciais da Emae, o equivalente a aproximadamente 66,8% das ações preferenciais da companhia.
Se essa segunda operação for concluída, e independentemente da realização da OPA, a Sabesp passará a deter 11.009.550 ações ordinárias e 14.886.850 ações preferenciais, o que corresponde a cerca de 74,9% do capital votante e 70,1% do capital total da Emae.