A Suzano anunciou um novo reajuste de preços da celulose de fibra curta em seus principais mercados, reforçando a leitura de que o setor entrou 2026 com um aperto de oferta capaz de sustentar cotações mais altas da commodity nos próximos meses.

Os novos preços passam a valer a partir de março. Para a China e demais mercados asiáticos, o aumento será de US$ 20 por tonelada – o equivalente a 3,5% sobre o valor atual da fibra curta, comercializada a US$ 580/t na China. Já nas Américas e na Europa, a alta anunciada é de US$ 50 por tonelada – 4% acima do valor atual no mercado europeu, onde a cotação é bem mais alta (US$ 1.250/t).

Na quarta-feira (11), durante a teleconferência de resultados, Leonardo Grimaldi, vice-presidente comercial de celulose, afirmou que a dinâmica do mercado está “muito melhor do que esperávamos para o início do ano”. Segundo ele, a percepção é de que essa tendência não seja de curto prazo. “Esperamos que ela continue após fevereiro”, acrescentou.

Este é o segundo aumento de preços anunciado pela companhia em 2026. O primeiro reajuste — US$ 10 por tonelada para a China e US$ 30 por tonelada para Américas e Europa — começou a vigorar em fevereiro.