“É o desenvolvimento mais interessante que aconteceu em nossa indústria em muito tempo”, disse o CEO da Weatherford, Girish Saligram, a investidores na terça-feira (6), durante a Conferência de Energia, CleanTech e Utilities do Goldman Sachs, em Miami. “É um mercado gigantesco.”
Seus comentários estão entre os primeiros de executivos de grandes empresas de petróleo a expressarem interesse em voltar à Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, desde que uma operação americana capturou o líder do país no final da semana passada.
A maioria das companhias ocidentais de petróleo evitou o país após o antecessor de Maduro, Hugo Chávez, ter nacionalizado muitos de seus ativos em meados dos anos 2000.
O presidente Donald Trump afirmou que as empresas americanas de petróleo gastarão bilhões de dólares para reconstruir a infraestrutura energética em ruínas da Venezuela. Isso poderia representar uma fonte de crescimento para empresas como a Weatherford, que está entre um punhado de contratadas globais que já trabalharam no país. O setor de serviços de petróleo foi afetado pela desaceleração do crescimento do shale nos EUA, levando as empresas a buscar expansão de vendas no exterior nos últimos anos.
“Se o país se abrir, será uma oportunidade enorme”, disse Girish sobre a Venezuela. Mas ele acrescentou: “Precisamos de uma visão mais clara sobre governança e de um quadro para segurança e proteção.”
