Mudanças nas regras de cidadania e residência em Portugal foram aprovadas pelo Parlamento português na última quarta-feira (1) e podem impactar diretamente brasileiros que planejam morar no país ou obter a nacionalidade portuguesa

O novo texto da Lei de Nacionalidade endurece critérios e amplia prazos para a obtenção de residência. No entanto, ainda não está em vigor e segue para análise do presidente António Seguro, que pode sancionar, vetar ou ao Tribunal Constitucional de Portugal.

A proposta foi aprovada pela Assembleia da República de Portugal com 152 votos favoráveis, 64 contrários e uma abstenção. 

Com isso, continuam válidas as regras atuais, com exigência de cinco anos de residência e pedidos já em andamento devem seguir o regime vigente, a depender das regras de transição.

O que muda na cidadania portuguesa para brasileiros

A principal alteração diz respeito ao tempo mínimo de residência em Portugal exigido para solicitar a cidadania — atualmente, é exigido cinco anos para a maioria dos casos.

Pelas regras aprovadas:

Além disso, o texto mantém a exigência de que o tempo de residência seja considerado apenas após a emissão da autorização formal, o que pode ampliar ainda mais o prazo total até a naturalização.

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Regras para filhos de estrangeiros nascidos em Portugal

O projeto também altera os critérios para filhos de estrangeiros nascidos em Portugal. Hoje, a legislação permite a concessão da nacionalidade com critérios mais flexíveis, exigindo menor tempo de residência legal dos pais. Pelas novas regras:

Residência e cidadania portuguesa: as regras vigentes

Atualmente, quem deseja residir legalmente em Portugal pode entrar por diferentes caminhos:

Após cinco anos de residência legal, estrangeiros podem solicitar a cidadania portuguesa, o que permite livre circulação pela União Europeia.

Esse prazo de cinco anos segue válido enquanto as novas regras não forem definitivamente promulgadas. O texto aprovado também mantém: