De acordo com comunicado divulgado na quarta-feira (7), a divisão de performance da Alvarez & Marsal dará suporte à execução de um plano de eficiência anunciado em novembro, que prevê uma redução relevante de custos, despesas e investimentos.
O programa projeta um corte mínimo de R$ 415 milhões em despesas operacionais, além de uma redução nos investimentos (capex), estimados entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões em 2026 — cerca de metade do volume investido nos 12 meses encerrados em setembro de 2025.
O movimento dá sequência a uma guinada estratégica iniciada após a mudança no controle da companhia. Sob o comando da família Coelho Diniz, hoje a maior acionista individual do GPA, o conselho passou a adotar uma postura mais ativa na revisão da estrutura de custos, em meio à pressão sobre o caixa e a um passivo tributário bilionário.
Na teleconferência de resultados do terceiro trimestre, a diretoria já havia sinalizado medidas mais duras de ajuste, incluindo a demissão de mais de 700 funcionários, a suspensão da expansão e a revisão ampla de contratos e despesas administrativas.
O avanço do plano ocorre em paralelo à reorganização da alta gestão. Na segunda-feira (5), o GPA anunciou Alexandre Santoro, ex-CEO da IMC, dona de marcas como Frango Assado e Pizza Hut no Brasil, como novo presidente-executivo da companhia.
Conselho
Em paralelo, o GPA deverá eleger em breve dois novos conselheiros. Nesta semana, os investidores Rafael Ferri e Hugo Fujisawa, donos de 3,2% da ações da companhia, solicitaram a realização de uma assembleia para eleger novos membros para as duas cadeiras que estão vagas.
No fim do ano passado, o antigo CEO Marcelo Pimentel e Edison Ticle, ex-vice-presidente do colegiado, renunciaram. Ferri e Fujisawa indicaram para a função os nomes de Daniel Schrickte e Gustavo Volpato. Porém, a dupla de acionistas precisará representar no mínimo 5% das ações do GPA para que seu pedido de assembleia seja considerado.
Em paralelo, o investidor Silvio Tini, da holding Bonsucex, atingiu no fim de 2025 mais de 10% de participação no GPA e ainda não possui nenhum indicado no conselho. A tendência é que, caso a assembleia seja realizada, Tini tenha força para indicar ao menos conselheiro.