Do montante, US$ 50 milhões foram pagos na data de assinatura. Outros US$ 350 milhões serão desembolsados no fechamento da transação, valor sujeito a ajustes com base na data efetiva de 1º de julho de 2025. Além disso, estão previstas duas parcelas diferidas de US$ 25 milhões cada, com vencimento em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio.
A operação ainda depende do cumprimento de condições precedentes usuais para esse tipo de transação, incluindo as aprovações do CADE e da ANP. Caso todas as etapas sejam superadas, a expectativa da companhia é concluir o fechamento ao longo de 2026.
Segundo a Brava, a aquisição está alinhada à estratégia de revisão contínua do portfólio e ao compromisso de buscar retorno ajustado ao risco e diversificação de ativos. A empresa afirmou que seguirá avaliando oportunidades estratégicas.
Os ativos ficam na porção sul da Bacia de Campos, em lâminas de água que variam de 700 a 1,6 mil metros, com reservatórios a 3 mil metros de profundidade. Atualmente, os campos são operados pela Petrobras por meio do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, em operação desde 2018.
A unidade conta com 14 poços produtores — 11 em Tartaruga Verde e três no Módulo III de Espadarte. Em 2025, a produção média foi de cerca de 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia (100% do ativo), composta majoritariamente por óleo, com parcela residual de gás natural escoada pelo gasoduto de Enchova até o terminal de Cabiúnas. As concessões têm vigência até 2039.
A Brava informou que manterá investidores e o mercado atualizados sobre eventuais desdobramentos relevantes da transação, em conformidade com a legislação e as melhores práticas de governança corporativa.
A junior oil Brava Energia foi criada em 2024 a partir da fusão da 3R Petroleum e da Enauta, tem como principais acionistas o Bradesco e a gestora Jive. É hoje uma das maiores produtoras independentes de petróleo do país, com 92 mil barris por dia (kbpd) – abaixo dos 150 mil kbpd da Prio e acima dos 27 mil kbpd da PetroReconcavo). Os campos adquiridos rendem 55 mil kbpd. Com a fatia de 50%, a produção da Brava deve chegar a 120 kbpd. 30% acima da atual.
No terceiro trimestre de 2025, a Brava registrou receita líquida de R$ 3 bilhões e lucro líquido de R$ 121 milhões.