A oferta do Agibank está prevista para ser precificada em 10 de fevereiro. O prospecto trabalha com uma faixa indicativa de US$ 15 a US$ 18 por ação classe A. A estrutura é de duas classes: a classe A, que dá direito a 1 voto cada, e as ações classe B, com direito a 10 votos. Essas são detidas exclusivamente pelo pelo fundador Marciano Testa.
A oferta-base é 100% primária — ou seja, de novos papéis emitidos e injeção de recursos diretamente no caixa — de 43.636.364 ações classe A. Há também lote adicional secudário, de até 6.545.455 ações, que seria vendido pelas gestoras Lumina, de Daniel Goldenberg, e a Vinci Compass.
No meio da faixa (US$ 16,50), o valor de mercado implícito fica em torno de US$ 3,03 bilhões, considerando o total de 183.566.434 ações pós-oferta informado no prospecto.
O Agibank reportou uma receita de R$ 7,74 bilhões nos primeiros nove meses de 2025, valor superior ao registrado em todo o ano de 2024. O lucro líquido de janeiro a setembro foi de R$ 831,7 milhões.
O banco foi criado em 1999 em Caxias do Sul (RS), inicialmente sob o nome Agiplan. Começou como uma financeira focada em crédito pessoal e consignado, evoluindo para banco digital em 2016 e adotando a marca atual, Agibank, em 2018. Sua operação, porém, tem um formato híbrido, com mais de 1000 pontos físicos em cidades do país, com foco justamente no público menos digitalizado.
Para o estreante do dia, o PicPay, a ação saiu precificada a US$ 19, levantando US$ 500 milhões e avaliando a empresa em US$ 2,6 bilhões. No pregão desta quinta-feira, seu primeiro, fechou no zero a zero, em US$ 19. Esse foi o primeiro IPO de empresa brasileira desde o Nubank, em 2021.