Com a mudança, o estádio, até então conhecido como Allianz Parque e que se tornou um dos mais utilizados do mundo para shows e festivais, terá um novo nome definido por votação popular.
As opções apresentadas são Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank, e a escolha será feita por meio de uma plataforma online, com votos limitados por CPF.
Segundo fontes de mercado, o contrato com o Nubank deve vigorar até 2044, prazo que coincide com o término da escritura de superfície que garante à WTorre o direito de exploração comercial do estádio.
A partir de 2045, a gestão e o controle do estádio passam a ser integralmente do Palmeiras.
O novo acordo prevê que o banco digital terá direito a montar um espaço dedicado ao seu público de alta renda, denominado Ultravioleta.
Associação com o esporte
Este será o segundo estádio com naming rights do Nubank e representa o aprofundamento da relação do banco com o esporte, em uma tendência global de grandes marcas, não só do setor financeiro.
No início de março, a fintech anunciou um acordo com o Inter Miami, time do craque argentino Lionel Messi, para batizar a nova arena da equipe na cidade americana como “Nu Stadium”, além de garantir exposição da marca nas camisas do clube.
Recentemente, o banco também acertou um contrato de patrocínio com a equipe Mercedes na Fórmula 1. O movimento faz parte da estratégia da companhia de ampliar sua presença internacional, especialmente no mercado americano.
O acordo anterior com a Allianz previa pagamento de R$ 300 milhões ao longo de 20 anos, ou cerca de R$ 15 milhões por ano, corrigidos pela inflação.
Considerado defasado em termos comerciais pelas partes – assinado em um momento em que o modelo de negócios era novo no país e o clube era menos vitorioso -, o contrato foi encerrado antecipadamente, de forma amigável, oito anos antes do prazo original.
Segundo a WTorre, o clube não participou diretamente das negociações, dado que os direitos de exploração comercial da arena pertencem à construtora até o fim da concessão.
O Palmeiras recebe um percentual das receitas geradas, fatia que chegou a 15% no caso dos naming rights após reajuste recente.