Por meio da trading Solaris, os omanis vão levantar R$ 120 milhões em notas comerciais, em operação coordenada pelo Bradesco BBI em regime de garantia firme, o que significa que o banco se compromete a comprar os papéis que não forem negocios caso a demanda fique aquém do valor ofertado.
O escopo da emissão combina as duas fases do plano de expansão apresentado pela Solaris no início de abril: R$ 100 milhões na ampliação do píer, já em execução, e um segundo ciclo de mais de R$ 500 milhões em análise no Ministério de Portos e Aeroportos, cuja aprovação é esperada para maio.
Os recursos vão para a ampliação do píer e do berço de atracação, a construção de novas unidades armazenadoras e a compra de equipamentos de movimentação de carga. A etapa seguinte, focada em armazenagem, está prevista para o segundo semestre deste ano.
A obra do píer, em curso desde o início deste mês, vai permitir a operação simultânea de dois graneleiros de grande porte: um Panamax, classe de navios cujas dimensões foram desenhadas para caber no Canal do Panamá e que transporta entre 60 mil e 80 mil toneladas, e um Supramax, cerca de um terço menor. Juntos, os dois navios acomodam até 120 mil toneladas de carga.
A Solaris, sediada em Dubai e uma das cinco maiores tradings globais de trigo, chegou ao TESC por via indireta. Em janeiro, concluiu a compra do controle da Agribrasil, trading de grãos fundada por Frederico José Humberg e acionista majoritária do terminal, com 51%, desde 2021.
O TESC opera granéis sólidos, produtos siderúrgicos, fertilizantes e cargas de projeto no complexo de São Francisco do Sul há quase três décadas.