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Carteira Recomendada de Dividendos

A Carteira Recomendada de Dividendos é voltada para quem busca a tão sonhada renda passiva na aposentadoria, essa estratégia busca por empresas geradoras de caixa, com alta distribuição de dividendos, baixo endividamento, elevadas margens e com modelo de negócio estável e previsível. O objetivo é superar o índice de Dividendos (IDIV) no longo prazo com uma combinação entre ganhos com proventos e valorização dos ativos.

Carteira de Dividendos

Atualizado em 01-12-2021

Delay de 15 minutos

Código Alocação Preço Entrada Comprar Até Freq. de pgtos. DY proj. (12 meses) Análise Completa
AGRO3 15% R$ 23,71 09/03/2021 R$37,00 Novembro 11,1% Visualizar
KEPL3 15% R$ 31,43 01/10/2021 R$ 47,00 Semestralmente 5,0% Visualizar
TAEE11 15% R$ 36,15 09/03/2021 R$ 45,00 Maio e Novembro 8,1% Visualizar
VALE3 15% R$ 71,09 09/03/2021 R$ 110,00 Março e Setembro 9,9% Visualizar
JBSS3 10% R$ 34,34 01/11/2021 R$ 45,00 Abril 4,7% Visualizar
ABEV3 5% R$ 15,82 01/06/2021 R$ 20,00 Dezembro 4,0% Visualizar
B3SA3 5% R$ 11,29 09/03/2021 R$ 16,00 Trimestral 9,0% Visualizar
COCA34 5% R$ 50,23 09/03/2021 R$ 58,00 Trimestral 3,1% Visualizar
ITSA4 5% R$ 9,8 01/07/2021 R$ 13,00 Trimestral 6,7% Visualizar
PETR4 5% R$ 30,36 01/12/2021 R$ 37,00 Trimestral 24,5% Visualizar
VBBR3 5% R$ 21,36 02/08/2021 R$ 34,00 Abril e Dezembro 7,2% Visualizar
Retorno esperado em dividendos (dividend yield) da carteira para os próximos 12 meses Retorno esperado em dividendos (dividend yield) da carteira para os próximos 12 meses 8,3%

Desempenho da carteira

-3.3%

Desempenho do índice de Dividendos (IDIV) no mesmo período

+2.88%

Objetivo

O objetivo desta carteira é superar o Índice de Dividendos (IDIV) a longo prazo através de empresas de menor valor de mercado. Para isso, a equipe de análise do Nu invest se vale do uso da análise fundamentalista em busca de empresas com bom potencial pela frente e sempre visando a formação de um portfólio equilibrado em busca da melhor relação risco-retorno.

Perfil do investidor

Conservador Moderado Experiente

O investimento em ações para o longo prazo exige que o investidor tenha capacidade financeira e emocional de absorver as oscilações de curto prazo. No caso das empresas pagadoras de dividendos, é preciso ter coragem para comprar as empresas após as quedas já que, mantido o montante de dividendos pagos, isso se traduz em maior dividend yield. Por outro lado, a distribuição recorrente de dividendos ao longo do ano traz uma melhor estabilidade e previsibilidade à carteira.

Resumo do relatório

Neste relatório, explicar o racional por trás de nossa nova recomendação: Petrobras no lugar de Copel. Aproveito também para comentar sobre a queda dos últimos meses e por que ela é pior do que parece.

Por outro lado, trago uma comparação entre a pontuação do Ibovespa e a taxa anual do CDI ao longo dos últimos 20 anos reforçando ainda mais o que temos falado ao longo dos últimos relatórios: o investidor de longo prazo está diante de uma boa oportunidade para comprar excelentes empresas a preços bastante atrativos.

Trocando Copel por Petrobras

Para o mês de dezembro em diante passaremos a contar com a Petrobras na carteira de Dividendos NuInvest. A estatal petroleira entra no portfólio com 5% de alocação no lugar de outra estatal: Copel.

A saída da estatal paranaense não se deve à nenhuma mudança drástica nos fundamentos da companhia, mas por uma falta de gatilhos que possam destravar valor no curto prazo. Pelo contrário, é bem possível que as ações sigam em compasso de espera enquanto o mercado aguarda pelo desinvestimento do BNDES na companhia se concretizar.

Já havíamos reduzido a posição na companhia em nosso último relatório e agora, superado o drama com a crise hídrica e confirmada a alta de expectativa de distribuição de proventos no final deste ano, chegou a hora de colocar a boa performance das ações no bolso de vez. Integrando a carteira de Dividendos desde seu início em 09 de março deste ano, as ações da Copel acumulam alta de 24% até dia 30/nov enquanto o IDIV avançou +3% e o IBOV recuou 8% no mesmo período.

A chegada de Petrobras (PETR4) tem um racional parecido com a entrada de JBS no mês passado: um movimento tático buscando adaptar a carteira para um contexto onde o investidor brasileiro vem se desfazendo de suas ações enquanto o internacional segue comprando bolsa brasileira. O resultado disso são as blue chips recuando bem menos do que a média de mercado nos últimos meses. Trago um pequeno estudo sobre isso na próxima página.

Porém, mais do que fazer esse movimento tático, a petroleira chega à carteira Dividendos com seus próprios méritos. Como poderá ser lido com detalhes na tese de investimento completa da companhia (clique aqui), os pontos positivos de comprar Petrobras nesse momento parecem compensar com folga o risco de se ter alguma interferência política.

A companhia já estava no radar nos últimos meses e a divulgação de seu novo Plano Estratégico para os anos 2022-2026 foi a cereja do bolo.

Mesmo com os desinvestimentos entre 15 e 25 bilhões de dólares previstos para os próximos anos, fundamentais para a manutenção da dívida abaixo de 65 bilhões de dólares e oriundos de ativos que não fazem parte do core business da estatal, a Petrobras ainda estima um aumento gradual na sua produção nos próximos anos, saindo de 2,1 milhões de barris de óleo dia para 2,6 em 2026.

A estatal também focou seu plano em metas ESG, e para alinhar os interesses para o atingimento dessas metas, três métricas terão impacto na remuneração dos executivos e de todos os colaboradores da empresa em 2022.

Com valuation bastante descontado, ainda que as ações PETR4 não andem e mesmo que o ativo mantenha sua histórica volatilidade com os ruídos intervencionistas, o altíssimo retorno em dividendos (dividend yield) acima de 20% deve fazer com que a companhia retorne os investimentos entre 4 a 5 anos.

JBS anuncia investimento em ‘carne de laboratório’

A companhia informou durante meados de novembro que ingressou no mercado de proteína cultivada, que consiste na produção de alimentos a partir de células animais, ao adquirir o controle da sociedade espanhola Biotech Foods, uma das companhias líderes no desenvolvimento de biotecnologia nesse segmento. O acordo inclui o investimento de 41 milhões de dólares na construção de uma nova unidade de operação na Espanha para escalar a produção.

A JBS já havia adquirido a Vivera (uma fabricante europeia de produtos à base de plantas) em abril deste ano. A nova iniciativa está em linha com sua estratégia de ampliar a sua plataforma de novas formas de produção de proteína diante das novas tendências de consumo. No entanto, como projeta-se que a proteína cultivada chegará aos consumidores de forma comercial a partir de 2024, a o investimento não altera de forma significativa o mix de produtos da companhia no curto e médio prazo.

Por que a queda da Bolsa dos últimos meses é pior do que parece

O movimento do investidor brasileiro vendendo e o internacional comentado nesse e no último relatório fica bastante claro quando comparamos a performance de uma carteira teórica formada pelas 10 maiores empresas do Ibovespa versus o IBOV e o SMLL.

Conforme pode ser observado no gráfico abaixo, as grandes empresas brasileiras têm apresentado uma performance bem melhor do que as demais em 2021 principalmente graças a esse fluxo estrangeiro.

A conclusão deste breve estudo é que a queda da bolsa observada nos últimos meses é pior do que parece pois o IBOV amarga 14% de queda em 2021 mesmo contando com uma performance bem melhor das maiores empresas brasileiras.

Algo parecido pode ser observado quando fazemos uma nova carteira teórica com as 10 maiores posições do SMLL já que a metodologia do SMLL acaba por englobar ativos que não deveriam ser consideradas empresas de pequeno porte dado seus respectivos valor de mercado e liquidez. Também faço um comentário sobre esse movimento no relatório da carteira Small Caps de dezembro.

O resumo da ópera é que as companhias que não fazem parte das grandes empresas da bolsa, sobretudo as small caps, sofreram mais do que parece quando se olha o desempenho dos índices.

Como a carteira Dividendos está majoritariamente alocada em ativos fora das 10 maiores ações da Bolsa, com direito a small caps como BrasilAgro e Kepler Weber, a performance do nosso portfólio também tem sido afetada. Ainda assim, seguimos distantes do principal índice de ações brasileiro.

No relatório de Dividendos do mês passado comentei sobre a resiliência das pagadoras de dividendos durante períodos de queda, mas também destacando uma espécie de ‘seleção natural’ que se mostra vencedora mesmo quando a bolsa está em períodos de alta. Da mesma forma, também aproveitei o relatório de novembro da carteira Small Caps para reforçar o potencial das empresas de menor porte já que o SMLL vem apresentando uma performance bem acima do IBOV principalmente de 2016 para cá. A queda nos últimos meses não deve tirar o foco de longo prazo do investidor.

Sobre ciclos e Buffett

O gráfico de dois eixos na próxima página contrasta a evolução em pontos do Ibovespa com a taxa anual do CDI nos últimos 20 anos. Os retângulos rosas são os ciclos de alta nas taxas de juros. Note como cada fim de ciclo de alta coincide com a mínima do Ibovespa.

É verdade que provavelmente ainda não chegamos ao fim da alta de juros já que a inflação continua surpreendendo negativamente em todo o mundo, mas o histórico deixa claro: os melhores momentos para se comprar ações são quando os juros estão altos.

Apesar da piora do cenário macro que vem sendo observada nos últimos meses, grande parte das companhias seguem operacionalmente robustas conforme pôde ser observado na última temporada de resultados, o que só reforça a boa oportunidade diante de nós.

O que Warren Buffett faria em nosso lugar se fosse brasileiro? A citação dele a seguir não deixa nenhuma dúvida.

"Vou te dizer como ficar rico: feche as portas, seja medroso quando os outros forem gananciosos e seja ganancioso quando os outros forem medrosos." - Warren Buffett

Até que preço comprar

Nesta carteira recomendada, nós utilizamos a expressão ‘Até que preço comprar’ em vez do tradicional ‘Preço Alvo’. Apesar da sutil diferença na escolha de palavras, a expressão carrega uma interpretação diferente e muito importante que deve ser devidamente compreendida pelos investidores.

Utilizando a análise fundamentalista e uma visão de médio e longo prazos para a escolha de ativos, as empresas não têm um ‘valor justo’ definitivo. Esse valor vai se alterando ao longo do tempo para cima ou para baixo, conforme a empresa vá entregando ou decepcionando as nossas expectativas.

Sendo assim, a coluna ‘Até que preço comprar’ não deve ser compreendida como um stop gain, ou seja, o valor informado nesta coluna não deve ser considerado como uma referência para se desfazer das Ações. Nessa situação, nossa recomendação é que o investidor simplesmente aguarde o preço voltar a negociar abaixo do valor estipulado antes de fazer novas compras.

Quando as Ações ultrapassam nosso preço limite sugerido de compra, sempre retornaremos às planilhas em busca de um novo potencial de alta. Caso não encontremos fundamentos suficientes que justifiquem uma revisão nos preços, iremos deixar claro em nosso relatório mensal que a companhia não faz mais parte dos ativos recomendados.

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Sobre o Analista

Murilo Breder

Murilo Breder

Integrante da nova geração de analistas, tem passagens pelo Banco Safra e Levante Ideias de Investimentos. Finalista em competições nacionais de mercado financeiro ainda durante a faculdade, é Engenheiro Civil de formação pela UFMG, com direito a um ano de intercâmbio nos Estados Unidos (Los Angeles e Nova York). Possui as certificações CNPI, CGA e foi aprovado no CFA Level I, a primeira das três provas necessárias para obter o prestigiado certificado internacional Chartered Financial Analyst (CFA).