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Carteira Recomendada de Dividendos

A Carteira Recomendada de Dividendos é voltada para quem busca a tão sonhada renda passiva na aposentadoria, essa estratégia busca por empresas geradoras de caixa, com alta distribuição de dividendos, baixo endividamento, elevadas margens e com modelo de negócio estável e previsível. O objetivo é superar o índice de Dividendos (IDIV) no longo prazo com uma combinação entre ganhos com proventos e valorização dos ativos.

Carteira de Dividendos

Atualizado em 01-09-2021

Delay de 15 minutos

Código Alocação Preço Entrada Comprar Até Freq. de pgtos. DY proj. (12 meses) Análise Completa
AGRO3 15% R$ 29,04 09/03/2021 R$37,00 Outubro 4,3% Visualizar
COCA34 15% R$ 48,09 09/03/2021 R$ 52,00 Trimestral 3,0% Visualizar
CPLE11 15% R$ 33,95 09/03/2021 R$ 40,00 Dezembro 9,5% Visualizar
TAEE11 15% R$ 36 09/03/2021 R$ 45,00 Maio, Out e Nov 11,2% Visualizar
VALE3 15% R$ 85,98 09/03/2021 R$ 130,00 Semestral 12,6% Visualizar
BRDT3 10% R$ 25,06 02/08/2021 R$ 34,00 Abril e Dezembro 8,0% Visualizar
ABEV3 5% R$ 15,76 01/06/2021 R$ 20,00 Dezembro 3,0% Visualizar
B3SA3 5% R$ 13,97 09/03/2021 R$ 22,00 Trimestral 6,2% Visualizar
ITSA4 5% R$ 10,85 01/07/2021 R$ 13,00 Mensal 3,9% Visualizar
Retorno esperado em dividendos (dividend yield) da carteira para os próximos 12 meses Retorno esperado em dividendos (dividend yield) da carteira para os próximos 12 meses 7,6%

Desempenho da carteira

+9.19%

Desempenho do índice de Dividendos (IDIV) no mesmo período

+11.47%

Objetivo

O objetivo desta carteira é superar o Índice de Dividendos (IDIV) a longo prazo através de empresas de menor valor de mercado. Para isso, a equipe de análise do Nu invest se vale do uso da análise fundamentalista em busca de empresas com bom potencial pela frente e sempre visando a formação de um portfólio equilibrado em busca da melhor relação risco-retorno.

Perfil do investidor

Conservador Moderado Experiente

O investimento em ações para o longo prazo exige que o investidor tenha capacidade financeira e emocional de absorver as oscilações de curto prazo. No caso das empresas pagadoras de dividendos, é preciso ter coragem para comprar as empresas após as quedas já que, mantido o montante de dividendos pagos, isso se traduz em maior dividend yield. Por outro lado, a distribuição recorrente de dividendos ao longo do ano traz uma melhor estabilidade e previsibilidade à carteira.

Resumo do relatório e mudanças para setembro

Para o mês de setembro, apesar da carteira Dividendos Nu invest seguir com os mesmo ativos, há uma pequena mudança no percentual de alocação. Para o mês de setembro em diante, optamos por inverter as exposições de B3 e Copel. A B3 que antes tinha 15% do portfólio agora passar a ter 5% enquanto a Copel assume uma alocação de 15% (era 5%).

Sendo assim, além de abrir o racional desta pequena alteração, comento também sobre a mudança de nome da BR Distribuidora para Vibra Energia, uma importante marca alcançada pela Ambev através do Zé Delivery e a performance da carteira Dividendos.

B3, Copel e o concurso de beleza

No concurso de beleza do mercado financeiro, não se ganha dinheiro investindo na companhia que você acredita como a mais bela, mas sim investindo na companhia que o mercado enxerga como a mais bela.

No relatório de setembro da carteira Small Caps, utilizei a mesma analogia para a surpreendente performance de Petz durante o mês de agosto enquanto boa parte das empresas de menor porte, ligadas à tecnologia e com o IPO realizado nos últimos 12 meses, sofria.

Infelizmente, a situação de B3 tem sido oposta à de Petz. As ações B3SA3 tem sofrido na mão do mercado ainda que continuemos a enxergar a beleza da receita líquida e lucro líquido crescendo entre 20% e 30% anualmente e o número de novos investidores mantendo o ritmo dos últimos meses mesmo com a Selic retomando seu ciclo de alta.

A sequência negativa começou com o temor com uma nova Bolsa de Valores no Brasil, um rumor que vem e volta de tempos em tempos. A concorrência fatalmente virá, mas é um processo burocrático e com altas barreiras de entrada. Além de um alto uso de tecnologia e a necessidade de escala, é preciso conseguir autorização para atuar neste mercado. Ainda assim, estima-se que demoraria um ano até que uma nova Bolsa devidamente autorizada começasse a operar. A partir daí essa nova Bolsa ainda teria que conquistar a confiança do mercado através de uma operação de excelência.

O receio com um novo competidor se somou com o temor caso a expectativa de Selic atingir 7,5% ao final de 2021 se concretize. Outro ponto de questão é o volume de negociação. Boa parte do mercado se balizou no volume negociado em 2020 e se frustrou com os números de 2021. Com o mercado brasileiro menos volátil neste ano (agosto foi exceção), o volume financeiro transacionado tem sido abaixo do esperado.

Por fim, o resultado do 2T21 trouxe a surpresa com a contingência legal, que é um processo sobre causar prejuízos em operações de mercado futuro que aconteceram em 1999. E, o ponto chave disso, é o fato de que esse processo está em curso e a B3 considera possível um resultado desfavorável para a empresa, tendo que pagar R$ 31 bilhões. Muito embora isso não impacte a visão de longo prazo da B3, mesmo com esse possível revés, as ações caíram 7% no dia.

O resumo da ópera é que, embora o resultado operacional siga robusto, enquanto a Selic mantiver sua trajetória altista (o que deve continuar ocorrendo ao longo de 2021) e a questão da contingência não for resolvida, as ações da B3 devem continuar pressionadas. Por isso, voltando ao concurso de beleza, precisamos redirecionar nossa alocação para outra companhia que ocupa os holofotes do mercado.

Depois de meses reforçando a convicção com o case, as ações da Copel resolveram andar. Devagar, é verdade. Mas aqui a direção é mais importante do que a velocidade.

Desde a mínima registrada no dia 12 de maio, vos seguem descontados. Além disso, novos proventos devem ser anunciados em dezembro e, na cotação atual, é esperado um retorno em dividendos (dividend yield) de cerca de 10%, um dos maiores da bolsa brasileira.

Enquanto a B3 deve seguir pressionada negativamente, a Copel pode seguir o caminho contrário. O período de chuvas no Brasil começa normalmente em novembro. Por isso, os próximos dois meses ainda podem ser tensos para as empresas do setor elétrico, muito embora a Copel não seja a companhia mais exposta à hidrelétricas. Além disso, se as ações se mantiverem nessa trajetória de alta, pode ser a janela que o BNDES tanto espera para se desfazer das ações da companhia. A saída do banco de desenvolvimento deve não apenas aumentar a liquidez das ações como permitir que a companhia suba para o Nível 2 de Governança Corporativa da B3 conforme já detalhado na tese de investimento da companhia.

Curtas e boas do mês de agosto

No dia 19 de agosto, a Petrobras Distribuidora (BRDT3) anunciou que sua nova marca e identidade corporativa: Vibra Energia. Não houve, porém, mudança na estratégia da companhia e os postos de combustíveis continuarão com o tradicional símbolo “BR”. As ações também, pelo menos inicialmente, continuarão a negociar sob o código BRDT3.

A mudança, apesar de não impactar a companhia operacionalmente, é simbolicamente importante pois elimina a única ligação que ainda restava entre a companhia, que já vinha atuando livre da influência estatal, e a Petrobras.

Houve vários episódios em que uma notícia negativa para Petrobras também impactava indiretamente as ações BRDT3 ainda que não afetasse operacionalmente a Petrobras Distribuidora. A nova marca põe fim a este último elo. A Vibra Energia está livre para seguir trilhando seu caminho de ganho de eficiência.

Outra boa notícia de agosto é que o Zé Delivery, aplicativo de entrega bebida gelada da Ambev (ABEV3) presente em mais de 200 cidades, realizou no primeiro semestre deste ano 29 milhões de entregas, superando as 27 milhões feitas em todo 2020.

Segundo a Ambev, esse desempenho fez o aplicativo fechar o primeiro semestre de 2021 com números de transações e vendas que o colocam em patamar comparável a outras startups que são consideradas unicórnios. Hoje, o serviço já opera em outros países como Argentina, Paraguai, Bolívia, Panamá e República Dominicana.

A notícia vem muito em linha com um dos pilares de nossa tese de investimento na blue chip brasileira: a Ambev, através do uso da tecnologia, conseguiu reencontrar o caminho do crescimento das vendas.

Performance da carteira

A carteira Dividendos conseguiu manter um volatilidade controlada no conturbado mês de agosto, mas fechou o mês com uma performance negativa de 2,9% sobretudo devido às performances negativas de B3 (já comentadas) e Vale, que recuou na esteira da queda do minério de ferro.

Novas projeções de baixa para o preço da commodity podem seguir impactando as ações VALE3 no curto prazo. Porém, mesmo com a queda recente do minério de ferro e considerando o patamar atual do dólar, a companhia segue nos parecendo descontada até porque, nos patamares atuais, o retorno em dividendos (dividend yield) esperado oscila entre 12% e 13%.

Desde o início, no dia 09 de março, a carteira Dividendos Nu invest acumula um retorno de +9,2% contra +11,5% do índice de Dividendos da B3 (IDIV) e +6,7% do Ibovespa no mesmo período.

Até que preço comprar

Nesta carteira recomendada, nós utilizamos a expressão ‘Comprar até’ em vez do tradicional ‘Preço Alvo’. Apesar da sutil diferença na escolha de palavras, a expressão carrega uma interpretação diferente e muito importante que deve ser devidamente compreendida pelos investidores.

Utilizando a análise fundamentalista e uma visão de médio e longo prazos para a escolha de ativos, as empresas não têm um ‘valor justo’ definitivo. Esse valor vai se alterando ao longo do tempo para cima ou para baixo, conforme a empresa vá entregando ou decepcionando as nossas expectativas.

Sendo assim, a coluna ‘Comprar até’ não deve ser compreendida como um stop gain, ou seja, o valor informado na penúltima coluna não deve ser considerado como uma referência para se desfazer das Ações. Nessa situação, nossa recomendação é que o investidor simplesmente aguarde o preço voltar a negociar abaixo do valor estipulado antes de fazer novas compras.

Quando as Ações ultrapassam nosso preço limite sugerido de compra, sempre retornaremos às planilhas em busca de um novo potencial de alta. Caso não encontremos fundamentos suficientes que justifiquem uma revisão nos preços, iremos deixar claro em nosso relatório mensal que a companhia não faz mais parte dos ativos recomendados.

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Sobre o Analista

Murilo Breder

Murilo Breder

Integrante da nova geração de analistas, possui passagens por instituições respeitadas como Banco Safra e a casa de análise independente Levante Ideias de Investimentos. Finalista em competições nacionais de mercado financeiro ainda durante a faculdade, é Engenheiro Civil de formação pela UFMG, com direito a um ano de intercâmbio nos Estados Unidos (Los Angeles e Nova York), e possui as certificações CGA e CNPI.

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