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Carteira Recomendada de Dividendos

A Carteira Recomendada de Dividendos é voltada para quem busca a tão sonhada renda passiva na aposentadoria, essa estratégia busca por empresas geradoras de caixa, com alta distribuição de dividendos, baixo endividamento, elevadas margens e com modelo de negócio estável e previsível. O objetivo é superar o índice de Dividendos (IDIV) no longo prazo com uma combinação entre ganhos com proventos e valorização dos ativos.

Carteira de Dividendos

Atualizado em 01-08-2022

Delay de 15 minutos

Código Alocação Preço Entrada Comprar Até Freq. de pgtos. DY proj. (12 meses) Análise Completa
ALUP11 15% R$ 29 01/05/2022 R$31 Abril 5.2% Visualizar
COCA34 15% R$ 56,14 01/03/2022 R$ 55 Mar, Jun, Set, Nov 2.8% Visualizar
VALE3 15% R$ 66,88 01/03/2022 R$ 90 Março e Setembro 11.4% Visualizar
AGRO3 10% R$ 26,68 01/03/2021 R$ 37 Outubro 10.9% Visualizar
JBSS3 10% R$ 32,29 01/11/2021 R$ 52 Maio 4.9% Visualizar
KEPL3 10% R$ 21,13 01/10/2021 R$ 22 Março e Outubro 4.1% Visualizar
AURA33 5% R$ 33,15 01/03/2022 R$ 82 Semestralmente 9.3% Visualizar
CPFE3 5% R$ 36,13 01/06/2022 R$ 35 Abril, Ago e Dez 10.8% Visualizar
HYPE3 5% R$ 41,92 01/08/2022 R$ 47 Trimestral 3.4% Visualizar
ITSA4 5% R$ 9,36 01/07/2021 R$ 13 Irregular 6,4% Visualizar
PETR4 5% R$ 31,67 01/12/2021 R$ 37 Trimestral 29.7% Visualizar
Retorno esperado em dividendos (dividend yield) da carteira para os próximos 12 meses Retorno esperado em dividendos (dividend yield) da carteira para os próximos 12 meses 7,8%

Desempenho da carteira

+15.88%

Desempenho do índice Bovespa (IBOV) no mesmo período

-7.33%

Objetivo

O objetivo desta carteira é superar o índice Bovespa (IBOV) no longo prazo por meio de empresas pagadoras de dividendos, buscando um recebimento acima de 6,0% em proventos anualmente. Para isso, a equipe de análise do NuInvest se vale do uso da análise fundamentalista em busca de empresas com bom potencial pela frente e sempre visa a formação de um portfólio equilibrado em busca da melhor relação entre risco e retorno.

Perfil do investidor

Conservador Moderado Experiente

O investimento em ações para o longo prazo exige que o investidor tenha capacidade financeira e emocional de absorver as oscilações de curto prazo. No caso das empresas pagadoras de dividendos, é preciso ter coragem para comprar as empresas após as quedas já que, mantido o montante de dividendos pagos, isso se traduz em maior dividend yield. Por outro lado, a distribuição recorrente de dividendos ao longo do ano traz uma melhor estabilidade e previsibilidade à carteira.

Resumo do relatório

Neste relatório, comentaremos a atualização da carteira Dividendos para o mês de agosto, os motivos pelos quais decidimos encerrar a posição em B3 (B3SA3) e realocar sua participação de 5% na gigante farmacêutica Hypera (HYPE3), a mais nova integrante do nosso portfólio a partir deste mês.

Comentaremos também os destaques do mês anterior: o que ajudou a impulsionar as ações da Kepler Weber (KEPL3) e a oportunidade que estamos vendo em Vale (VALE3) depois da acentuada queda que já se estende desde março.

Por fim, comentamos sobre a estratégia da carteira Dividendos para agosto. Em resumo, temos gostado bastante sobre como o portfólio vem se comportando nos últimos meses e não achamos necessário, por ora, nenhuma grande mudança de estratégia. No entanto, embora a troca de B3 por Hypera seja devido aos fundamentos das companhias, entendemos que a alteração tem um efeito colateral positivo à medida que reduz levemente o risco do portfólio.

Ausência de boas notícias pela frente: encerrando nossa posição em B3

A B3 é uma companhia que pode ser facilmente dividida em dois grandes períodos: curto e longo prazo, e é a expectativa para os próximos meses que nos levou a tomar a decisão de retirá-la da carteira.

No longo prazo, vemos um cenário positivo para a companhia pelo fato de que o investimento em renda variável segue subpenetrado no Brasil. Com 4,4 milhões de CPFs cadastrados na B3, temos que apenas 2% da população brasileira investe na bolsa de valores, representando uma avenida de crescimento em potencial pela frente já que diversos países, inclusive emergentes e vizinhos da América Latina, possuem um percentual maior do que o nosso.

Com a natural vinda desses novos investidores, a receita líquida deve seguir apresentando uma trajetória de crescimento ao longo dos próximos anos. Dado que a B3 é um monopólio e não precisa reinvestir todo o lucro líquido, as altas cifras distribuídas em forma de dividendos deverão continuar. Dessa forma, a combinação de crescimento com dividendos deve se manter no longo prazo.

Por fim, vemos um desconto no preço das ações B3SA3. Isso porque o EV/Ebitda da B3 projetado para os próximos 12 meses é de 9,4x, cerca de 20% abaixo da mediana das principais bolsas mundiais.

Já no curto prazo, não vemos um cenário positivo para a companhia, pois a B3 tem o que chamamos de "duplo beta'' em si mesma. O beta é uma medida de risco da própria empresa. Quando ele é próximo de 1, significa que as ações tendem a oscilar em linha com o benchmark. Nesse caso, o Ibovespa. Se está acima de 1, as ações tendem a oscilar mais e, se está abaixo de 1, menos.

A B3 ganha dinheiro conforme o volume de transação. Quanto mais volume, melhor para ela. O problema é que, em períodos prolongados de queda das ações, como o que estamos passando, os investidores ficam avessos ao risco e o número de negócios diminui drasticamente, impactando negativamente no resultado da companhia. Sendo assim, o duplo beta ocorre pois, além do risco operacional da empresa, ela acaba dependendo do bom humor do mercado para ganhar mais dinheiro.

E bom humor não é o que temos visto por aqui nos últimos meses. Com a Selic devendo permanecer acima de dois dígitos por um período considerável, o início do ciclo de alta de juros nos Estados Unidos e a proximidade das eleições por aqui, a tendência é que tanto os investidores domésticos como os estrangeiros sigam receosos em retornar para a B3, nos levando a uma expectativa de um baixo volume de negociação pela frente.

Conforme pode ser observado no gráfico abaixo, o volume financeiro mensal da B3 tem oscilado negativamente no período e está abaixo da média praticamente desde novembro de 2021, com março de 2022 sendo a única exceção.

Diante dessas duas fases temporais, decidimos abrir mão da alocação em B3 para aproveitar as oportunidades de valorização em ativos com um melhor timing e que, portanto, têm a possibilidade de destravar valor já no curto prazo.

HYPE3: uma gigante do mundo farmacêutico

A Hypera Pharma (HYPE3) é a empresa por trás de marcas como Benegrip, Neosaldina, Engov e de tantas outras famosas. Uma gigante do mundo farmacêutico é a única no Brasil que tem atuação nos quatro segmentos farmacêuticos: produtos de prescritos e isentos de prescrição, produtos de skincare (cuidados pessoais) e da linha de genéricos e similares.

A companhia passa por um crescimento acelerado nos últimos anos devido a aquisições de marcas estratégicas que vieram para complementar seu vasto portfólio de produtos, tem claros gatilhos de curto prazo, oportunidades no longo e ainda por cima vem aumentando sua distribuição de proventos ano após ano. Por fim, fizemos as contas e acreditamos estar diante de um bom potencial de alta para as ações HYPE3.

Para mais detalhes, clique aqui e acesse a nossa tese de investimentos completa sobre a
companhia.

Principais destaques do mês anterior

Kepler Weber (KEPL3)

Em nosso último relatório reiteramos compra na KEPL3 através do aumento de posição, pois acreditávamos que as ações da companhia ficaram ainda mais baratas diante da forte queda sofrida em junho.

Se o fim do primeiro semestre foi marcado pelo baque que as ações da Kepler sofreram, não podemos dizer o mesmo do início do segundo semestre. A Kepler foi a maior valorização da nossa carteira ao registrar uma impressionante alta de 39,7% no mês de julho.

O bom momento para as ações da líder em equipamentos para armazenagem de grãos na América Latina foi coroado por mais um excelente resultado trimestral. Divulgado no último dia 27 de julho, os números surpreenderam positivamente mais uma vez com a companhia registrando seu segundo melhor trimestre da história em termos de receita e rentabilidade. Em comparação com o segundo trimestre do ano passado, a receita líquida cresceu 48,4%, o lucro líquido aumentou 410% e o Ebitda superou 340% de alta.

Apesar desse bom momento, a forte alta no mês passado fez com as ações KEPL3 voltassem a se aproximar de nosso 'até que preço comprar' recomendado de R$ 22 por ação. Sendo assim, recomendamos parcimônia aos investidores que ficaram de fora desse movimento e desejem entrar agora.

Vale (VALE3)

As incertezas vindas do cenário econômico nebuloso da China contribuíram mais uma vez para o mau desempenho da Vale em julho. Com a crise imobiliária e os lockdowns no país aiático, houve uma redução nas perspectivas de demanda e, diante disso, o minério de ferro já caiu 26% desde o início do segundo trimestre deste ano.

Além do preço do minério de ferro em queda, a prévia operacional do 2T22 veio com dados de produção abaixo do esperado. Ora a redução na produção se deu por paradas estratégicas para a manutenção de algumas das plantas, ora por intempéries naturais, com o alto volume de chuvas em Parauapebas logo no início de 2022. Outra coisa que não agradou o mercado foi a revisão para baixo em sua expectativa de produção (guidance) para 2022.

Se por um lado a cotação do minério impacta diariamente na cotação da ação, por outro, o investidor de longo prazo deve enxergar essas quedas como oportunidade. Isso porque mesmo com a queda da commodity, a Vale seguirá gerando muito fluxo de caixa, mantendo-a na lista das maiores empresas pagadoras de dividendos da nossa Bolsa.

Além disso, vale sempre lembrar que, quando o preço das ações caem, o retorno em dividendos (dividend yield) esperado tende a aumentar. Afinal, é uma oportunidade de receber os mesmos dividendos que a companhia já iria distribuir, só que pagando menos pelas ações. No caso da Vale, a queda recente das ações fez com que o dividend yield esperado pelo consenso de mercado para os próximos 12 meses se elevasse para 11,4%.

Pegando carona no comentário da Vale, aproveitamos e atualizamos nosso relatório contendo a tese de investimento sobre a companhia. Nele, destacamos que valuation, o robusto programa de recompra em atividade e o fato da companhia ser uma grande geradora de caixa e distribuidora de proventos é que nos faz seguirmos recomendando a companhia.

Estratégia da carteira Dividendos para agosto

Estamos muito satisfeitos com a performance de nossa carteira nos últimos meses e não achamos, por ora, que seja necessária nenhuma grande mudança de estratégia. No entanto, vemos a tese de investimento em Hypera possuindo um risco menor do que a de B3 atualmente. Sendo assim, embora a troca seja devido aos fundamentos das companhias, entendemos que há um efeito colateral positivo à medida que a alteração deve reduzir levemente o risco do portfólio.

Apesar de nossa boa performance frente ao Ibovespa nos últimos meses, vale lembrar o comentário realizado no último relatório quando destacamos a ciclicidade da bolsa de valores: as empresas pagadoras de dividendos têm demonstrado bastante resistência às quedas diante desse cenário mais adverso enquanto as empresas de menor porte, tecnologia e crescimento sofrem. É justamente devido aos ciclos do mercado que essa dinâmica fatalmente mudará no futuro.

O contexto atual de mercado ainda é de incertezas, inflação e juros altos. Desse modo, entendemos que estratégias menos arriscadas como o investimento em empresas pagadoras de proventos devem seguir apresentando sua tradicional resiliência.

Resultado da Carteira

Nos últimos 12 meses, a carteira Dividendos NuInvest acumulou uma alta de +1,38% contra -2,32% do índice de Dividendos da B3 (IDIV) e -17,91% do Ibovespa (IBOV) no mesmo período. Desde o início (09-mar-21), a carteira Dividendos avança +15,88% ante -7,33% do IBOV e +11,49% do IDIV no mesmo período.

Até que preço comprar

Nesta carteira recomendada, nós utilizamos a expressão “Até que preço comprar” em vez do tradicional “Preço Alvo”. Apesar da sutil diferença na escolha de palavras, a expressão carrega uma interpretação diferente e muito importante que deve ser devidamente compreendida pelos investidores.

Utilizando a análise fundamentalista e uma visão de médio e longo prazos para a escolha de ativos, as empresas não têm um “valor justo” definitivo. Esse valor vai se alterando ao longo do tempo para cima ou para baixo, conforme a empresa vá entregando ou decepcionando as nossas expectativas.

Sendo assim, a coluna “Até que preço comprar” não deve ser compreendida como um stop gain, ou seja, o valor informado nesta coluna não deve ser considerado como uma referência para se desfazer das ações. Nessa situação, nossa recomendação é que o investidor simplesmente aguarde o preço voltar a negociar abaixo do valor estipulado antes de fazer novas compras.

Quando as ações ultrapassam nosso preço limite sugerido de compra, sempre retornaremos às planilhas em busca de um novo potencial de alta. Caso não encontremos fundamentos suficientes que justifiquem uma revisão nos preços, iremos deixar claro em nosso relatório mensal que a companhia não faz mais parte dos ativos recomendados.

Segue com dúvidas em relação ao funcionamento de nossas carteiras recomendadas?

Clique aqui pois este arquivo com as dúvidas mais frequentes dos investidores pode ajudá-lo.

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Sobre o Analista

Murilo Breder

Murilo Breder

Integrante da nova geração de analistas, tem passagens pelo Banco Safra e Levante Ideias de Investimentos. Finalista em competições nacionais de mercado financeiro ainda durante a faculdade, é Engenheiro Civil de formação pela UFMG, com direito a um ano de intercâmbio nos Estados Unidos (Los Angeles e Nova York). Possui as certificações CNPI, CGA e foi aprovado no CFA Level I, a primeira das três provas necessárias para obter o prestigiado certificado internacional Chartered Financial Analyst (CFA).