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Carteira de Ações Recomendadas Small Caps

Pequenas empresas, grandes oportunidades. Por serem empresas de menor porte, além de ter oportunidades de crescimento maiores quando comparadas com as grandes empresas da Bolsa, muitos ativos ficam de fora do radar dos investidores.
Sob a ótica da análise fundamentalista, nosso analista selecionou as small caps que acredita ser uma boa escolha para o médio e longo prazo.

Carteira Small Caps

Atualizado em 01-09-2021

Delay de 15 minutos

Código Alocação Potencial Preço Comprar Até Retorno Data de Entrada Análise Completa
CARD3 15% +32.3% R$ 21,15 R$28,00
+18.48%
01/04/2021 Visualizar
FESA4 15% -4.05% R$ 56,28 R$54,00
+164.22%
01/02/2021 Visualizar
KEPL3 15% +23.4% R$ 45,37 R$56,00
+14.31%
01/10/2020 Visualizar
PETZ3 15% +4.90% R$ 26,69 R$28,00
+14.35%
01/06/2021 Visualizar
AURA33 10% +40.8% R$ 58,21 R$82,00
-1.01%
01/04/2021 Visualizar
AGRO3 10% +27.4% R$ 29,04 R$37,00
+38.21%
01/10/2020 Visualizar
CASH3 10% +15.6% R$ 7,78 R$9,00
+14.74%
01/09/2021 Visualizar
AERI3 5% +32.7% R$ 9,03 R$12,00
+12.99%
01/09/2021 Visualizar
RANI3 5% +67.9% R$ 6,55 R$11,00
-5.62%
01/09/2021 Visualizar

Desempenho da carteira

+53%

Desempenho do índice de Small Caps (SMLL) no mesmo período

+20.8%

Objetivo

O objetivo desta carteira é superar o índice de Small Caps (SMLL) a longo prazo através de empresas de menor valor de mercado. Para isso, a equipe de análise do Nu invest se vale do uso da análise fundamentalista em busca de empresas com bom potencial pela frente e sempre visando a formação de um portfólio equilibrado em busca da melhor relação risco-retorno.

Perfil do investidor

Conservador Moderado Experiente

O investimento em ações para o longo prazo exige que o investidor tenha capacidade financeira e emocional de absorver as oscilações de curto prazo. Isto fica ainda mais evidente para as ações small caps já que o volume reduzido de negociação de alguns papéis pode acarretar em movimentações mais agudas.

Diferencial

Simplificação: alto retorno via uma seleção de poucos e excelentes ativos.

Potencial de valorização: por serem empresas de menor porte, as oportunidades de crescimento ainda são abundantes quando comparadas com as grandes empresas da Bolsa.

Diversificação: fora do radar da maioria dos investidores, as ações small caps costumam ser pouco correlacionadas com as empresas blue chips, o que traz uma excelente diversificação ao investidor de perfil mais arrojado.

Resumo do relatório e mudanças para setembro

Neste relatório comento sobre a performance da nossa carteira no mês de agosto. Com uma volatilidade bem acima do comum, sobretudo para as empresas de menor porte e companhias recém-chegadas na bolsa brasileira, a carteira Small Caps Nu invest enfrentou sua primeira prova de fogo e sobreviveu.

Comento também sobre a chegada da Méliuz (CASH3). Muito além de uma empresa que oferece apenas cashback, a Méliuz é uma startup com múltiplas possibilidades de crescimento e inovação para os próximos anos. A companhia chega em nossa estratégia com 10% de alocação que virão da redução da exposição em Aeris (AERI3) de 15% para 5%.

Por fim, discorro sobre a surpreendente performance das ações PETZ3 no mês de agosto e aproveito para revisar seu “até que preço comprar” de R$ 26 para R$ 28.

A primeira prova de fogo

Desde junho deste ano até então, a bolsa brasileira vem passando por um período de queda, num movimento que se mostrou muito mais evidente nas small caps, sobretudo nas empresas mais ligadas ao setor de tecnologia e as que realizaram IPOs nos últimos 12 meses e ainda não haviam passado pelo teste diante de um cenário adverso. Por isso, olhar apenas para o desempenho do Ibovespa não é parâmetro para entendermos o movimento observado em agosto. Enquanto o principal índice de ações brasileiro caia 5%, havia empresas caindo 10%, 20%, ou mesmo 30% no mesmo período.

Empresas como a Aeris (AERI3) e Kepler Weber (KEPL3) chegaram a cair 20% e 17%, respectivamente, em suas mínimas no mês de agosto. A carteira Small Caps Nu invest como um todo chegou a registrar uma queda de 9% no mês. Esses movimentos certamente deixaram muitos investidores de cabelo em pé, já que estávamos diante da maior queda mensal desde o início de nossa jornada. No entanto, a “mágica” da composição de carteira atuou novamente em nossa favor.

Além de contarmos com uma valorização de 16% de PETZ3 em agosto, justamente depois desse pior momento no mês, os ativos engataram uma impressionante recuperação de forma que a carteira Small Caps registrasse seis pregões consecutivos de alta fazendo com que a queda de 9% se transformasse em um recuo de -2,04% enquanto o SMLL recuou -3,81% no mesmo período.

A resiliência da carteira foi posta à prova e sobrevivemos. Seguimos com a importante marca de apresentar uma performance melhor que a do índice de Small Caps (SMLL) em todos os meses em que o SMLL teve uma rentabilidade negativa.

A diferença entre oscilação e perda permanente de capital

Apesar da oscilação de agosto ter sido acima do normal e possivelmente ter assustado os investidores recém-chegados, o que foi visto até então é uma oscilação natural e que pode voltar a ocorrer no futuro.

A perda permanente de capital é quando realizamos um investimento errado, em que mesmo investindo por 10 anos, você terá comprado as ações a um preço tão caro que não obterá o retorno desejado. Isso também acontece quando realizamos um investimento em uma companhia cujas ações parecem ter caído demais, mas não analisamos o por quê. Muitas vezes, o contexto para o setor e para a própria companhia mudou e as ações jamais retornarão ao patamar uma vez alcançado.

Oscilação faz parte do jogo e ainda bem que ela existe pois assim podemos aproveitar as ocasionais irracionalidades do mercado. A perda permanente de capital também pode ocorrer, mas é justamente isso que tentamos evitar por aqui ao analisar a empresa, conversarmos com sua diretoria, calcularmos o preço justo e entender se o ativo se encaixa bem em nossa estratégia.

Teses como as de Aeris, Aura Minerals, Petz, entre outras, mesmo com as ações performando no curto prazo, possuem expectativas que podem só se concretizar daqui a alguns anos. Por isso, a oscilação de curto prazo, por mais aguda que seja, não deve desviar o foco do investidor de longo prazo.

Seja bem-vinda, Méliuz

Parte do mercado acredita no discurso de que a queda em agosto é devida a uma bolha super localizada nas ‘fake techs’ sendo desinflada. O termo ‘fake techs’ se deve ao fato de que algumas dessas empresas teriam se vendido sob uma maquiagem altamente tecnológica quando, de fato, se tratava de algo muito mais simples do que o discurso vendedor da diretoria da companhia.

Sem entrar no mérito de discutir cada um desses casos, acredito que a Méliuz esteja de fora deste grupo. Com possibilidade de ingressar no Ibovespa já na próxima composição do índice a partir de setembro, o business é sólido e tem uma alta barreira de entrada imposta pela necessidade de se ter bastante escala. Os números reportados no segundo trimestre não foram espetaculares, mas vieram bons, e a companhia é muito bem tocada por um CEO e CFO que são cofundadores e com sangue empreendedor.

Com muito potencial de crescimento pela frente, a Méliuz pode estar em um início de jornada que ainda pode permitir que a companhia multiplique de tamanho já no médio prazo, surfando a onda dos e-commerces. Compre CASH3.

Clique aqui e acesse a tese de investimentos completa da companhia.

Reduzindo exposição em Aeris (AERI3)

Para a entrada de Méliuz na carteira, optamos por diminuir a alocação recomendada em Aeris de 15% para 5%. Continuamos gostando bastante da tese de investimento sobretudo sob uma ótica de longo prazo.

A queda recente dos papéis AERI3 agora permite que os investidores que seguem de fora do ativo o comprem ainda mais barato do que estava quando a ação entrou na carteira. Porém, o movimento recente mostrou que o mercado está um pouco reticente com empresas que recém abriram seu capital na bolsa de valores como a Aeris. Como a Méliuz também se encaixa neste mesmo perfil, é mais prudente não exagerar numa exposição combinada dos dois ativos.

Além disso, a queda de Méliuz em agosto foi bem mais acentuada que a de Aeris, o que de certa forma é bom, pois, além da oportunidade de compra, já sabemos o comportamento do ativo em um cenário de estresse.

PETZ3: a grande vencedora de agosto

No concurso de beleza do mercado financeiro, não se ganha dinheiro investindo na companhia que você acredita como a mais bela, mas sim na companhia que o mercado enxerga como a mais bela. E nesse quesito, a Petz foi a grande vencedora da oscilação de agosto.

As ações PETZ3 dispararam mais de 15% no período, apesar de estarem no grupo das companhias que fizeram IPO nos últimos 12 meses. Muito disso se deve às excelentes aquisições da Cansei de Ser Gato (CDSG) e da Zee.Dog.

Uma das maiores plataformas digitais de conteúdo e produtos exclusivos para gatos, um segmento ainda incipiente, principalmente se comparado ao mundo dos cães, a CDSG tem grande potencial de agregar mais valor, fluxo de clientes e vendas para a Petz. Já a aquisição da Zee.Dog (aprovação do Cade ainda pendente), vai melhorar ainda mais a velocidade de entrega de seus produtos, além de internacionalizar a marca, já que a Zee.Dog já atua em 42 países.

Diante das novas avenidas de crescimento, aproveitei para revisar seu ‘até que preço comprar’ de Petz de R$ 26 para R$ 28. Para acessar a tese de investimento na companhia, clique aqui.

Performance da carteira

No acumulado de 2021, a carteira Small Caps Nu invest acumula uma alta de +33,4% contra +1,0% do índice de Small Caps da B3 (SMLL) e apenas -0,2% do Ibovespa (IBOV) no mesmo período. Desde o início em 01-out-2020, a carteira Small Caps Nu invest dispara +53,0% contra +20,8% do SMLL e +24,4% do Ibovespa.

Até que preço comprar

Nesta carteira recomendada, nós utilizamos a expressão ‘Comprar até’, em vez do tradicional ‘Preço-Alvo’. Apesar da sutil diferença na escolha de palavras, a expressão carrega uma interpretação diferente e muito importante que deve ser devidamente compreendida pelos investidores.

Utilizando a análise fundamentalista e uma visão de médio e longo prazos para a escolha de ativos, as empresas não têm um ‘valor justo’ definitivo. Esse valor vai se alterando ao longo do tempo para cima ou para baixo, conforme a empresa vá entregando ou decepcionando as nossas expectativas.

Sendo assim, a coluna ‘Comprar até’ não deve ser compreendida como um stop gain. Ou seja, o valor informado na penúltima coluna não deve ser considerado como uma referência para se desfazer das Ações. Nessa situação, nossa recomendação é que o investidor simplesmente aguarde o preço voltar a negociar abaixo do valor estipulado antes de fazer novas compras.
Quando as Ações ultrapassam nosso preço limite sugerido de compra, sempre retornaremos às planilhas em busca de um novo potencial de alta. Caso não encontremos fundamentos suficientes que justifiquem uma revisão nos preços, iremos deixar claro em nosso relatório mensal que a companhia não faz mais parte dos ativos recomendados.

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Sobre o Analista

Murilo Breder

Murilo Breder

Integrante da nova geração de analistas, possui passagens por instituições respeitadas como Banco Safra e a casa de análise independente Levante Ideias de Investimentos. Finalista em competições nacionais de mercado financeiro ainda durante a faculdade, é Engenheiro Civil de formação pela UFMG, com direito a um ano de intercâmbio nos Estados Unidos (Los Angeles e Nova York), e possui as certificações CGA e CNPI.

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