Um dia de sol, segundo o estudo, faz as ações subirem 0,18% a mais do que um nublado. Considerados todos os pregões do ano, o efeito é significativo. Na Bolsa de Nova York, por exemplo, o rendimento anual médio do índice Dow Jones nos dias de sol foi de 24,8%. Já em dias nublados ou chuvosos o pregão subiu 8,7%, em média.
Para os autores do trabalho, nos dias ensolarados, prevalece o bom humor entre os investidores, levando a mais otimismo com as ações e a uma alta mais forte da bolsa. Já em um dia nublado, é mais provável que os investidores se sintam mal humorados e com tendência a ser mais pessimistas com o retorno futuro de um investimento.
Mas o período analisado é de antes da internet se popularizar. Com os home brokers e as pessoas operando na bolsa em qualquer lugar, a previsão do tempo continuaria relevante para os negócios?
A resposta vem do trabalho de outros três pesquisadores. Ed deHaan, Joshua Madsen e Joseph D. Piotroski cruzaram os dados de 636 mil relatórios, produzidos neste século por 5.456 profissionais, em busca da mesma correlação. Além de ler cada relatório, foi examinada a previsão do tempo no dia em que a análise foi publicada.
Descobriram que há entre 9% e 18% menos chance de um analista recomendar a compra ou elevar o preço-alvo para papel em um dia nublado na cidade onde vive. Recomendações que provavelmente influenciaram as decisões de investidores.
É claro que, em algum momento, os fundamentos acabam prevalecendo. Não é errado pensar que no longo prazo o mercado acaba sendo mesmo mais eficiente. Mas os dois estudos acabam demonstrando que uma olhada no canal do tempo não faz mal se a ideia é apostar no curto prazo.
*Samy Dana é Ph.D em Business, apresentador do Cafeína/InvestNews no YouTube e comentarista econômico. |
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