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Finanças

SMAB11: vale a pena investir no novo ETF de small caps?

Em dia de estreia, ETF valorizou 4,50%; novo fundo de índice oferece diversificação em small caps a partir de R$ 10.

Publicado

em

por

Katherine Rivas

Com as cotas negociadas a partir de R$ 10, o ETF (fundo de índice) BTG PACTUAL SMLL B3 fez sua estreia na bolsa brasileira nesta segunda-feira (13), com o código SMAB11.

Disponível para todo tipo de investidores, de pessoa física a institucionais, o ETF vai replicar o desempenho do índice Small Cap da B3. Atualmente o índice conta com uma cesta de 129 ativos, de setores diversos, entre estes: energia, tecnologia, mineração, vestuário, shoppings, gestão ambiental, entre outros.

O SMAB11 tem taxa de administração de 0,50% ao ano e cobrança de Imposto de Renda de 15% para o investidor pessoa física, em caso de alienação das cotas.

Criado pelo BTG Pactual, a gestão do fundo de índice é do BTG Pactual Asset Management.

Com o SMAB11, a família de ETFs da B3 já possui 46 fundos de índice de renda variável, destes quatro são atrelados ao índice Small Cap, são eles: o iShares BMFBovespa Small Cap (SMAL11), o It Now Small Caps (SMAC11), o Trend ETF Small Caps (XMAL) e o SMAB11.

Segundo dados do TradeMap, no seu primeiro dia de negociação o ETF fechou em alta de 4,50%, com suas cotas negociadas a R$ 10,45.

Sobre o índice Small Cap (SMLL)

O índice Small Cap está composto por 129 ações e units de companhias listadas na B3 com menor capitalização de mercado, de até R$ 6 bilhões.

Nele, não fazem parte os BDRs nem companhias em recuperação judicial ou extrajudicial.

O índice adota como fator principal de seleção dos ativos o Índice de Negociabilidade (IN), que determina o grau de negociação de um ativo no mercado de capitais. As ações que integram o índice Small Cap devem estar fora dos 85% de IN.

Além disso precisam ter no mínimo 95% de presença no pregão e não ser penny stocks, companhias com um preço inferior a R$ 1 por ação.

ETF SMAB11 ou carteira de small caps própria?

Investir em ETFs tem suas vantagens, principalmente pelo baixo custo e o acesso a uma cesta de ativos diversificada. Graças a esta diversificação, um investidor de varejo pode reduzir o risco de concentração nos seus investimentos, ter acesso a diferentes mercados e ativos com taxas de administração menores que os fundos.

No entanto, será que vale a pena investir em small caps por meio de um ETF? Ou talvez seria melhor o investidor montar sua própria carteira escolhendo as companhias que ele acredita ter potencial de valorização no longo prazo.

Para Murilo Breder, analista da Nu invest, investir no ETF SMAB11 pode ser uma boa alternativa para o investidor iniciante que está começando na bolsa de valores e tem poucos recursos. “Com apenas R$ 10 o investidor consegue ter um retorno semelhante ao índice Small Caps”, aponta Breder. Já outros ETFs, que também replicam este índice, têm cotas negociadas com valores a partir de R$ 130, como é o caso do SMAL11.

Ele também enxerga com bons olhos o ativo para aqueles investidores mais conservadores, que não se sentem seguros ao escolher small caps. Segundo Breder, começar pelo ETF seria o primeiro degrau da jornada para depois montar sua própria carteira com este tipo de ações.

Entre as vantagens de investir no SMAB11, Breder cita a diversificação, Segundo o analista, muitos investidores buscam replicar o retorno do Ibovespa, mas este índice é muito concentrado, formado por 84 ativos na sua maioria dos setores de bancos e commodities. Enquanto o índice Small Cap tem 129 ativos, que permitem que o investidor se beneficie com o forte potencial de valorização destas ações.

Com o SMAB11, o investidor usufrui deste retorno de forma simplificada. Nesta segunda-feira (13), por exemplo, o índice Small Caps (SMLL) fechou com valorização de 2,79%, segundo dados da Comdinheiro. Enquanto o Ibovespa (IBOV), principal índice da B3, teve alta de 1,85%.

Já entre as desvantagens, o analista cita a taxa de administração do ETF de 0,50%, além do pagamento do Imposto de Renda de 15%, independente do seu lucro.

Breder cita que por se tratar de um ETF novo, a liquidez de negociação dos ativos pode ser baixa. “O ETF SMAL11 tem a mesma taxa de administração e as vezes pode compensar mais o investimento pela sua liquidez maior”, aponta.

Na visão dos analistas da Ouro Preto Investimentos, a escolha de investir ou não no ETF SMAB11 depende do tempo e dedicação que o investidor tem de analisar as ações small caps.

Para aqueles investidores que não possuem esse tempo ou conhecimento, a recomendação da Ouro Preto Investimentos é buscar inicialmente um fundo de ações com gestão ativa, e caso decidir não investir via fundos ou ações small caps diretamente, o ETF se torna uma boa alternativa de diversificação de carteira.

Entre as vantagens, os analistas citam a diversificação comprando apenas um ativo, neste caso o ETF, dado que se o investidor tentasse replicar o índice Small Cap por conta própria, mesmo comprando ações no fracionário, precisaria de um capital elevado e muito tempo para acompanhar cada ação. “No final o esforço no compensa e é mais vantajoso investir no ETF para garantir a diversificação”, apontam.

Já entre as desvantagens eles destacam a forte volatilidade, presente tanto nas small caps como no índice destas ações. Segundo a Ouro Preto Investimentos, enquanto o Ibovespa pode saltar 5% em um dia, o esperado é que o índice Small Cap valorize 7% ou 8%, contudo este principio vale também para a queda.

Muitas vezes os investidores não estão acostumados com toda essa volatilidade e acabam vendendo os ativos na baixa e realizando o prejuízo. “Por mais que você tenha a segurança da diversificação, esta volatilidade do ETF deve ser levada em conta”, defendem.

No InvestNews você também pode conferir a nossa série sobre small caps. Veja:

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