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Navegando pelas eras digitais: do início da web à revolução da Web 3

Desvendando as transformações da internet: uma viagem desde as primeiras páginas até a descentralização e empoderamento do usuário.

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Tempo médio de leitura: 5 minutos

Em várias palestras que realizo é comum eu perguntar para o público sobre a diferença entre web 1, 2 e 3 e a maioria ainda tem dificuldade em entender a diferença ou acreditam que, se surgiu a web 3, as suas antecessoras acabaram. Ledo engano. Isso me motivou a escrever este artigo sobre a diferença e a impo rtância delas.

A internet, em suas poucas décadas de existência, tem moldado culturas, economias e comportamentos individuais. Mas, para compreender totalmente a amplitude de seu impacto, precisamos explorar sua evolução. Cada “versão” da web nos trouxe mais perto de um mundo conectado, mas é a iminente era da Web 3.0 que promete uma revolução no controle e propriedade de dados.

Web 1.0: a infância digital

Antes de ser um espaço dinâmico, a internet era um conjunto de páginas estáticas, semelhante a um diretório telefônico digital.

  • Navegadores e diretórios: Netscape e Internet Explorer foram os pioneiros, enquanto o Yahoo! começou como um diretório de outros sites.
  • Limitações: A interatividade era quase inexistente. O conteúdo era criado por desenvolvedores e consumido pelos visitantes sem a possibilidade de feedback em tempo real ou colaboração.

Web 2.0: socialização e colaboração

A Web 2.0 marcou o início da verdadeira interatividade online e da democratização do
conteúdo.

  • Ascensão das redes sociais: Plataformas como Facebook e MySpace democratizaram a criação de conteúdo, dando a todos uma voz.
  • Wikis e colaboração: Wikipedia, por exemplo, mostrou que o conhecimento pode ser criado colaborativamente, com usuários de todo o mundo contribuindo com sua expertise.
  • A economia da atenção: Com a popularidade dos blogs e vlogs, nasceu a era dos influenciadores digitais, que trouxe tanto oportunidades quanto desafios em termos de veracidade e qualidade do conteúdo.

Web 3.0: a revolução descentralizada

Mais do que apenas uma atualização, a Web 3.0 é uma redefinição da estrutura da web. Com certeza você já ouvir falar sobre alguns dos elementos abaixo:

Blockchain e descentralização

Ao invés de servidores centrais, a Web 3.0 utiliza redes de computadores para validar e registrar transações, tornando o sistema mais transparente e resistente à censura.

Contratos inteligentes

Estes são acordos autoexecutáveis com os termos do acordo diretamente escritos em código, removendo intermediários e tornando as transações mais eficientes.

Monetização e valor

Com a introdução de criptomoedas e tokens, a Web 3.0 permite novos modelos de monetização e propriedade. Por exemplo, os NFTs (Tokens Não Fungíveis) permitem a propriedade digital única de obras de arte, itens de jogos e muito mais.

Metaverso: a fronteira final da Web 3

À medida que a Web 3.0 começa a tomar forma, uma de suas facetas mais intrigantes e
amplamente discutidas é o “metaverso”. Originado da combinação das palavras “meta”
(além) e “universo”, este conceito representa a próxima geração do espaço digital
interativo.

Mulher usa equipamento para aprender sobre anatomia no metaverso, durante Congresso em Barcelona 27/02/2023 REUTERS/Nacho Doce

O Metaverso refere-se a um espaço digital compartilhado, criado pela convergência de melhorados ambientes virtuais e interativos. Nesse espaço, os usuários podem interagir com um ambiente e outros usuários através de avatares, participar de atividades, criar, trocar e até mesmo monetizar ativos digitais.

Exemplos:

  1. Roblox: Uma plataforma de jogos que permite aos usuários criar e participar de mundos virtuais.
  2. Fortnite: Além de ser um jogo, oferece shows virtuais, eventos e experiências sociais.
  3. Decentraland: Um mundo virtual descentralizado onde os usuários podem comprar, desenvolver e vender parcelas de terras virtuais.
  4. VRChat: Uma plataforma de realidade virtual onde os usuários podem interagir socialmente por meio de avatares personalizados.

Pontos a favor:

  • Imersão e socialização: Oferece uma experiência mais imersiva e rica do que as plataformas de mídia social tradicionais, permitindo interações mais significativas.
  • Economia digital: Possibilita novos modelos de negócios, como a venda de terras virtuais, roupas para avatares e até mesmo publicidade no metaverso.
  • Educação e treinamento: Potencial para transformar a educação e treinamento, permitindo simulações e ambientes de aprendizado imersivos.
  • Expansão da Realidade Virtual (RV) e Realidade Aumentada (RA): O crescimento do Metaverso está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento e adoção de tecnologias de RV e RA.

Limitações:

  • Exclusão digital: Requer dispositivos e conexões de internet de alta qualidade, o que pode não estar acessível para todos, ampliando o fosso digital.
  • Preocupações com a privacidade: a imersão e interatividade aumentadas também podem levar a novas formas de rastreamento e coleta de dados dos usuários.
  • Saúde e bem-estar: prolongadas sessões em ambientes virtuais podem ter implicações para a saúde mental e física dos usuários.
  • Interoperabilidade: Atualmente, muitos ambientes do Metaverso são silos fechados, dificultando a transferência de ativos e identidades entre diferentes metaversos.

Web 3.0: desafios e críticas

Como qualquer tecnologia emergente, a Web 3.0 não está isenta de críticas. Preocupações sobre a escalabilidade, o consumo de energia de redes como a ethereum e a curva de aprendizado íngreme são desafios que ainda precisam ser superados.

Da simples troca de informações à colaboração e agora à descentralização, a web tem sido um reflexo de nossa sociedade em constante evolução. Cada fase da internet não apenas introduziu novas tecnologias, mas redefiniu as expectativas e relações entre empresas e consumidores. À medida que mergulhamos na era da Web 3.0, somos convidados a reconsiderar o que significa propriedade, valor e confiança no mundo digital.

Nos vemos do outro lado!

As informações desta coluna são de inteira responsabilidade do autor e não do InvestNews e das instituições com as quais ele possui ligação. 

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