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Por que fazer um seguro de vida e quanto pagar por ele?

Internauta quer saber qual percentual do orçamento destinar para este gasto; envie sua pergunta por e-mail.

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Querzia Milhomens*
Mulher deposita moeda dentro de um cofre em formato de porco

Pergunta de Priscila Monteiro: Gostaria que vocês falassem sobre seguro de vida e o percentual que ele pode ocupar no seu orçamento mensal.

Resposta de Querzia Milhomens:

Esse é uma questão que merece uma explicação mais detalhada, já que não é possível fixar um percentual de forma simples. O grande objetivo do seguro de vida é garantir aos familiares e pessoas próximas o suporte financeiro necessário no caso de sua morte ou de um problema de saúde grave ou permanente.

Muitas pessoas não incluem o seguro de vida em seu planejamento financeiro, pois não se veem enfrentando nenhuma fatalidade. Contudo, imprevistos acontecem o tempo todo e, por isso, prevenir sempre é a melhor solução.

Em 2020, as contratações individuais do produto cresceram 26,2% em termos de prêmios pagos em relação ao ano anterior, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). No primeiro bimestre de 2021, o ritmo de crescimento se manteve com avanço de 24,9% ante o mesmo período de 2020.

O medo de deixar a família desamparada, ampliado pelo cenário de pandemia, resultou em um forte aumento no mercado de seguros de vida. A procura entre jovens subiu mais de 120% nos dois primeiros meses deste ano. 

Para contratar um seguro de vida alinhado aos seus objetivos e necessidades, é preciso, primeiramente, buscar por uma empresa que ofereça planos de qualidade e preços acessíveis, de forma a auxiliar sua decisão, já que existem vários tipos de seguro de vida, sendo os mais comuns:

  • Seguro de vida vitalício: oferece cobertura vitalícia, mas só é válido enquanto o segurado estiver pagando o prêmio.
  • Seguro de vida resgatável: o segurado terá um percentual do valor do prêmio que foi pago devolvido ao final do prazo estipulado.
  • Seguro de vida temporário: o segurado estipula o prazo que precisará de cobertura para proteger o/os beneficiário/beneficiários em caso de sinistro enquanto os riscos são mais expressivos (formação de filhos em idade escolar, formação de patrimônio etc).
  • Seguro de acidentes pessoais: cobre o segurado no caso de morte acidental, incapacidade permanente parcial ou total por acidente.
  • Doenças Graves: a cobertura de doenças graves é uma cobertura acessória ao seguro de vida. Com ela o segurado recebe 100% do valor contratado caso seja diagnosticado com alguma doença grave. Com a indenização o segurado poderá arcar com os custos de tratamentos, consultas, medicamentos, entre outras despesas necessárias.

Escolhida a seguradora, deve-se entender as coberturas disponíveis e avaliar qual delas se adequa melhor à sua família. Em seguida, calcule o capital segurado e, antes de assinar o contrato, avalie fatores como: carência da apólice, riscos excluídos, valor do capital segurado, valor do prêmio, entre outros. 

Para ter direito à indenização nas coberturas contratadas, o titular deve fazer pagamentos à seguradora – é o chamado prêmio do seguro. Esses pagamentos normalmente são mensais ou anuais, dependendo do que for combinado com a seguradora na hora da contratação.

Cabe ao segurado informar com a máxima veracidade à seguradora seu estado de saúde atual, profissão, prática de esportes, hobbies, para que a seguradora possa analisar e aprovar os riscos com a maior precisão possível.

Assim, como falamos no início, não existe um “número mágico” para o percentual designado para a contratação de seguros de vida, já que ele varia muito de acordo com a necessidade e objetivos de cada segurado, que impactarão as escolhas sobre os tipos e tamanhos de cobertura, como vimos.

O seguro de vida é feito para não usar, mas quando precisar, ele precisa estar lá, ativo e disponível, ser pago de forma rápida e ser bem dimensionado. Isso tudo pode ser garantido na hora da contratação, com o auxílio de um bom corretor de seguros.

*Planejadora Fiduciária na Fiduc

As informações neste artigo são de inteira responsabilidade do autor e não do InvestNews e das instituições com as quais ele possui ligação. Envie sua pergunta para [email protected]

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Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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