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Economia

5 fatos para hoje: Bancos superam PIB; Magazine Luiza divulga balanço

Com a economia ainda paralisada, governo federal estuda novos formatos para ampliar auxílio emergencial

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InvestNews
Magazine Luiza

1.- Com R$ 7,4 trilhões de ativos, bancos superam PIB pela primeira vez

Os cinco maiores bancos brasileiros têm em mãos recursos equivalentes à toda a economia brasileira. Turbinado pelo aumento de crédito para suprir a demanda maior durante a pandemia de coronavírus, o volume de ativos totais das instituições financeiras atingiu R$ 7,36 trilhões ao fim de março, superando, pela primeira vez, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que foi de R$ 7,3 trilhões em 2019, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ocorreu em meio à expansão do crédito, enquanto a economia brasileira tenta ganhar tração. Do fim de 2017 para cá, a correlação crédito/PIB subiu de 47,1% para 48,9%, segundo o Banco Central. Se for considerado apenas o crédito livre, com o qual os grandes bancos atuam, o avanço foi ainda maior: subiu de 23,6% para 28,8%.

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, afirmou que o aumento na proporção entre ativos dos bancos e o PIB tem correlação direta com a expansão do crédito nos últimos anos frente ao desempenho econômico. Com a crise, o crédito ganhou impulso adicional com a explosão da demanda nos grandes bancos. O saldo conjunto dos empréstimos nas cinco maiores instituições cresceu quase R$ 176 bilhões no primeiro trimestre em relação ao fim de dezembro, totalizando R$ 3,31 trilhões.

2.- Governo estuda formatos para nova parcela do auxílio emergencial

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou neste domingo, 24, que uma possível ampliação do auxílio emergencial de R$ 600 “está em estudo”. Na sexta-feira, 22, Bolsonaro disse em entrevista à rádio Jovem Pan que seria possível ter uma quarta e quinta parcela do auxílio extra “para ver se a economia pega”. “Conversei com o Paulo Guedes que vamos ter que dar uma amortecida nisso daí. Vai ter a quarta parcela, mas não de R$ 600. Não sei quanto vai ser, R$ 300, R$ 400, e talvez tenha a quinta (parcela). Talvez seja R$ 200 ou R$ 300. Até para ver se a economia pega”, afirmou o presidente.

O governo estuda pagar mais uma parcela dividida em três meses. O custo adicional da extensão do auxílio emergência ficaria em torno de R$ 35 bilhões a R$ 40 bilhões, diluído em três meses. Sem a ampliação, o benefício já terá impacto de R$ 124 bilhões aos cofres públicos.

3.- Magazine Luiza divulga balanço do primeiro trimestre de 2020

A varejista Magazine Luiza apresenta nesta segunda-feira (25), após o fechamento do mercado, seus resultados para os investidores. Em 2019, no mesmo período, a companhia registrou lucro líquido de R$ 132,1 milhões, com crescimento das vendas pela internet que foram destaque.

Em entrevista ao InvestNews, Luiza Trajano, presidente do conselho da empresa, explicou como o Magalu conseguiu driblar a crise: ‘no isolamento, o comércio digital cresceu 5 anos em 5 dias e passamos de 3 ou 4 mil para 10 mil entregas pela internet‘.

Entretanto, o Magazine Luiza tem sofrido com os pontos de venda físicos fechados. São 900 lojas espalhadas por 17 estados, 12 centros de distribuição e 22 mil funcionários.

As ações da varejistas valorizaram 20,96% no acumulado do ano.

4.- China exige que EUA retirem sanções a fornecedores de tecnologia

A China exigiu nesta segunda-feira que os EUA retirem sanções impostas a exportações de empresas chinesas, no último lance de um conflito bilateral cada vez mais grave que gira em torno de tecnologia, segurança e direitos humanos.

O Ministério de Relações Exteriores chinês acusou o governo americano de interferir em assuntos da China, ao incluir numa lista negra de exportações oito empresas com suposta participação na repressão de minorias na região de Xinjiang. Washington também impôs controles de acesso à tecnologia americana para 24 empresas e entidades ligadas ao governo chinês, suspeitas de obterem bens para possíveis usos militares.

5.- Confiança do comércio sobe 6,2 pontos em maio ante abril

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 6,2 pontos na passagem de abril para maio, para 67,4 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Nos dois meses anteriores, o índice tinha acumulado uma perda de 38,6 pontos e descido ao menor nível da série histórica.

“Os efeitos da pandemia de coronavírus continuam impactando as empresas do comércio após a forte queda da confiança de abril. Apesar da alta no mês, esse resultado pode ser visto como uma acomodação em patamar muito baixo, dado que esse resultado positivo recuperou apenas 16% da confiança perdida desde março. Ainda não é possível observar cenário de recuperação consistente devido ao elevado nível de incerteza e à grande cautela por parte dos consumidores, que informam estarem comprando apenas o essencial neste momento”, avaliou Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).

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