A Argentina está negociando um empréstimo de US$ 2 bilhões com bancos privados, com garantias de instituições do Banco Mundial, segundo duas pessoas com conhecimento direto do assunto. 

As negociações são lideradas pelo Ministro da Economia, Luis Caputo, que está em Washington participando da reunião do Fundo Monetário Internacional e buscando financiamento para refinanciar os próximos vencimentos da dívida a taxas mais baixas.

O empréstimo seria quase totalmente garantido por duas instituições do Banco Mundial — o Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento e o Agência Multilateral de Garantia de Investimentos — em uma estrutura semelhante à utilizada pelo Panamá para pedir emprestado US$ 1,4 bilhão no início deste ano, disseram as fontes, pedindo anonimato porque as negociações são privadas.

Representantes do Banco Mundial e do Ministério da Economia da Argentina não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Taxa de juros

A Argentina está negociando uma taxa de juros de cerca de 5%, embora as conversas não estejam finalizadas e os termos possam mudar, segundo as pessoas. O financiamento seria significativamente mais barato do que recorrer agora aos mercados de capitais globais, onde a Argentina enfrenta rendimentos de títulos superiores a 9%.

O próximo passo após o empréstimo seria o retorno aos mercados internacionais, segundo as pessoas. Caputo disse a investidores na quarta-feira que a Argentina não precisaria recorrer aos mercados de capitais globais pelo menos até o final deste ano.

O financiamento seria adicional ao programa já existente da Argentina com o FMI, no valor de US$ 20 bilhões, e a uma linha de swap cambial separada com o Tesouro dos EUA no mesmo montante.