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Economia

BC reduz Selic para 2% ao ano e não descarta novo corte

Foi a nona redução seguida da taxa básica de juros e a quinta em 2020; decisão foi unânime.

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Fintechs
Crédito: Pexels

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu fazer um novo corte na taxa básica de juros nesta quarta-feira (5). Com uma redução de 0,25 ponto percentual, a Selic passou de 2,25% ao ano para 2% ao ano. A decisão foi unânime. Dessa forma, a rentabilidade das principais aplicações de renda fixa mudou.

Em seu comunicado, o BC não descartou um novo corte de juros, ainda que improvável. “O Copom entende que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno. Consequentemente, eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional”, informou.

Foi o nono corte seguido e a quinta redução em 2020, levando os juros ao seu menor patamar histórico desde 1999, quando o governo estabeleceu um regime de metas para a inflação.

Com isso, o Brasil passou a ter juro real negativo de 0,71%, segundo cálculo feito pelo MoneyYou em parceria com a Infinity Asset. O país ficou na 26ª colocação no ranking mundial de juros reais. Em termos nominais, o país está na 11ª colocação, abaixo das Filipinas.

selic

Com a Selic em 2% ao ano, o retorno da poupança ficou ainda menor: 1,40% ao ano (já que ela renda 70% da taxa Selic mais a TR, que está zerada). Considerando a inflação projetada pelo Focus no final deste ano, de 1,63%, o rendimento real da caderneta fica negativo em 0,23% (inflação – poupança) ao ano.

O novo corte da Selic acontece em um momento no qual a economia brasileira luta para se recuperar da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Após uma retração de 1,5% no PIB brasileiro no primeiro trimestre, economistas estimam um tombo ainda maior entre abril e junho, quando vários setores ficaram parados em razão das medidas de restrição social.

“Os efeitos deflacionários do Covid-19 começam a perder força e a inflação de 12 meses já desenha um cenário de preços mais pressionado do que aquele observado no auge da pandemia. Pontos importantes devem ser considerados também na recuperação mais acelerada da atividade econômica e no peso da questão fiscal”, observou a Infinity Asset em relatório.

Como o Copom atua

O Copom se reúne a cada 45 dias para definir a Selic, buscando o cumprimento da meta de inflação, que é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão formado pelo Banco Central e Ministério da Economia.

A meta central de inflação para 2020 é de 4% (com tolerância entre 2,5% e 5,5%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (2,25% a 5,25%). E, para 2022, é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (2% a 5%).

Quando a inflação está baixa ou indica que ficará abaixo da meta, o Copom tem espaço para promover cortes na Selic. É uma forma de estimular a queda nos juros cobrados pelos bancos e incentivar o consumo pelo crédito, ajudando a colocar mais dinheiro em circulação na economia.

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