Além disso, dados de rastreamento marítimo, indicam que os sistema de “pedágio” anunciado pelo Irã pode estar funcionando.
Duas embarcações transportadoras de gás liquefeito de petróleo e dois navios graneleiros deixaram o Golfo na manhã de sábado. Todos parecem ter seguido uma rota mais ao norte, passando por um estreito corredor entre as ilhas iranianas de Larak e Qeshm.
Os deslocamentos indicam a adoção de uma rota autorizada, sinalizando um controle mais rígido de Teerã sobre a estratégica via marítima.
O Irã tem sinalizado a intenção de implementar um sistema de pedágio, buscando pagamentos de até US$ 2 milhões por viagem pela hidrovia. Teerã também afirmou que navios de países “hostis” não teriam permissão para passar, destacando a possibilidade de que outros possam ser autorizados.
O parlamento iraniano trabalha na elaboração de um projeto de lei para “oficializar” a cobrança de uma taxa para embarcações que desejem atravessar o estreito com segurança.
Tráfego segue muito abaixo do normal
O tráfego pelo Estreito de Ormuz segue em níveis muito abaixo do registrado antes da guerra, apesar de Tailândia e Malásia afirmarem ter obtido garantias do Irã para a passagem de seus navios.
Interferências eletrônicas continuam afetando os sistemas de rastreamento na região. Além disso, embarcações que desligam seus transponders AIS em áreas de alto risco contribuem para reduzir ainda mais a precisão e a atualização dos dados disponíveis.
Petroleiros associados ao Irã seguem cruzando o estreito com seus dispositivos de rastreamento desligados. Segundo a TankerTrackers.com, o fluxo médio foi de cerca de 1,6 milhão de barris por dia nos primeiros 23 dias de março. Antes da guerra a média era de 21 milhões de barris diários.
No sentido de saída, dois navios de gás liquefeito de petróleo com destino à Índia deixaram o Golfo no sábado. Também foram observados dois graneleiros — um com destino ao Paquistão e outro à Índia — realizando a travessia.
Com embarcações operando “às cegas” em áreas de maior risco, os números iniciais de travessias podem parecer menores e tendem a ser revisados para cima à medida que dados atrasados se tornam disponíveis.