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Finanças

Após Bolsonaro reconhecer valor de Guedes, Ibovespa fecha em alta de 3,9%

Mandatário anunciou que Guedes é o homem que decide a economia do Brasil; ministro reforça que política econômica segue a mesma

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InvestNews
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Após o show de horrores vivido na sexta-feira (24), com a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça, o presidente Jair Bolsonaro decidiu acalmar os mercados, que estavam de olho na permanência de Guedes no governo. Anunciando que “Guedes é o homem que decide a economia do Brasil”, colocou no bolso gregos e troianos, e reanimou os indicadores financeiros. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 3,86% aos 78.238 pontos. Retomando sua performance cada vez mais perto dos 80 mil.

Outro fator que influenciou no bom desempenho dos mercados foi o otimismo dos investidores com a reabertura econômica de alguns países europeus e estados americanos. A Bolsa brasileira seguiu a tendência de alta internacional.

O dólar comercial, teve leve queda de 0,07%, cotado a R$ 5,664. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,719.

Entre as cinco ações mais negociadas do dia subiram: as preferenciais da Petrobras (PETR4), com alta de 3,13%. O resultado é otimista, apesar da divulgação do relatório de produção e vendas do primeiro trimestre da petroleira em meio à pandemia. Os dados, que devem sair em breve, revelariam que a companhia terá dificuldade de cumprir a meta de desalavancagem em 2020.

Além da Petrobras, subiam as ações da Vale (VALE3), que avançaram 1,81%. E os papéis do Itaú Unibanco (ITUB4), com alta de 3,30%. Entre as mais negociadas do dia também se destacava o setor varejista com Via Varejo (VVAR3) e Magazine Luiza (MGLU3), subindo 18,65% e 4,47% respectivamente.

Destaques da Bolsa

Com boas expectativas de reabertura das economias, as varejistas tiveram forte valorização. As ações da Via Varejo (VVAR3) dispararam 18,65%, a maior alta do dia, cotadas a R$ 7,57.

Entre as cinco maiores altas, todos os papéis saltaram mais do que 10%. É o caso da Braskem (BRKM5) que subiu 13,52%, e a TOTVS (TOTS3), que avançou 10,06%. Já o clima para os frigoríficos continua otimista com a BRF (BRFS3) e a Marfrig (MRFG3) subindo 10,84% e 10,05%, respectivamente.

O destaque negativo ficou com a Embraer (EMBR3), após a Boeing quebrar parceria com a companhia. A empresa foi a maior queda do dia, perdendo 7,49%, cotada a R$ 7,66.

O conflito entre as ex-parceiras começou no fim de semana, depois que a Boeing encerrou as negociações para comprar a divisão de aviação comercial da Embraer. Em julho de 2018, as duas empresas fecharam um acordo de US$ 4,2 bilhões para criar uma nova companhia no setor de aviação comercial. A parceria havia sido autorizada pelo governo de Jair Bolsonaro, que possui uma golden share (participação que dá direito de veto em algumas decisões) na empresa.

Rumores de que a parceria teria ido por água abaixo já circulavam no mercado na sexta-feira (24), quando a Embraer recuou 10,68%. No mês de abril, a fabricante brasileira acumula queda em torno de 25% na bolsa brasileira. Já no acumulado do ano, tem desvalorização de 63%.

“Para a Embraer, a fusão, que vem sendo negociada há cerca dois anos, significava ganhos fortes de sinergia além da redução do risco da Boeing adentrar como concorrente no seu mercado”, escreveram os analistas da equipe da Levante Investimentos em relatório.

LEIA MAIS: Ação da Embraer despenca após Boeing quebrar parceria. O que vem agora?

Cenário nacional

Com Guedes comandando a economia do Brasil, os mercados ficaram mais tranquilos, após Bolsonaro dissipar temores de que o ministro também poderia deixar o governo.

Bolsonaro afirmou mais cedo que “o homem que decide economia no Brasil é um só e se chama Paulo Guedes”. Já o ministro disse que devemos ter essa semana aprovação de matéria importante no Congresso, como a desvinculação de receitas. Segundo ele, a política econômica segue a mesma. Disse que vamos prosseguir reformas estruturais, e que o ministro da Casa Civil, Braga Netto integra ações de todos os ministérios.

Operadores ressaltam ainda que o risco de impeachment de Bolsonaro diminui com a possibilidade de os pedidos seguirem sendo engavetados pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diante da aproximação do presidente com o Centrão.

Boletim Focus

No Focus desta segunda-feira, o mercado segue vendo Selic em 3% no fim do ano, mas aumentou a projeção de queda do PIB em 2020 de -2,96% para -3,34%. O IPCA deste ano passou de 2,23% para 2,20% e a projeção para o dólar foi mantida em R$ 4,80.

Também os índices de confiança seguem se deteriorando. O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 26,9 pontos na passagem de março para abril, para 61,2 pontos, o menor patamar e a maior queda já registrada em toda a série histórica, iniciada em abril de 2010.

Já a confiança do consumidor recuou 22,0 pontos em abril ante março, na série com ajuste sazonal. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) desceu a 58,2 pontos, o menor patamar da série histórica iniciada em setembro de 2005.

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