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Finanças

As 15 ações que mais pagaram dividendos durante a pandemia

Telefônica Brasil, JBS e B3 pagaram os maiores volumes aos acionistas ao longo da quarentena.

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A operadora de telecomunicações Telefônica Brasil, ou Vivo (VIVT4), a processadora de carnes JBS (JBSS3) e a operadora da bolsa, a B3 (B3SA3) encabeçam a lista das maiores pagadoras de dividendos, em valores absolutos, desde o início da pandemia no Brasil. O levantamento foi coletado pelo TradeMap, a pedido do InvestNews, entre 1° de março e 16 de junho.

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Beneficiada pela forte demanda por serviços online durante o isolamento social, a Vivo entregou resultados sólidos no primeiro trimestre. Com lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, a companhia viu sua receita de internet banda larga cresceur 6% ante o mesmo período do ano anterior e as receitas totais da companhia tiveram um salto de 43%.

Desde o dia 1 de março, a operadora distribuiu R$ 1,588 bilhão aos acionistas em proventos financeiros, a maior quantia entre as pagadoras da bolsa no período.

E, segundo analistas do Itaú BBA, que colocou a empresa em sua carteira de dividendos recentemente, a Vivo é uma forte candidata a continuar pagando proventos generosos aos investidores: o banco projeta um dividend yield (relação entre os dividendos e o valor da ação) de 6,6% para 2020 e de 7,2% para 2021. A ação está na lista das 10 recomendadas para julho na carteira Easy Top 10.

A segunda colocada no ranking não tem fama de boa pagadora de proventos, mas acabou surpreendendo os acionistas. A produtora de alimentos JBS (JBSS3) distribuiu R$ 1,475 bilhão em proventos desde o começo de março.

Mesmo com os problemas envolvendo casos suspeitos de covid-19 entre funcionários em seus frigoríficos, a gigante de alimentos se beneficiou de um dólar mais alto, por ter 85% da receita exposta em moeda estrangeira. A diversificação de produtos no portifólio da companhia e sua presença em diversos países também ajudou a mitigar as perdas no mercado interno.

Já a B3 (B3SA3), empresa responsável por operar a bolsa de valores paulista, viu sua base de pessoas físicas cadastradas explodir desde março, com a chegada de novos investidores em busca de maiores retornos, diante dos baixos retornos na renda fixa. A base da B3 cresceu de 1,68 milhão no final de 2019 para 2,648 em junho deste ano.

É importante lembrar que o histórico de dividendos pagos pelas empresas não garante o pagamento no futuro, já que eles se referem aos resultados do ano anterior (veja abaixo). Para montar uma carteira com base em dividendos, analistas recomendam, portanto, avaliar as perspectivas de aumento no lucro e os fundamentos das companhias.

Este mês, o programa Cafeína selecionou cinco ações que devem pagar bons dividendos este ano, entre elas a concessionária CCR (CCRO3).

Dividendos x JCP: qual a diferença?

É o pagamento que os acionistas de uma empresa recebem pelo lucro gerado. Quem paga são as companhias de capital aberto (com ações na bolsa), obrigadas a distribuir pelo menos 25% do seu lucro líquido. Hoje, os acionistas não precisam pagar impostos sobre os dividendos. Vale lembrar que os lucros distribuídos são referentes ao ano anterior. Ou seja, o pagamento feito em 2020 refere-se aos resultados de 2019.

Assim como os dividendos, os juros sobre capital próprio nada mais são que a distribuição dos lucros de uma empresa de capital aberto (que tem ações na bolsa) aos seus acionistas. No entanto, neste caso existe a cobrança de 15% de Imposto de Renda sobre este valor. Este imposto é retido na fonte, ou seja, recolhido à Receita antes de ser distribuído. Mas, nesse caso, quem paga menos imposto são as empresas.

Dividend yield acima da Selic

Na última semana, o InvestNews noticiou que das 76 ações do Ibovespa, 30 estão pagando um retorno com dividendos (dividend yield, em inglês) acima da Selic, hoje no piso histórico de 2,25% ao ano. Dividend yield é o percentual que a companhia paga em dividendos em relação ao preço de sua ação.

Entre as 30 empresas com proventos acima da Selic, destacaram-se entre as mais generosas a TOTVS (TOTS3), com retorno de 57,69%, as ações ordinárias e preferenciais do Bradesco (BBDC3; BBDC4), pagando ao redor de 17%, e a Qualicorp (QUAL3), com cerca de 14%. No Ibovespa, o dividend yield de 12 meses até 25 de junho era de 3,79% – o que equivale a 168% da Selic.

MAIORES PAGADORAS

Ações que mais distribuíram dividendos aos acionistas desde 01/03*:

AçãoEmpresaTotal PagoYield
 VIVT4     TELEFÔNICA BRASIL R$ 1.588.526.041,262,84%
 JBSS3     JBS          R$ 1.475.147.589,212,50%
 B3SA3     B3           R$ 1.252.755.230,021,23%
 WHRL3     WHIRLPOOL (ON)R$ 995.391.557,1215,24%
 SBSP3     SABESP       R$ 799.839.831,152,15%
 VIVT3     TELEF BRASIL R$ 737.505.340,302,62%
 CCRO3     CCR RODOVIAS R$ 599.999.994,002,12%
 CSAN3     COSAN        R$ 591.315.000,002,23%
 WHRL4     WHIRLPOOL    (PN)R$ 504.611.454,4916,01%
 SANB4     SANTANDER (PN)R$ 391.246.053,380,70%
 CESP6     CESP         R$ 390.257.768,936,65%
 SANB3     SANTANDER (ON) R$ 369.099.825,100,64%
 PSSA3     PORTO SEGURO R$ 318.415.627,671,97%
 ENAT3     ENAUTA  R$ 303.736.194,7311,04%
BBDC4BRADESCOR$ 156.011.269,350,89%

*Levantamento feito até 16/06/2020

Fonte: TradeMap

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