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Finanças

As melhores e piores ações da semana: Eletrobras e Magalu são destaques

Papéis de educação e IRB lideraram a ponta negativa, enquanto a Eletrobras se beneficiou de rumores sobre privatização.

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bolsa de valores

Com valorização acima de 8%, a estatal de energia Eletrobras e a rede de varejo Magazine Luiza lideraram os ganhos do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, na semana terminada nesta sexta-feira (28). Na ponta negativa, as empresas do setor de educação ficaram entre as principais quedas na B3. As ações dos grupos Yduqs (YDUQ3) e Cogna (COGN3) recuaram 14,58% e 8,38%, respectivamente, no acumulado do período.

O Ibovespa acumulou valorização de 0,61% na semana, fechando o pregão desta sexta em alta de 1,51%, no patamar de 102.142 pontos, após o ministro da Economia, Paulo Guedes, minimizar as divergências com o presidente Jair Bolsonaro em relação aos detalhes do programa Renda Brasil.

AS 5 PIORES AÇÕES DA SEMANA NO IBOVESPA

AÇÃOVARIAÇÃO NA SEMANAVARIAÇÃO NO ANO
YDUQS (YDUQ3)-14.58%-41.89%
BRASKEM (BRKM5)-9.09%-26.33%
IRB Brasil (IRBR3)-8.65%-79.16%
Cogna (COGN3)-8.38%-47.42%
JBS (JBSS3)-6.15%-11.32%

Com o pior desempenho do Ibovespa, o principal índice de ações da bolsa, a Yduqs (ex-Estácio) viu seus papéis derreterem 7,5% após a divulgação de seu balanço do segundo trimestre, na quinta-feira (27). A companhia registrou um prejuízo de R$ 79,5 milhões,, revertendo um lucro líquido de R$ 194,8 milhões no mesmo período do ano passado.

Segundo analistas do BTG Pactual, o desempenho ficou abaixo das expectativas do mercado. Um dos pontos que mais impactaram o resultado foi o forte aumento para R$ 229 milhões da provisão para devedores duvidosos (PDD), uma espécie de reserva contra a inadimplência. O volume representou um aumento de 10 pontos percentuais.

O isolamento social decorrente da pandemia da covid-19 provocou um forte impacto no setor educacional, que sofreu com o cancelamento de matrículas e falta de pagamento dos alunos. Mas a queda de alunos presenciais foi compensada, em parte, pelo aumento de 51% do ensino à distância da Yduqs durante o período de distanciamento.

Em relatório, o banco Credit Suisse avaliou que a deterioração do ensino presencial é uma continuação de uma tendência que já era observada antes da pandemia. “Estes efeitos adversos, progressivamente compensados pelo ensino à distância e crescimento de medicina, já estão nas nossas projeções para Yduqs”, observou o banco.

Outro destaque negativo da bolsa foi o grupo ressegurador IRB Brasil (IRBR3), que recuou 8,65% na semana. Desta vez, uma nova carta da gestora de fundos Squadra, a mesma que apontou inconsistências contábeis nos balanços da empresa e que vieram a se confirmar, contribuiu para a queda dos papéis. 

Na publicação, enviada a clientes na última sexta-feira (21), informou que apesar dos esforços da nova gestão para colocar ordem na casa e da queda assombrosa de 76,8% dos papéis em 2020,  os gestores da casa ainda possuem “bons motivos” para manter a posição vendidas nas ações. Em outras palavras, acreditando em uma desvalorização ainda maior.

AS 5 MELHORES AÇÕES DA SEMANA NO IBOVESPA

AÇÃOVARIAÇÃO NA SEMANAVARIAÇÃO NO ANO
ELETROBRAS ON (ELET3)10.04%-0.82%
ELETROBRAS PNB (ELET5)8.77%-1.78%
MAGAZINE LUIZA (MGLU3)8.28%98.45%
Notredame (GNDI3)7.71%9.16%
GOL (GOLL4)7.17%-48.42%

Na ponta positiva, o papel ordinário da Eletrobras (ELET3) liderou os ganhos da semana, com valorização de 10,04%, diante de rumores sobre a maiores chances de privatização da companhia. Na segunda-feira, a ação da elétrica disparou quase 10% em meio a expectativas quanto ao lançamento do programa Pró-Brasil, que previa facilitar a venda de estatais.

No entanto, o anúncio previsto para terça-feira (25) foi suspenso devido a um impasse entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes. As incertezas sobre o futuro da agenda de reformas do governo levou os papéis a perderam parte da valorização vista no começo da semana. Mas nesta sexta, a ação voltou a subir após notícia do “Estadão” dando conta de que o governo estudo um “projeto clone” de privatização da Eletrobras, para driblar a resistência da Câmara sobre o assunto.

A intenção seria inverter a ordem de tramitação de um projeto enviado pelo Executivo ao Congresso em 2019, de modo que ele seja proposto primeiramente no Senado. No entanto, a Constituição prevê que projetos de lei de autoria do poder Executivo sejam iniciados pela Câmara.

A varejista Magazine Luiza (MGLU3), que já sobe quase 100% no acumulado do ano, também ficou entre os destaques de alta do Ibovespa na semana, subindo 8,28%. Após surpreender o mercado mais uma vez com um balanço melhor que as expectativas no segundo trimestre, a companhia mostrou que ainda tem espaço para crescer, como previu boa parte dos analistas que acompanham o setor.

Após os resultados, o presidente-executivo do Magazine Luiza, Frederico Trajano, afirmou que a companhia ainda busca acordos em diversas categorias de produtos, incluindo supermercados, após ter feito uma série de aquisições. A companhia anunciou na quarta-feira (26) um novo programa de recompra de até 10 milhões de ações. O montante equivale a 1,49% dos papéis em circulação, com prazo de 18 meses.

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