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Finanças

Bolsa cai mais de 2% e dólar fecha em alta, de olho na inflação dos EUA

Investidores especulam sobre próximos passos do Fed.

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B3 e Ibovespa

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em forte queda nesta quarta-feira (12), com o mercado repercutindo a divulgação de dados sobre a inflação nos Estados Unidos, em meio à especulação global sobre quais serão os próximos passos do Federal Reserve (Fed) em relação à sua política monetária extremamente flexível. O dólar terminou o dia em alta sobre o real.

O Ibovespa caiu 2,65%, aos 119.710 pontos. Foi a maior queda percentual diária desde 8 de março, quando perdeu quase 4% após o ministro do STF Edson Fachin anular todas as condenações impostas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da operação Lava Jato. Já o dólar subiu 1,57%, a R$ 5,3043. Veja outras cotações.

O índice de preços ao consumidor nos EUA subiu 0,8% em abril depois de avançar 0,6% em março, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. Economistas consultados pela Reuters projetavam alta de 0,2%.

Em post no Twitter, a Infinity Asset destacou que o cenário expresso pelo relatório “incrementa temores de retirada dos estímulos por parte do Fed, ainda que o mesmo cite o choque como ‘temporário'”.

“A surpresa no índice é inegável”, afirmou o estrategista-chefe do banco digital modalmais, Felipe Sichel, ponderando que espera forte volatilidade nos dados dos próximos meses em razão da sedimentação do processo de reabertura.

“Para efeitos do Fed, a menos que haja sustentação da inflação acima de 2% por um período razoavelmente longo de tempo, o elevado desemprego deveria prevalecer na definição de política monetária”, avaliou.

Um cenário de juros baixos nos EUA tende a beneficiar moedas emergentes, uma vez que os investidores vão buscar rendimentos mais altos em outros países.

Destaques da bolsa

MARFRIG (MRFG3) caiu 7,72% e se destacou entre as perdas do dia, apesar de divulgar na véspera seu melhor primeiro trimestre da história com impulso da operação nos EUA. O Ebitda ajustado somou R$ 1,7 bilhão, alta de quase 39,7% ano a ano, enquanto a receita líquida cresceu 27,7%, para R$ 17,2 bilhões.

CARREFOUR BRASIL (CRFB3) caiu 5,21%, após divulgar alta de 5% no lucro do primeiro trimestre, mas queda de 1,3% no resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado.

NOTRE DAME INTERMÉDICA (GNDI3) recuou 5,05%, tendo no radar prejuízo de R$ 27,9 milhões no primeiro trimestre, revertendo lucro de R$ 160,4 milhões um ano antes, afetada pelo aumento da sinistralidade no período por causa da pandemia de covid-19.

Já a BR DISTRIBUIDORA (BRDT3) disparou 5,06%, reagindo ao resultado do primeiro trimestre, quando a distribuidora de combustíveis mais do que dobrou o lucro, mas também acordo de renegociação de dívida com a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).

Bolsas internacionais

Os principais índices de Wall Street caíam nesta quarta-feira, também repercutindo a inflação mais altos do que o esperado nos Estados Unidos.

  • O índice Dow Jones caiu 1,99%, a 33.588 pontos
  • S&P 500 perdeu 2,144939%, a 4.063 pontos
  • O índice de tecnologia Nasdaq recuou 2,67%, a 13.032 pontos.

As ações europeias subiram nesta quarta-feira, lideradas por uma alta nas ações de energia uma vez que os preços do petróleo atingiram máximas em dois anos, enquanto fortes balanços regionais e sinais de rápida recuperação econômica compensaram preocupações sobre um rápido aumento nos preços ao consumidor dos Estados Unidos.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,82%, a 7.004,63 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,20%, a 15.150,22 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,19%, a 6.279,35 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,23%, a 24.452,93 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,23%, a 9.007,70 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,39%, a 5.102,96 pontos.

As ações da China fecharam em alta nesta quarta-feira, subindo à maior taxa em mais de três semanas, com as ações de agricultura e aço liderando os ganhos em meio à alta da demanda devido a um ímpeto econômico sustentado.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 1,61%, a 28.147 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,78%, a 28.231 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,61%, a 3.462 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,43%, a 5.044 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 1,49%, a 3.161 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 4,11%, a 15.902 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,67%, a 3.123 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,73%, a 7.044 pontos.

(*Com informações de Reuters)

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