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Finanças

Bolsa fecha nos 98 mil pontos; Vale e siderurgia seguram queda

Mineradora deve distribuir R$2,4075 por ação; na semana Ibovespa recua 2,84%

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InvestNews
bolsa de valores

Apesar de tentativa de recuperação nas bolsas americanas, o Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 0,48% aos 98.363 pontos nesta sexta-feira (11).

Na semana o índice recuou 2,84%. O Ibovespa teria caído mais ainda, se não fosse pelo setor de siderurgia, especialmente a Vale (VALE3) que segurou as perdas. Os papéis da mineradora fecharam em alta de 5,84%.

A Vale anunciou a distribuição de proventos aos acionistas no total de R$2,4075 por ação. Com a notícia a compra do papel disparou. Em avaliação, o Bradesco BBI destacou a informação como positiva, pela distribuição de R$ 1 bilhão em dividendos extraordinários.

Ainda entre as blue chips, a Petrobras fechou em queda apesar da recuperação nos preços do petróleo. Os contratos futuros da commoditie se recuperaram nesta sexta-feira. Mas, recuaram acima de 6% na semana após sessões marcadas com aversão ao risco e aumento dos estoques nos Estados Unidos.

O barril de petróleo WTI, com entrega prevista para outubro, fechou hoje em alta de 0,08%, cotado a US$ 37,33 a unidade. Enquanto o Brent para novembro caiu 0,57%, a US$ 39,83. As ações preferenciais da companhia (PETR4) recuaram 1,08%, enquanto as ordinárias (PETR3) tiveram baixa de 0,50%.

No cenário externo, as bolsas americanas ensaiaram recuperação em meio a debates sobre uma bolha financeira por causa do tombo das ações de tecnologia. Contudo, a leve alta no começo do dia não foi suficiente e os índices em Wall Street decepcionaram. Dow Jones avançou 0,48%, enquanto S&P 500 valorizou 0,05%. Nasdaq continua em ritmo de queda, recuando 0,60%.

O dólar subiu 0,5% em cinco dias. Nesta sexta-feira (11), o dólar comercial fechou em queda de 0,246%, cotado a R$ 5,333. Na máxima do dia a moeda americana chegou a R$ 5,339.

No contexto político, Bolsonaro anunciou ontem em live que mantem conversas com Roberto Campos Neto do Banco Central para entender os motivos de alta do dólar. No radar ainda esta pendente a fiscalização dos supermercados para entender a alta nos preços de produtos da cesta básica.

Destaques da Bolsa

Nos destaques positivos do dia subiu a Vale (VALE3), as ações da companhia fecharam em alta de 5,84%, cotadas a R$ 61,95. A mineradora deve pagar proventos aos acionistas de R$2,4075 por papel.

Subiu também a holding Bradespar (BRAP4) que avançou 4,35% seguindo o movimento da controlada. Ainda entre as maiores altas estava a CSN (CSNA3) que fechou em alta de 4,03%, após o Credit Suisse anunciar que em outubro vai elevar o preço dos aços planos no Brasil em cerca de 13%.

Entre os destaques negativos recuou a Cielo (CIEL3) com queda de 4,31%, seguida do IRB Brasil (IRBR3), que desvalorizou 4,13% e Intermédica (GNDI3) caiu 3,77%.

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Entre as estreias, as ações do Petz (PETZ3) dispararam 21,83% e fecharam cotadas a R$ 16,75.

Bolsas americanas

As bolsas de Nova York abriram em alta, mas ao longo do dia houve aversão a risco e, com isso, os ganhos foram reduzidos. Isso levou a um fechamento sem sinal único, com queda especial nos setores de tecnologia e comunicações. Na semana, o quadro foi de perdas, com a Nasdaq no pior desempenho semanal desde março.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,48%, a 27665,64 pontos, com recuo de 1,66% na semana. O S&P 500 subiu 0,05%, a 3340,97 pontos, nível 2,51% inferior ao de sexta-feira passada. O Nasdaq recuou 0,60%, a 10853,55 pontos, com perda de 4,06% na semana.

A queda semanal da Nasdaq foi a pior desde a registrada em 20 de março, quando a pandemia de covid-19 atingiu em cheio o mercado e o índice cedeu 12,64% na comparação semanal. E, mais uma vez, ações do setor de tecnologia estiveram entre as mais penalizadas. Apple recuou 1,31%, Microsoft cedeu 0,65% e a Amazon perdeu 1,85%.

Dúvidas sobre a valorização das techs, incertezas sobre a eleição nos EUA e a falta de acordo em Washington por um novo pacote fiscal pesaram no sentimento do investidor nesta semana.

A LPL Financial classificou o atual momento do mercado acionário americano como “dias ruins”, e lembrou que na quarta-feira, dia 2 de setembro, S&P 500 e Nasdaq haviam atingido máximas históricas de fechamento. O S&P 500 caiu mais de 6% após o recorde, fato que havia se passado pela última vez em outubro de 1989.

Nos indicadores, o principal nesta sexta foi a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos em agosto, que apresentou alta superior às expectativas dos analistas, de 0,4%, na comparação com julho, enquanto a previsão era de 0,3%.

A alta no núcleo também foi de 0,4%, “revertendo as quedas na primavera”, e com destaque para veículos usados, segundo análise do Wells Fargo. O dia foi positivo para boa parte das montadoras, com a Ford Motors fechando em alta de 1,30%, a GM avançando 0,96%, e a Fiat Chrysler subindo 1,03%.

*Com Estadão Conteúdo

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