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Finanças

Ibovespa bate novo recorde histórico, acima dos 125 mil pontos

Alta foi puxada por forte avanço da Petrobras; dólar fechou a R$ 5,21.

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Karina Trevizan *
B3 ibovespa e dólar

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta nesta sexta-feira (28), superando seu recorde histórico de fechamento. O índice foi puxado pelos fortes ganhos da Petrobras. Já o dólar perdeu força, enquanto os participantes do mercado seguem de olho no rumo das taxas de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

O Ibovespa subiu 0,96%, aos 125.561 pontos. Na máxima do dia, chegou a 125.698 pontos, renovando também o recorde no intradia. Veja a cotação do Ibovespa hoje. As máximas até então foram registradas em 8 de janeiro.

Já o dólar caiu 0,82%, comercializado a R$ 5,2123. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,2103.

Nesta semana, o Ibovespa subiu 2,42% e o dólar caiu 0,82%.

O movimento foi ajudado pela entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira, especialmente com compras de ações da Petrobras após recomendação de bancos, segundo Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo. 

“Sem dúvida nenhuma a entrada de capital estrangeiro está acontecendo. E, quando o estrangeiro traz seu dinheiro para a bolsa de valores, a gente vê que eles compram as empresas mais líquidas, e aí estamos falando do setor financeiro, siderurgia, mineração e petróleo”, disse ao InvestNews.

‘O que está puxando bastante o índice são duas empresas. Primeiro a Petrobras subindo mais de 4%, rompendo uma barreira que era uma resistência na faixa de preço dos R$ 26,50, fechando o gap daquela queda que a gente viu em fevereiro“, diz Victor Bueno, analista de investimentos da Top Gain. “E também a Vale que continua subindo, junto com o minério de ferro na China. Ontem subiu bastante, 4%, e hoje continua subindo certa de 3,7% no dia”, completa. 

Juros no Brasil e nos EUA

Entre os fatores de atenção no último dia da semana, Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho, citou a notícia de que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou a alta a 4,10% em maio, depois de avanço de 1,51% em abril, refletindo uma disparada nos preços das commodities.

“A gente teve o IGP-M um pouco acima do esperado, o que deu alguma força para o real, já que os sinais de inflação aumentam a expectativa de que o Banco Central não vai fazer uma pausa no seu ciclo de normalização da política monetária“, explicou.

No início deste mês, o BC anunciou a segunda alta consecutiva de 0,75 ponto percentual na taxa Selic, para 3,50%, e indicou a intenção de fazer novo aperto da mesma magnitude em sua próxima reunião, em junho. A autarquia já comunicou que o ciclo de alta visa uma normalização parcial da política de juros, mas a linguagem adotada pode ser alterada em caso de mudança de cenário.

Um cenário de juros mais altos no Brasil tende a favorecer o real – especialmente se os custos dos empréstimos continuarem baixos nos Estados Unidos -, já que pode atrair investidores estrangeiros em busca de retornos mais elevados.

Nesta manhã, dados norte-americanos mostraram que a inflação ao consumidor nos Estados Unidos acelerou no ano até abril, com uma leitura do núcleo da inflação ultrapassando a meta de 2% do Federal Reserve (Fed, o banco central do país).

“O mercado busca qualquer sinal para entender que tipo de inflação estamos vivendo, uma transitória por conta do choque de oferta da COVID ou uma permanente. Os dados de hoje voltaram o pêndulo para a primeira opção – temporária – e deixou os mercados mais animados”, comentou João Beck, economista e sócio da BRA.

Temores sobre uma inflação sustentada elevaram o ruído em torno da política monetária do Federal Reserve nas últimas semanas, com vários investidores apontando para a possibilidade de que o banco central norte-americano suba os juros mais cedo do que o esperado de forma a conter as pressões sobre os preços, o que poderia impulsionar o dólar.

Segundo Rostagno, isso pode ser resultado de dados domésticos recentes melhores do que o esperado. “A atividade econômica têm surpreendido para cima e isso compensa preocupações com a dívida pública.” Ele acrescentou que os investidores ficarão de olho nos próximos comentários de autoridades do Fed, que podem ter o potencial de alterar a direção do dólar contra o real.

Destaques da bolsa

PETROBRAS (PETR3 e PETR4) teve alta de 5,78% nas ações ordinárias e 4,17% nas preferenciais, em meio ao avanço dos preços do petróleo no exterior, além de melhora de recomendação pelo JPMorgan. Analistas do banco elevaram a os papéis da companhia para ‘overweight’, estabelecendo preço-alvo das ações a R$ 35,50 reais para o final de 2021.

VALE (VALE3) subiu 0,54%, diante de mais um dia de alta dos preços do minério na China.

EMBRAER (EMBR3) caiu 2,46%, após renovar mais cedo máxima intradia desde fevereiro de 2020, a R$ 18,03. Em 2021, a ação da fabricante de aviões já acumula elevação de quase 96%.

SABESP (SBSP3), por sua vez, caiu 4,60%, em meio a declarações do secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo ao “Valor Econômico” que esfriaram expectativas de privatização no curto prazo da companhia de saneamento paulista.

Bolsas mundiais

Wall Street

Os mercados acionários dos Estados Unidos subiram nesta sexta-feira, com os investidores dando de ombros para dados que mostraram uma inflação mais forte do que o esperado, e os índices Dow Jones e S&P 500 tiveram seu primeiro ganho semanal das últimas três semanas.

  • O Dow Jones subiu 0,19%, para 34.529,45 pontos
  • S&P 500 ganhou 0,08%, a 4.204,11 pontos
  • Nasdaq teve oscilação positiva de 0,09%, a 13.748,74 pontos

Europa

As ações europeias atingiram uma máxima recorde nesta sexta-feira, com empresas financeiras expostas ao Reino Unido em alta após um comentário “hawkish” (inclinado a aumento de juros) de uma autoridade do banco central inglês. A perspectiva de aumento nos gastos fiscais dos Estados Unidos também impulsionou o sentimento do mercado.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,04%, a 7.022,61 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,74%, a 15.519,98 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,75%, a 6.484,11 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,45%, a 25.169,39 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,42%, a 9.224,60 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,13%, a 5.242,32 pontos.

Ásia e Pacífico

As ações da China caíram nesta sexta-feira, mas registraram sua melhor semana em mais de três meses, já que as preocupações com a inflação e o aperto das políticas monetárias perderam força e um iuan forte impulsionou os fluxos estrangeiros para as bolsas do país.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 2,10%, a 29.149 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,04%, a 29.124 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,22%, a 3.600 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,32%, a 5.321 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,73%, a 3.188 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 1,62%, a 16.870 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,43%, a 3.178 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 1,19%, a 7.179 pontos.

(*Com informações de Reuters)

Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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