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Finanças

Bolsa volta aos 98 mil pontos, puxada por Petrobras e na contramão de NY

O risco fiscal brasileiro permanece no radar; na semana o Ibovespa avança 0,85%

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InvestNews
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Mais um dia de queda para o Ibovespa, o índice se descolou de Wall Street que ensaia recuperação. O Ibovespa fechou em queda de 0,75% aos 98.309 pontos nesta sexta-feira (16). Na semana o índice ainda sobe 0,85%

Nos Estados Unidos, a possibilidade de ter uma vacina contra a covid-19 em breve anima os investidores. A americana Pfizer anunciou que pretende solicitar autorização de uso emergencial da sua vacina até o final de novembro. Esta é desenvolvida com a alemã BioNTech.

Além da vacina contra o coronavírus, o mercado ainda repercute o andamento do pacote de estímulos. Donald Trump anunciou ontem que estaria disposto a aumenta o valor do pacote para US$ 1,8 trilhão. Enquanto, Nancy Pelosi, presidente da Câmara sugere US$ 2,2 trilhões.

Ainda no cenário externo, os indicadores americanos para o varejo superaram as expectativas, com alta de 1,9% nas vendas em setembro. A confiança do consumidor subiu para 81,2 em outubro, acima das projeções de 80,5.

As bolsas americanas fecharam mistas. Dow Jones avançou 0,39%, enquanto Nasdaq recuou 0,36%. E o índice S&P 500 fechou perto da estabilidade com leve desvalorização de 0,08%.

O dólar operou perto da estabilidade durante o dia, mas avançou de tarde. O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,643, com valorização de 0,32%. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,647.

Contudo, o dólar enfraqueceu frente a rivais em sessão marcada pelo apetite por risco nos mercados globais, em um movimento que reduz a demanda pela segurança da divisa americana. O euro e a libra, por outro lado, se fortaleceram, apesar do persistente impasse nas negociações por um acordo comercial entre Reino Unido e União Europeia.

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No cenário interno, as ações da Petrobras pressionaram o índice seguindo a queda nos preços do petróleo internacional.

O barril Brent para dezembro recuou 0,88%, cotado a US$ 42,78 o barril. Enquanto o petróleo WTI para novembro caiu 0,54%, cotado a US$ 40,74 o barril.

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) recuaram 2,13%, enquanto as ordinárias (PETR3) caíram 2,48%.

Impactaram também os bancos que fecharam em queda generalizada.

No Brasil, as preocupações com risco fiscal prevalecem. Segundo Nícolas Merola, analista da Inversa os investidores estão preocupados com o vencimento de títulos do Tesouro brasileiro que devem ocorrer entre janeiro e março de 2021. “São cerca de R$ 650 bilhões, um valor elevado que gera preocupações sobre a capacidade do Tesouro de honrar o compromisso”, explica.

Além do Tesouro, Merola destaca a insatisfação do investidor com os leilões de títulos públicos que vão de fracasso em fracasso. “O que tem performado melhor são os títulos de curtíssimo prazo, de seis meses a 1 ano”, destaca. Para o médio e longo prazo, os brasileiros ainda estão preocupados com a questão fiscal que segundo Merola castiga o mercado financeiro.

Castiga tanto que nesta sexta-feira (16) o Ibovespa teve o pior desempenho entre as bolsas latino-americanas.

Destaques da bolsa

A maior alta do dia foi da Braskem (BRKM5) que avançou 5,58%. Subiu também o setor de papel e celulose com Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN4) que fecharam em alta de 4,61% e 3,99%, respectivamente. O noticiário internacional é favorável às commodities, especialmente no caso da Suzano. Na China os preços de celulose de fibra curta avançaram na semana, sendo vendidos a US$ 451,48 a tonelada.

No caso da Klabin, a companhia avança em questões de governança. BNDESPar e Sogemar entraram em um acordo de transferência de marcas para Klabin e vão suspender pagamento de royalties.

Ainda entre as maiores altas do dia estava Usiminas (USIM5) que valorizou 4,33%. A companhia se beneficiou com o aumento do preço do aço, além da recomendação do Bank of América (BofA) que elevou de neutra para compra o papel, com preço-alvo de R$ 14.

No lado oposto do Ibovespa, o setor de educação recua. Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3) lideram as perdas com baixa de 4,17% e 3,30%, respectivamente. Seguidas do Santander (SANB11), os papéis do banco caíram 3,12%.

Bolsas americanas

As bolsas de Nova York fecharam em alta na maioria nesta sexta-feira, 16, com a força do varejo nos Estados Unidos e otimismo de que uma vacina contra a covid-19 possa ainda ser confirmada neste ano, após a Pfizer detalhar seus próximos passos nessa busca. Mais para o fim do pregão, porém, alguns papéis importantes dos setores de tecnologia e serviços de comunicação perderam fôlego, levando o Nasdaq a inverter o sinal.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,39%, em 28.606,31 pontos, o S&P 500 subiu 0,01%, a 3.483,81 pontos, e o Nasdaq recuou 0,36%, a 11.671,56 pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones teve alta de 0,07%, o S&P 500 subiu 0,19% e o Nasdaq teve ganho de 0,79%.

A abertura já foi positiva, após a Pfizer dizer que pode solicitar o uso emergencial da vacina contra a covid-19 nos EUA até o fim de novembro. A notícia apoiou o humor nos mercados, embora a Organização Mundial de Saúde (OMS) em entrevista coletiva tenha mostrado mais cautela, pedindo paciência na comprovação da segurança e eficácia das candidatas em teste.

Na agenda de indicadores, as vendas no varejo nos EUA cresceram 1,9% em setembro ante agosto, acima da previsão de alta de 0,7% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. O Morgan Stanley apontou que o dado mostrou que a economia americana continua a se recuperar. O dado recebeu mais atenção do que o recuo inesperado da produção industrial, de 0,6% em setembro na comparação com agosto. Ainda entre os indicadores, a Universidade de Michigan informou que o índice de sentimento do consumidor no país subiu a 81,2 em outubro, ante expectativa de 80,5.

A questão fiscal segue no radar. O diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, porém, foi mais uma voz de autoridade local a considerar que é improvável nova medida de apoio fiscal antes da eleição.

Nas bolsas, o clima mais positivo de boa parte do pregão deu espaço na reta final para uma piora no apetite por risco, sobretudo no Nasdaq. Entre algumas das chamadas “giant techs”, Apple fechou em baixa de 1,40%, Amazon cedeu 1,98%, Netflix recuou 2,06%, mas Alphabet subiu 0,79%. Entre os bancos, Goldman Sachs caiu 1,15% e Citigroup teve baixa de 0,96%, mas Morgan Stanley avançou 1,01%. Já Boeing foi destaque positivo, em alta de 1,89%, diante da notícia de que deve retomar o uso do modelo 737 MAX na Europa ainda neste ano.

*Com Estadão Conteúdo

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