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Finanças

Ações europeias têm forte alta após tombo histórico; Ásia fecha com perdas

Índice do Japão sofreu um tombo de 6,08% hoje, o maior desde junho de 2016.

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Estadão Conteúdo
bolsa de valores

As bolsas asiáticas tiveram mais um dia de fortes perdas nesta sexta-feira (13), em meio a persistentes temores com o avanço do coronavírus em países fora da China. Na Europa, porém, as ações abriram em forte alta nesta manhã, ensaiando uma recuperação após o tombo histórico do índice pan-europeu Stoxx 600 na véspera e na esteira de medidas anunciadas pelos bancos centrais da China e do Japão para amenizar o impacto econômico do coronavírus.

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Ontem, o Stoxx 600 registrou a queda inédita de 11%, após o presidente americano, Donald Trump, decidir suspender todos os voos da Europa para os EUA por um período de 30 dias, abrindo exceção para o Reino Unido. Trump, porém, admitiu posteriormente que poderá rever a decisão.

A dramática queda veio também após a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que anunciou novos empréstimos de longo prazo para apoiar empresas prejudicadas pelo coronavírus, mas manteve suas taxas de juros inalteradas, contrariando a expectativa da maioria dos analistas.

Desde a semana passada, governos e BCs têm anunciado medidas com o intuito de amenizar o impacto econômico da doença. Ao contrário do BCE, tanto o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) quanto o Banco da Inglaterra (BoE, pela sigla em inglês) anunciaram recentes cortes de juros, em caráter extraordinário. Hoje, foi a vez do BC da Noruega, que reduziu sua taxa básica em 0,5 ponto porcentual, a 1%.

Já na Ásia, o Banco do Povo da China (PBoC) anunciou mais cedo um novo corte de compulsórios, que deve liberar o equivalente a US$ 78,7 bilhões para o sistema bancário local, enquanto o Banco do Japão (BoJ) prometeu fornecer ampla liquidez a empresas financeiras a partir da próxima semana.

O coronavírus já infectou mais de 128 mil pessoas mundialmente, causando mais de 4.700 mortes, segundo os números mais recentes da Universidade John Hopkins. A Itália continua sendo o país mais afetado na Europa, com mais de 15 mil casos e cerca de 1.000 óbitos.

A agenda de indicadores da Europa de hoje trouxe apenas dados finais da inflação ao consumidor da Alemanha, cuja taxa anual ficou inalterada em fevereiro ante o mês anterior, em 1,7%, confirmando estimativa preliminar.

Às 8h11 (de Brasília):

  • Bolsa de Londres subia 5,45%
  • Frankfurt avançava 4,86%
  • Paris se valorizava 5,97%

Em Milão, Madri e Lisboa, os ganhos eram de 11,61%, 8,26% e 6,22%, respectivamente. Já o Stoxx 600 tinha alta de 5,02%, a 311,40 pontos.

Queda na Ásia

O índice japonês Nikkei sofreu um tombo de 6,08% em Tóquio hoje, o maior desde junho de 2016, encerrando os negócios a 17.431,05 pontos, no menor nível desde novembro de 2016.

Já o sul-coreano Kospi caiu 3,43% em Seul, a 1.771,44 pontos, o menor patamar desde julho de 2012, depois de chegar a se desvalorizar mais de 8%, acionando um dispositivo de circuit breaker que interrompeu os negócios por 20 minutos.

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Na China continental, os mercados mais uma vez tiveram perdas relativamente menores, em meio a expectativas de que o PBoC – como é conhecido o BC chinês – volte a reduzir compulsórios bancários. O Xangai Composto recuou 1,23%, a 2.887,43 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto cedeu 1,08%, a 1.798,98 pontos.

O Hang Seng caiu 1,14%, a 24.032,91 pontos, menor nível desde abril de 2017. No começo da sessão, porém, o índice de Hong Kong chegou a despencar 7,4%. Em Taiwan, o Taiex registrou baixa de 2,82%, a 10.128,87 pontos.

Perdas violentas

A liquidação de ações na Ásia veio um dia depois de violentas perdas nos mercados americanos e europeus. Em Nova York, o índice Dow Jones sofreu ontem queda de 9,99%, a maior desde outubro de 1987. O índice pan-europeu Stoxx 600, por sua vez, caiu 11%, o maior tombo de sua história.

Embora tenha perdido força na Ásia, o coronavírus continua se alastrando pela Europa e EUA.

Desde a semana passada, governos e bancos centrais têm anunciado medidas com o intuito de amenizar o impacto econômico da doença. Tanto o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) quanto o Banco da Inglaterra (BoE, pela sigla em inglês) anunciaram recentes cortes de juros extraordinários. Já o Banco Central Europeu (BCE) decepcionou ontem, ao manter seus juros inalterados, embora tenha anunciado novos empréstimos de longo prazo.

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