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Finanças

Bolsas globais voltam a despencar nesta quarta; ETF do Brasil cai 9%

Reação tem sido de descrença frente às medidas adotadas por governos e bancos centrais das principais potências contra o coronavírus.

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bolsa de valores

Os mercados globais vivem mais um dia de forte tensão. A reação tem sido de descrença frente às medidas adotadas por governos e bancos centrais das principais potências do mundo, que tentam controlar as desdobramentos do coronavírus. Enquanto isso, bancos reduziram as projeções para a economia global e já preveem um cenário de recessão, incluindo o Brasil.

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira (18), enquanto os índices europeus abriram em mais um dia de forte turbulência. Os índices futuros de Nova York, também tinham fortes perdas, mesmo após o presidente Donald Trump anunciar um arsenal de medidas de estímulo para a economia americana.

O fundo de índice EWZ (MSCI Brazil), que replica o desempenho das ações brasileiras no exterior, recuava mais de 9% nesta manhã, após ter subido em torno de 13% na véspera. A queda é um prenúncio de um possível novo dia de fortes perdas na bolsa brasileira, a B3.

A cotação internacional do petróleo caía pela terceira sessão seguida. O barril de WTI, negociado nos Estados Unidos, recuava para o menor nível em 17 anos, perto de US$ 25.

Bolsas da Ásia em queda

Na China continental, o Xangai Composto recuou 1,83%, a 2.728,76 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda de 1,55%, a 1.678,25 pontos.

O sul-coreano Kospi liderou as perdas na Ásia, com um tombo de 4,86%, a 1.591,20 pontos, seu menor nível desde maio de 2010 e mantendo-se no vermelho pelo sexto pregão consecutivo.

Em Tóquio, o japonês Nikkei caiu 1,68%, a 16.726,55 pontos, renovando mínima desde novembro de 2016. Em fala no Parlamento, o presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, defendeu hoje as operações de compras de ações da instituição, apesar de ser provável que as quedas recentes dos preços tenham lhe causado prejuízos de 2 trilhões de ienes a 3 trilhões de ienes (US$ 18,58 bilhões a US$ 27,86 bilhões).

Em outras partes da região asiática, o Hang Seng apresentou queda de 4,18% em Hong Kong, a 22.291,82 pontos, e o Taiex registrou baixa de 2,34% em Taiwan, a 9.218,67 pontos.

Vários mercados da Ásia exibiram tom positivo na primeira metade do pregão desta quarta, reagindo ao bom desempenho das bolsas de Nova York, que ontem fecharam com ganhos de 5,2% a 6,2% após o governo dos EUA revelar plano de lançar um pacote de estímulo fiscal de até US$ 1 trilhão, numa tentativa de amenizar o impacto do coronavírus.

As bolsas asiáticas, porém, migraram para território negativo à medida que os índices futuros dos mercados acionários americanos viraram para baixo e atingiram o limite de baixa de 5% ao longo da madrugada.

Na Oceania, a bolsa australiana despencou 6,4% em Sydney, com o S&P/ASX 200 a 4.953,20 pontos. A queda, porém, havia chegado a 7,7% e só diminuiu após relatos da mídia local de que o primeiro-ministro do país, Scott Morrison, anunciará um gigantesco pacote de estímulos fiscais e monetários na quinta-feira, 19.

*Em atualização

*Com Estadão Conteúdo

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