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Finanças

Com instabilidade política, Ibovespa perde ganhos mas fecha em alta de 0,75%

Após imprensa divulgar depoimento de Sergio Moro à Polícia Federal, bolsa chegou a zerar alta da semana

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InvestNews
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O principal índice da ações da B3, o Ibovespa, fechou em alta de 0,75% aos 79.470 pontos nesta terça-feira (5). A bolsa foi impulsionada pelo bom humor do exterior e a reabertura gradual das economias, com o Covid-19 dando trégua. Contudo, o cenário político interno por pouco zerou os ganhos após o depoimento de Sergio Moro, ex-ministro da Justiça, na Polícia Federal.

Morou apontou que o presidente Jair Bolsonaro pediu em fevereiro, por meio de uma mensagem de celular, que um novo superintendente seja indicado na Polícia Federal do Rio de Janeiro. A decisão na época foi rejeitada por Maurício Valeixo, diretor da PF. Apesar das declarações de Moro serem comprometedoras, o ex-ministro frisou que não acusaria Bolsonaro de nenhum crime, deixando a decisão aos investigadores.

Com a instabilidade na política brasileira, o dólar comercial continua subindo. Nesta terça (5), fechou cotado a R$ 5,590, com alta de 1,23%. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$5,596.

Entre as ações mais negociadas do dia subiram: a Via Varejo (VVAR3), com alta de 2,11% motivada pelo retorno do setor durante a pandemia. E as ações do Itaú Unibanco (ITUB4), com alta de 3,70%, o banco divulgou durante a temporada de balanços que teve lucro líquido de R$ 3,912 bi no primeiro trimestre de 2020.

Ainda entre as mais negociadas caíram: as preferenciais da Petrobras (PETR4), as preferenciais do Bradesco (BBDC4) e as ações da Vale (VALE3), com queda de 0,61%, 0,15% e 2,59%, respectivamente.

Destaques do dia

O destaque positivo do dia foi da TIM (TIMP3), que subiu 8,93%, cotada a R$ 13,90. A operadora teve alta após rumores de uma possível compra da OI (OIBR3), em parceria com a concorrente Telefônica (VIVT4) planejada para os próximos meses.

Ainda entre os destaques estavam os papéis da GOL (GOLL4), que avançaram 5,65%, negociados a R$ 11,78 como reação do mercado após o prejuízo divulgado em balanço e queda acumulada das ações da aérea de quase 70% em 2020. Subiam também os papéis da Klabin (KLBN11), com alta de 5,17%, cotados a R$ 18,70. A empresa com sua receita dolarizada se beneficiou com a alta da moeda americana.

As ações preferenciais (PETR4) e ordinárias (PETR3) da Petrobras avançaram mais de 2%, com a alta do petróleo. Diante da expectativa do fim do isolamento gradual em vários países, o petróleo salta quase 17% no mercado norte-americano e perto de 11% no londrino. A estatal também anunciou a reabertura a reabertura da venda de sua participação na Gaspetro.

Entre as maiores quedas estavam a Embraer (EMBR3), que recuou 12,14%, cotada a R$7,60. A companhia ainda está analisando se deve permanecer como empresa privada, especialmente com a crise.

Caiu também a IRB Brasil (IRBR3), que perdeu 10,76%, negociada a R$ 9,12. A companhia, que passa por várias crises de imagem, adiou a divulgação do balanço do seu primeiro trimestre para 18 de junho.

Produção industrial afunda

Outro dado no radar dos investidores foi o tombo da produção industrial de 9,1% em março, divulgado nesta manhã pelo IBGE. A queda foi bem maior que as estimativas dos analistas do mercado financeiro.

Em relação a março de 2019, a produção caiu 3,8%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de queda de 8,9% a alta de 2,8%, com mediana negativa em 0,70%. No acumulado do ano, a indústria tem queda de 1,7%. Em 12 meses até março, o resultado é negativo em 1,0%.

Reunião do Copom

A atividade fraca reforça a perspectiva de queda da Selic neste primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa básica de juros (Selic) deve atingir nova mínima histórica, conforme todas as 58 estimativas do mercado financeiro coletadas pelo Projeções Broadcast, com aposta majoritária (48) de queda de 0,50 ponto porcentual, de 3,75% para 3,25%. As outras 10 esperam redução de 0,75 ponto, para 3,00%. A decisão do Copom será anunciada nesta quarta-feira, 6, após as 18 horas.

Cenário político

O mercado ainda vê com cautela com o quadro político local. Há expectativas se o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, vai autorizar a liberação integral do depoimento do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, à Polícia federal no sábado. Dependendo do conteúdo do depoimento, pode gerar tensão sobre abertura eventual de processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, segundo analistas.

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