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Finanças

CVC e Gol disparam e Bolsa retoma os 77 mil pontos; dólar cai abaixo de R$ 5

Alta do Ibovespa seguiu a tendência internacional após aprovação de pacote do governo americano.

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InvestNews
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Após abrir em alta, o dólar recuou e fechou abaixo de R$ 5 nesta quinta-feira (26). Já o principal índice da Bolsa terminou o dia em forte alta, seguindo o bom humor no exterior, com várias ações duramente afetadas nos últimos dias em plena recuperação. Os mercados reagiram bem à aprovação de um pacote trilionário de combate ao coronavírus no Senado dos EUA.

O principal índice da B3, o Ibovespa, subiu 3,67%, aos 77.709 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial fechou vendido a R$ 4,9957, caindo 0,74%.

O bom humor se manteve, apesar do corte na projeção do PIB para perto de zero pelo Banco Central (BC) e do recorde de pedidos de seguro-desemprego dos EUA.

Destaques da Bolsa

Assim como ontem, as companhias aéreas e de turismo continuaram, hoje, em tendência de recuperação. Perto do horário do fechamento, as ações da Gol (GOLL4) dispararam 19%, enquanto a Azul (AZUL4) subiu ao redor de 7%. No mesmo horário, as ações da Smiles (SMLS3) subiram 6%. Já os papeis da empresa de turismo CVC (CVCB3) dispararam ao redor de 32%.

Apenas três papéis caíram no Ibovespa: Carrefour (CRFB3), em baixa de 4,36%, e Pão de Açúcar (PCAR4), em baixa de 2,78%, penalizadas pelo menor horário de funcionamento das unidades por conta do “lockdown”.

Estados Unidos

Na madrugada desta quinta-feira, foi aprovado no Senado americano um pacote de estímulos de aproximadamente US$ 2 trilhões. O projeto agora segue para Câmara baixa do Congresso, a Câmara dos Representantes, para aprovação final.

LEIA MAIS: Senado dos EUA aprova pacote de resgate estimado em US$ 2 trilhões

Ao mesmo tempo, foram divulgados dados relevantes aos investidores para precificar a crise. Pedidos de seguro-desemprego subiram para 3,283 milhões na semana passada. Os investidores esperavam ao menos um milhão. O nível semanal superou o recorde anterior de 695 mil, estabelecido em outubro de 1982.

BC e a projeção do PIB

Na esteira dos impactos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia brasileira, o Banco Central promoveu nesta quinta-feira, um forte corte em sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. A expectativa para a economia este ano passou de crescimento de 2,2% para zero (0,00% de variação). A nova estimativa consta no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado pela manhã.

Entre os componentes do PIB para 2020, o BC manteve em +2,9% a projeção para a agropecuária. No caso da indústria, a estimativa passou de elevação de 2,9% para -0,5% e, para o setor de serviços, de crescimento de 1,7% para zero.

Do lado da demanda, o BC reduziu a estimativa de crescimento do consumo das famílias, de elevação de 2,3% para 0,8%. No caso do consumo do governo, o porcentual projetado foi de 0,3% para 0,2%.

O documento agora divulgado indica ainda que a projeção de 2020 para a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – indicador que mede o volume de investimento produtivo na economia – foi de alta de 4,1% para -1,1%.

Bolsas do exterior

As bolsas da Europa fecharam em alta, em dia de grande volatilidade e expectativa por novos anúncios de medidas para ajudar a economia e diminuir os impactos do coronavírus. O grupo das 20 maiores economias do mundo (G20) reafirmou o comprometimento das nações em fazer “o que for necessário” para superar a crise.

As bolsas do Velho Continente também seguiram a alta dos mercados em Nova York, reagindo à aprovação do pacote trilionário de ajuda financeira no Senado e a declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que sinalizou a possibilidade de ampliar o apoio à economia. O índice Stoxx 600 encerrou o pregão em alta de 2,55%, a 321,38 pontos.

Mais cedo, as bolsas asiáticas fecharam em baixa, após acumularem ganhos nos dois pregões anteriores, à espera de dados do mercado de trabalho americano que evidenciaram o forte impacto econômico da pandemia de coronavírus.

O Nikkei liderou as perdas na Ásia hoje, com queda de 4,51% em Tóquio, a 18.664,60 pontos. Na sessão anterior, o índice japonês havia dado um salto de mais de 8%, o maior em 11 anos. Na China continental, o Xangai Composto recuou 0,60%, a 2.764,91 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,80%, a 1.701,15 pontos.

*Com Estadão Conteúdo

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