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Finanças

Ibovespa fecha acima dos 100 mil pontos e valoriza 3,38% na semana; dólar cai

Farmacêutica Gilead anuncia avanços no tratamento da Covid-19 e anima mercados

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InvestNews
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Você já preparou a fantasia para comemorar os 100 mil pontos? Se ainda não fez, é melhor correr, porque finalmente após várias semanas no suspense o índice brasileiro encerrou o pregão acima da marca tão sonhada. Nesta sexta-feira (10), o Ibovespa fechou em alta de 0,88%, aos 100.031 pontos. Na semana, a bolsa valorizou 3,38%.

O principal agradecimento pelo bom desempenho do índice brasileiro é para a farmacêutica Gilead, que anunciou hoje que o seu remédio “remdesivir” reduziu drasticamente a mortalidade do coronavírus. Em comunicado, a companhia apontou que a redução de mortes comparada com a efetividade do tratamento padrão foi de 62%.

O aceno de que a Gilead estaria um passo a frente da cura fez as bolsas americanas subirem. O índice Dow Jones fechou em alta de 1,44%, Nasdaq subiu 0,66%, e o S&P 500 avançou 1,05%.

Foi tanta a alegria que os índices subiram apesar da Covid. Enquanto estados como a Flórida e Califórnia vivem uma realidade paralela e apresentam um número recorde de mortes. Nesse clima de bipolaridade, também preocupa os investidores a possibilidade de uma nova quarentena nos EUA. Enquanto na Ásia surge temor por uma segunda onda do coronavírus.

O dólar também muda rápido de humor. O dólar comercial abriu em alta, mas fechou em queda de 0,374%, cotado a R$ 5,323. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,373.

No cenário nacional, os indicadores roubam a cena. Nesta sexta-feira (10), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a inflação medida pelo IPCA subiu 0,26% em junho. Em comparação com o mesmo período do ano anterior a inflação avançou 2,13%. O resultado foi menor que as expectativas dos economistas que esperavam alta mensal de 0,30%.

Outro indicador que impactou foi a queda de 0,9% no setor de serviços, comparando maio frente a abril. No acumulado de 2020, o setor recuou 7,6%.

Todas as ações mais negociadas desta sexta fecharam com desempenho positivo. Os papéis da Magazine Luiza (MGLU3) e da Via Varejo (VVAR3) avançaram 0,98% e 0,40%, respectivamente. As varejistas se beneficiaram com a alta do setor em maio, acima das projeções. Subiu também a Cogna (COGN3) que disparou 11,05%.

As preferencias Petrobras (PETR4) fecharam em alta de 1,67%. Motivou o bom desempenho a alta nos preços do petróleo superior a 2%, após a Agência Internacional de Energia elevar sua previsão de demanda da commoditie para 2020. Os preços do barril Brent subiram 2,2%, enquanto o WTI avançou 2,3%.

E o Bradesco (BBDC4) fechou em alta de 1,46%.

Destaques da Bolsa

Entre os destaques positivos do dia estavam CVC (CVCB3) e Cogna (COGN3) que subiram 13,99% e 11,05%, respectivamente.

Depois das quedas bruscas, as ações da CVC passaram a subir hoje, após um anúncio de aumento de capital que pode chegar a 703 milhões de reais. Os papéis da companhia fecharam a semana cotados a R$ 22.

A Cogna teve forte valorização ao anunciar na véspera que a gestora Alaska elevou sua participação acionária na companhia para 10,05% do capital social, detendo 188.589.984 ações ordinárias. Na semana, a Cogna teve alta de 20%, puxada pelo registro de IPO da sua subsidiária Vasta Platform Limited, em Nova York.

Entre os destaques negativos recuaram as ações da Eletrobras, em um movimento de correção a forte alta da véspera. O governo avança na privatização da companhia. Com isso as ações ordinárias ELET3 caíram 1,33%, enquanto as preferenciais ELET6 recuaram 2,01%.

Indicadores

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,26%, ante um recuo de 0,38% em maio. A mediana era 0,30%, na pesquisa “Projeções Broadcast”. No caso dos serviços, o volume prestado caiu 0,9%, contrariando as expectativas, de alta, de 2,90% a 10%.

Diante dos dados, o mercado aumenta levemente apostas em corte da Selic no próximo Copom, contudo, a chance majoritária ainda é de manutenção do juro básico. Havia 32% de chance de corte embutida na curva a termo no começo desta manhã, contra 28% ontem, nos cálculos do economista-chefe do Haitong, Flávio Serrano.

O mercado também avalia a Pnad Covid. A população ocupada somou 84 milhões na semana de 14 a 20 de junho e a desocupada, 11,8 milhões no mesmo período, de acordo com o IBGE.

Bolsas americanas

Os mercados acionários de Nova York encerraram em território positivo, em um pregão volátil, ganhando mais fôlego na reta final desta sexta-feira, 10. Notícias de avanços na busca por tratamentos ou uma vacina para a covid-19 se sobrepuseram, na percepção dos investidores, à contínua disseminação da doença em alguns Estados americanos.

O índice Dow Jones fechou em alta de 1,44%, em 26.075,30 pontos, o Nasdaq subiu 0,66%, a 10.617,44 pontos, e o S&P 500 avançou 1,05%, a 3.185,04 pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones subiu 0,96%, o Nasdaq teve ganho de 4,01% e o S&P 500, de 1,76%.

O Nasdaq chegou a cair parte do dia, após já ter batido máximas históricas de fechamento nesta semana. À tarde, porém, o índice se firmou em território positivo, chegando a novas máximas históricas intraday e de fechamento. Hoje, papéis de serviços de comunicação se destacaram: Alphabet (Google) subiu 1,34%, Amazon ganhou 0,55% e Facebook, 0,23%. Já no setor de tecnologia, Apple teve alta de 0,25%, mas Microsoft recuou 0,30%.

Notícias positivas em um estudo do remdesivir em pacientes da covid-19 agradaram o mercado, atento também à declaração da empresa alemã BioNTech de que ela pode ter uma vacina para covid-19 pronta para aprovação até o fim deste ano. Entre alguns papéis importantes, Boeing subiu 2,98%, ajudando o Dow Jones.

Com isso, ficaram em segundo plano os novos casos da covid-19 nos EUA e também as tensões entre o país e a China. Hoje, o presidente americano, Donald Trump, descartou, ao menos por ora, buscar uma fase 2 no acordo comercial entre as potências.

Com as ações em período forte nos EUA, analistas voltam-se agora também para a temporada de balanços. Em relatório, a Oxford Economics comenta que as bolsas americanas podem ficar mais pressionadas adiante, com a perda de fôlego nas injeções de liquidez e o risco de que a reabertura não necessariamente se traduza em recuperação econômica.

Com Estadão Conteúdo

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