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Finanças

Ibovespa fecha em alta de 1,21%; esperança por vacina é precificada

Indicadores econômicos dos EUA motivaram investidores

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InvestNews
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Julho chegou e com ele o bom humor nos mercados. Desde que a vacina chinesa foi anunciada, no domingo (28), agora o mundo acelera na corrida por encontrar a salvação da humanidade. A Pfizer afirmou nesta quarta-feira (1) que também estaria desenvolvendo uma vacina contra a Covid-19, em parceria com a BioNTech. Esta vacina foi capaz de produzir anticorpos fortes em 24 voluntários saudáveis.

Desde que a pandemia começou, está é a 17ª vacina testada em humanos na tentativa de encontrar a cura. Outra que estaria em estágio avançado seria a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca, que deve testar cerca de 50 mil pessoas. Tal comprometimento com a cura do coronavírus deixou os investidores animados, e o mercado precificou positivamente. O Ibovespa, principal índice da B3, começou o mês de julho com bom desempenho. E fechou em alta de 1,21% aos 96.203 pontos nesta quarta-feira (1).

Outro fator que impulsionou a alta dos índices foram os dados econômicos dos EUA. Em junho foram criadas 2,369 milhões de vagas de trabalho no setor privado. No entanto, o dado foi abaixo das expectativas dos economistas que esperavam a geração de 2,9 milhões de vagas. Já o indicador de maio foi revisado, ficando em um aumento de 3,065 milhões de empregos.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) divulgou também a ata da reunião do 10 de junho. A taxa de juros americana foi mantida entre 0% e 0,25% ao ano. Os membros do comitê ainda avaliam os pros e contras de controlar a curva de juros.

Com todo esse otimismo o dólar virou para queda. O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,318, recuando 2,24%. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,456.

No cenário político, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve reabrir as investigações sobre invasão de um grupo nas redes sociais com mais de 2,7 milhões de pessoas contra Bolsonaro. Caso sejam encontradas provas, Hamilton Mourão e Jair Bolsonaro podem ter os cargos cassados. No entanto, especialistas do mercado não enxergam na crise política uma ameaça de precificação negativa dos ativos.

Entre as ações mais negociadas do dia subiram: os papéis da Petrobras (PETR4), com alta de 0,09%. E as ações da Via Varejo (VVAR3), que avançaram 3,84%. A varejista anunciou ontem à noite que conseguiu alongar R$ 4 bilhões de dívidas, que venceriam nos próximos 60 dias, para um prazo médio de 1,3 ano. A companhia também refinanciou R$ 2,5 bilhões de operações de antecipação de fornecedores que venceriam neste trimestre.

Caíram Itaú Unibanco (ITUB4) e IRB Brasil (IRBR3), que recuaram 1,51% e 7,18%, respectivamente. As ações da resseguradora despencaram após divulgação do balanço do 1º trimestre de 2020 e quando o Credit Suisse cortou a recomendação dos ativos da companhia.

A Vale (VALE3) também teve forte queda, recuando 2,47%. Com a queda do minério de ferro os papéis das siderúrgicas afundaram. A Vale também teve novos problemas com barragens de mineração, que provocaram um deslocamento antecipado de 50 pessoas.

Destaques da Bolsa

Entre as maiores altas do dia, a Cielo (CIEL3) animou os investidores avançando 5,41%. Os papéis da companhia fecharam cotados a R$ 4,87.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) retirou medida a cautelar que impedia o acordo da Cielo para pagamento via Whatsapp. Resta ainda o Banco Central (BC) levantar o bloqueio.

Entre os destaques positivos subiram também: Cyrela (CYRE3), Cosan (CSAN3) e Ecorodovias (ECOR3) que avançaram 7,53%, 5,67% e 5,63%, respectivamente.

O destaque negativo do dia foi do IRB Brasil (IRBR3), que despencou 7,18%. O papel seguiu tendência do mercado após anunciar uma captação bilionária para repor provisões técnicas.

A companhia que foi a pior ação do semestre, com queda acumulada no ano de 71,42%, ainda não consegue se recuperar os problemas de governança que carrega. Recentemente divulgou o balanço do 1º trimestre, com lucro de R$ 13,8 milhões. Mas, um tombo de 92.2%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Saiba mais: As 10 melhores e piores ações do semestre

Indicadores

Nos Estados Unidos, o setor privado criou 2,369 milhões de empregos em junho, número abaixo da previsão de mais 2,5 milhões de vagas. Mas o relatório também revisou para cima o número de maio, revertendo a leitura inicial (corte de 2,76 milhões de vagas) para criação de 3,065 milhões.

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Já os indicadores locais ficam em segundo plano. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) brasileiro, que inclui preços da indústria extrativa e de transformação, registrou alta de 1,22% em maio. Mais cedo, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 14,9 pontos em junho ante maio, para 80,4 pontos, após avanço de 9,8 pontos em maio. Em dois meses de altas consecutivas, o índice recupera 61% das perdas provocadas pela pandemia do novo coronavírus em março e abril, embora ainda se mantenha em patamar historicamente baixo. Já o IPC-S de junho teve alta de 0,36%, a primeira inflação mensal desde março (+0,34%).

Bolsas europeias

As bolsas europeias operam com bastante volatilidade desde a abertura dos negócios desta quarta-feira, à medida que investidores digerem indicadores que mostram a manufatura da região e da China se recuperando do choque do coronavírus e monitoram o disseminação da doença nos EUA.

Desde o fim da noite de ontem, pesquisas da IHS Markit vêm apontando a retomada da manufatura em algumas das maiores economias, o que reforça esperanças de que a recuperação global seja mais rápida do que se imaginava.

No Reino Unido, o PMI industrial melhorou para 50,1 no mês passado, indicando que a manufatura britânica está praticamente estável. Além disso, as vendas no varejo do setor alemão saltaram 13,9% na comparação mensal de maio, após sofrerem tombo de 5,3% em abril.

Ainda que os indicadores tenham dado alguma sustentação aos negócios, as bolsas da Europa oscilaram nas últimas horas e perderam fôlego mais recentemente.

O avanço da covid-19 nos EUA em meio à reabertura econômica continua sendo um grande empecilho para o apetite ao risco. Nos últimos dias, a maior economia do mundo vem registrando mais de 40 mil casos a cada 24 horas. Ontem, o assessor para coronavírus da Casa Branca Anthony Fauci disse que “não ficaria surpreso” se o ritmo de novas infecções saltasse para 100 mil por dia.

Bolsas americanas

As bolsas de Nova York fecharam na maioria em alta nesta quarta-feira, 1º, porém sem sinal único. Notícias de avanços na busca por uma vacina eficiente contra a covid-19 animaram investidores, mas continuou a haver atenção para o risco de novas ondas da doença, prejudicando a retomada econômica. Além disso, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) renovou o compromisso de apoiar o quadro e também mencionou a bonança recente do mercado acionário americano, na ata de sua última reunião.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,30%, em 25.735,45 pontos, o Nasdaq subiu 0,95%, a 10.154,63 pontos, renovando a máxima histórica de fechamento, e o S&P 500 avançou 0,50%, para 3.115,93 pontos.

Com o setor de serviços de comunicação em destaque, o Nasdaq atingiu o recorde de fechamento mesmo em meio a dúvidas sobre a retomada econômica. O índice tem sido apoiado também pela força de ações de tecnologia, com a percepção de que essas empresas podem lidar melhor com as mudanças sociais decorrentes da pandemia, mantendo seus lucros. Hoje, Amazon se destacou com alta de 4,35%, Alphabet subiu 1,69%, Facebook ganhou 4,62% e Microsoft, 0,58%, mas Apple caiu 0,19%.

Notícias de avanços nas pesquisas por duas vacinas para o novo coronavírus, uma que tem a Pfizer entre os responsáveis e outra da Universidade Oxford, ajudaram o humor dos investidores. As notícias de riscos à atividade por uma segunda onda da covid-19, porém, continuaram no radar.

Além disso, o Fed reafirmou que manterá o apoio, no quadro atual, sem pressa alguma de elevar os juros. O NatWest disse que a ata da reunião de 9 e 10 de junho mostrou que os dirigentes do BC americano debateram possíveis instrumentos para avançar nesse apoio, entre eles uma possível diretriz (“forward guidance”) mais estrita para a política monetária.

Já o presidente americano, Donald Trump, prometeu um anúncio em breve sobre salários mínimos, sem detalhar, e se mostrou mais contente com a atuação do banco central americano. Em sua ata, o Fed apontou que os preços das ações têm sido apoiados atualmente pela expectativa de avanços nos lucros da empresas em 2021, pelos juros baixos e pelo “sentimento de risco positivo”.

*Com Estadão Conteúdo

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