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Finanças

Ibovespa fecha em alta de 2,82% com anúncio de reformas ofuscando queda do PIB

O Brasil está em recessão técnica, mas investidores enxergam nas reformas uma luz no fundo do túnel

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InvestNews
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Após fechar agosto em queda, o Ibovespa começou setembro em ritmo de recuperação. Os investidores ficaram animados com anúncio do governo sobre encaminhamento de reformas, entre estas a administrativa. O principal índice da B3 fechou em alta de 2,82% aos 102.167 pontos.

Segundo a Levante Investimentos, o posicionamento do governo sobre a reforma administrativa agradou o mercado e colocou as ações em alta generalizada, com exceção daquelas ajustadas à queda do dólar.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou que deve avaliar com calma a medida do governo para prorrogar o auxílio emergencial, anunciada por Bolsonaro. Maia destacou que o intuito é atender os mais vulneráveis mas sem aumentar a dívida pública brasileira.

Tanto a prorrogação do auxílio emergencial como o anúncio do encaminhamento da reforma administrativa agradaram os investidores, em meio a notícias de recessão econômica. Hoje saiu o PIB brasileiro do segundo trimestre, com queda recorde de 9,7%. Esta é o pior patamar da economia desde a crise de 2009.

No cenário externo o desempenho foi positivo, com a possibilidade de novos estímulos fiscais para a economia americana. Dow Jones e Nasdaq avançaram 0,76% e 1,39%, respectivamente. Enquanto o índice S&P 500 fechou em alta de 0,75%.

Com anúncio de reforma e compromisso fiscal do governo o dólar voltou a cair. O dólar comercial fechou em queda de 1,74% cotado a R$ 5,3850. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,4493.

A promessa do governo de avançar com reformas estruturais e cumprir o teto de gastos ajudou o real a ter o melhor desempenho ante o dólar no mercado internacional, considerando uma cesta de 34 moedas mais líquidas. A divisa americana recuou nos emergentes, em meio a bons indicadores da economia dos Estados Unidos, mas declarações de Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, fizeram investidores desmontar parte de posições defensivas no dólar, mesmo após a queda histórica do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre.

Entre as ações mais negociadas do dia, as commodities tiveram bom desempenho. As ações preferencias da Petrobras (PETR4) avançaram 4,48%. Enquanto os papéis da Vale (VALE3) subiram 3,49%.

Os bancos Bradesco (BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4) fecharam em alta de 3,10% e 3,40%, respectivamente.

Destaques da Bolsa

O destaque positivo do dia foi da Hering (HGTX3) que teve alta de 9,02%. A companhia se beneficiou com uma possível retomada, sinalizada no avanço das reformas. Seguida de Hapvida (HAPV3) que subiu 6,58%. E da Ultrapar (UGPA3) avançando 6,22%.

Entre os destaques negativos os frigoríficos recuaram. As ações da Marfrig (MRFG3) fecharam em queda de 3,37%. Enquanto os papéis da Minerva (BEEF3) e JBS (JBSS3) caíram 1,38% e 0,62%, respectivamente.

Nas maiores quedas do dia também estava o IRB Brasil (IRBR3), com desvalorização de 2,24%. O balanço trimestral da resseguradora, que trouxe prejuízo, não agradou o mercado financeiro.

Ainda no radar corporativo estava a varejista Renner (LREN3) que avançou 4,60%. A companhia teve lucro no segundo trimestre, compensando os efeitos da pandemia de Covid-19, que derrubaram suas vendas.

Cenário doméstico

O PIB do Brasil sofreu uma retração recorde de 9,7% no segundo trimestre de 2020, na comparação com o primeiro trimestre de 2019, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (31).

Foi a maior queda trimestral do PIB desde o início da série histórica do IBGE, em 1996. Até então, a retração mais intensa havia ocorrido no 4º trimestre de 2008, quando a economia encolheu 3,9%.

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Em valores correntes, o PIB (Produto Interno Bruto) somou R$ 1,653 trilhão de abril a junho. No primeiro semestre, a economia do país acumulou queda de 5,9%. Foi a primeira taxa semestral negativa desde 2017, quando o país tentava superar a crise econômica entre 2015 e 2016.

Bolsas americanas

Os mercados acionários de Nova York ganharam mais força à tarde, o que levou os índices S&P 500 e Nasdaq a novos recordes históricos de fechamento. Indicadores econômicos, a possibilidade de mais estímulos fiscais e a força das gigantes dos setores de tecnologia e serviços de comunicação apoiaram o humor.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,76%, em 28.645,66 pontos, o S&P 500 subiu 0,75%, a 3.526,65 pontos, e o Nasdaq avançou 1,39%, a 11.939,67 pontos.

Após uma abertura mista, os índices ganharam fôlego, diante da divulgação do índice de atividade industrial nos EUA medido pelo Instituto para a Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês), que superou a previsão dos analistas em agosto.

No começo da tarde, ações de companhias aéreas ganharam fôlego, após o presidente Donald Trump prometer ajuda ao setor. No fim do dia, American Airlines subiu 0,38% e United Airlines, 0,03%.

Já ações de bancos chegaram a ficar pressionadas, após Lael Brainard, diretora do Federal Reserve (Fed), criticar o pagamento de dividendos, no quadro atual. A ação do Goldman Sachs subiu 0,29%, mas JPMorgan caiu 0,05% e Bank of America teve baixa de 0,12%.

De qualquer modo, o quadro positivo prevaleceu, após também o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, defender mais estímulos fiscais e um acordo bipartidário com essa finalidade.

Além disso, a força das giant techs prosseguiu: Apple subiu 3,98%, Amazon ganhou 1,40%, Netflix teve alta de 5,10% e Alphabet, de 1,57%.

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