A quarta-feira (8) contou com investidores reajustando suas expectativas de juros máximos nos EUA, pressionando os índices norte-americanos que registraram quedas de 0,61% no Dow Jones, 1,11% no S&P 500 e 1,68% do índice Nasdaq.

Entre os fatores que pesaram, o discurso do presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, ao afirmar que os juros devem atingir o patamar de 5% em 2023 e que podem subir ainda mais a depender da atividade econômica e inflação do país.

Outra autoridade monetária que impactou os mercados foi o presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, que apoiou o cenário de uma taxa máxima de 5% a 5,25%, faixa acima do que os mercados esperavam anteriormente e na esteira da admissão por parte do chair do Fed, Jerome Powell, que a luta contra a inflação levará algum tempo.

Mercados hoje

Ibovespa na contra-mão sobe aos 109.951 pontos

O Ibovespa teve uma alta na quarta-feira (8) de 1,97% aos aos 109.951 pontos. Já o dólar caiu 0,06%, negociado a R$ 5,1959 apesar do recuo em Nova York. A alta do índice brasileiro foi liderada pelas ações de bancos após analistas receberem positivamente o resultado do Itaú Unibanco, e diante de algum alívio nas tensões envolvendo o Banco Central e a Presidência.

E hoje foi divulgado pelo IBGE o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, referente ao mês de janeiro com uma alta de 0,53% após a alta de 0,62% de dezembro, O resultado fica abaixo do crescimento de 0,56% projetado pela Anbima e desacelera a alta acumulada em 12 meses de 5,79% para 5,77%.

A maior influência na alta mensal do IPCA foi do grupo de Alimentação e Bebidas com alta de 0,59% e contribuição de 0,13 ponto percentual seguido de Transportes com 0,55% com contribuição de 0,11 ponto percentual no índice.

Outro dado também divulgado pelo IBGE foi o total de vendas no varejo que caíram 2,6% em dezembro, resultado muito abaixo da queda esperada de 0,7% pelo mercado mas conseguem encerrar o ano de 2022 com alta de 1%.