A quinta-feira (9) foi marcada pela queda dos índices globais com investidores ainda se ajustando à projeções de juros mais altos nos EUA mas que ainda não têm causado a redução significativa nos pedidos por seguro desemprego que aumentaram mais do que o esperado na semana passada, mas permaneceram em níveis compatíveis com um mercado de trabalho apertado, impactando negativamente os ativos de risco como bolsas. No fim do pregão, o índice Nasdaq caiu 1,02%, o S&P 500 recuou 0,88% e o Dow Jones fechou em baixa de 0,73%.

Mercados hoje

Clima de aversão ao risco externo e interno dificulta desempenho do Ibovespa

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou ontem (9) com queda de 1,77% aos 108.008 pontos enquanto o dólar subiu 1,59% aos R$ 5,278 com a piora do cenário externo e as críticas de integrantes do atual governo à atuação do Banco Central pela semana.

Entre os destaques corporativos, o resultado do Bradesco do 4T22 apresentou uma queda de 72,4% no lucro líquido contábil na comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme divulgado na quinta-feira (9). O resultado veio abaixo do esperado para o último trimestre – a projeção média de analistas consultados pela Refinitiv era de R$ de 4,4 bilhões e assim como o Itaú, o Bradesco informou que provisionou 100% dos montantes que seriam devidos por “recentes eventos (…) ocorridos no início de 2023”.