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Ofertas de ações estão com tudo. Vale a pena entrar nessa?

Nas próximas semanas, quatro companhias devem estrear suas ações na B3; veja os cuidados antes de comprar estes papéis.

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IPO

Ao que tudo indica, 2020 deve ser um ano movimentado em ofertas de ações na Bolsa brasileira. Nem terminou janeiro e a fila de empresas interessadas em emitir papéis – tanto as já listadas quanto as que querem abrir capital – vem crescendo. 

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Nas próximas semanas, quatro companhias devem estrear suas ações na B3, o chamado IPO (em português, Oferta Pública Inicial de Ações). A construtora Mitre Realty e a empresa de hospedagem de sites Locaweb devem fazer isso já no começo de fevereiro.


Mais para frente, são esperados os IPOs da construtora Moura Dubeux e da empresa de serviços industriais Priner. Sem contar a abertura de capital da Caixa Seguridade, uma das mais aguardadas pelos investidores e que, segundo o banco, está próxima de acontecer.

É um bom começo de ano, se comparado a todas as cinco aberturas de capital na B3 ao longo de 2019: Centauro (CNTO3), Neoenergia (NEOE3), Vivara (VIVA3), BMG (BMGB4) e C&A (CEAB3). Nos últimos anos, uma leva de empresas brasileiras esnobou a B3 e preferiu a bolsa de Nova York. Seguiram esse caminho a Stone (STNE), a PagSeguro (PAGS), a Arco Educação (ARCE), a Afya (AFYA) e a XP (XP). 

Outro mercado bastante aquecido é o de ofertas subsequentes (follow-ons). Nele, empresas que já têm ações na bolsa emitem novos papéis, seja para levantar recursos para seu caixa (oferta primária), seja para vender a fatia de um dos sócios (oferta secundária).

Após o follow-on da Minerva (BEEF3) ter levantado R$ 1,4 bilhão, esta semana saem as ofertas do grupo de educação Ânima (ANIM3) e do grupo Positivo (POSI3). Mas a operação mais aguardada pelo mercado é a venda das ações que o BNDES detém na Petrobras no começo de fevereiro. Estima-se que a oferta vai levantar R$ 23,5 bilhões.

Para 2020, a previsão é de um volume recorde de R$ 120 bilhões em ofertas iniciais e follow-ons, segundo informação do “Estadão”. No ano passado, as emissões alcançaram R$ 90 bilhões, já o maior valor para um ano fechado.

Quando vale entrar em ofertas de ações?

Consultada pelo InvestNews, a economista e especialista em investimentos Glenda Ferreira listou algumas dicas para o investidor que pretende participar de uma oferta de ações. Segundo ela, é preciso primeiro se informar sobre os detalhes da operação e, claro, sobre a empresa que vai emitir as ações. Afinal, a ideia é tornar-se um sócio de parte da companhia.

1 – Se for um follow-on:

Pergunte: para onde vão os recursos? 

  • Se vão para o caixa da empresa (oferta primária), pode significar que a intenção é quitar dívidas ou fazer novos investimentos. “Se é só para pagar dívida, não é bom. Afinal, você quer que a empresa cresça e faça melhorias”, diz Glenda. Se é para investir, é relevante saber que tipos de investimentos são esses e se eles farão a empresa crescer.
  • Se vão para o sócio vendedor (oferta secundária), é importante entender o motivo da saída deste sócio. “Quem sai se a empresa está indo bem?”, afirma ela. Também pode acontecer se o sócio ser o governo, o que pode ser um sinal de que a empresa poderá ser mudar o foco de sua gestão, por exemplo. “O controlador não tem motivo para vender uma empresa que está barata. Se ele conhecer bem a companhia e está lá h[a muitos anos, pode não fazer sentido comprar”, diz Fernando Camargo Luiz, sócio fundador da Trópico Investimentos.

Se for um IPO (oferta inicial):

Pergunte: o preço é justo?

  • Para a empresa que quer abrir seu capital, vale o mesmo questionamento que nos follow-ons, mas com um cuidado ainda maior: o que ela pretende fazer com os recursos? “Investir em IPO nunca foi fácil e nunca vai ser”, diz Fernando Camargo Luiz, sócio fundador da Trópico Investimentos. Segundo ele, o primeiro passo é entender a relação entre o preço e o valor da ação ofertada: saber quanto desse preço considera o crescimento futuro da empresa e quanto a empresa já produz de valor hoje.

Pergunte: como está a empresa?

  • Segundo a economista Glenda, também é fundamental ter um olhar cético e bem criterioso aos números. “Os coordenadores da oferta e a empresa vão querer mostrar suas melhores características ao público e até tentar ocultar uma coisa ou outra que possa não estar em seu melhor momento”, diz. Além disso, é importante saber como os concorrentes dessa empresa estão posicionados no mercado e se o que foi apresentado no prospecto da oferta faz sentido.

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