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Taxas de juros futuras longas caem no Brasil após dados ruins da China

As curtas, por sua vez, mantiveram o viés de baixa durante a maior parte da sessão, mas viraram para o positivo na reta final.

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Dinheiro, Real Moeda brasileira

As taxas dos contratos futuros de juros com prazos mais longos fecharam esta quarta-feira em baixa no Brasil, em reação a dados econômicos divulgados na China e ao recuo das commodities no exterior, que elevaram as preocupações em torno da atividade global.

As taxas curtas, por sua vez, mantiveram o viés de baixa durante a maior parte da sessão, mas viraram para o positivo na reta final, encerrando em leve alta.

Pela manhã, os mercados abriram com os dados do Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da China nas telas, que mostraram queda para 48,8 na indústria em maio, ante 49,2 em abril, além de recuo para 54,5 no setor de serviços em maio, ante 56,4 em abril.

Em paralelo, as cotações do petróleo voltavam a cair nos mercados internacionais, em mais uma indicação de possível fraqueza da atividade econômica.

Investidores também acompanhavam os desdobramentos do acordo para ampliação do teto da dívida norte-americana, que pode ser votado ainda nesta quarta-feira no Congresso dos EUA.

Neste cenário, o viés era de baixa para os rendimentos dos Treasuries e, no Brasil, para as taxas futuras dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).

“O fator do dia é o exterior, onde os yields (rendimentos) estão caindo, o dado da China foi mais fraco e a questão do teto da dívida norte-americana deve se resolver”, pontuou o economista Rafael Pacheco, da Guide Investimentos.

De acordo com o economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, a baixa das taxas também foi justificada pelo movimento das commodities.

“O petróleo está quase na cotação mínima de dezembro de 2021, com um receio em relação à atividade. Então, tem um clima de temor, e isso bate nos juros também”, afirmou.

O viés negativo foi favorecido ainda pelo cenário interno. Pacheco lembra que os dados de inflação mais recentes — o IPCA-15 do IBGE e o IGP-M da FGV — foram favoráveis para a queda dos juros.

No fim da tarde, as taxas curtas reagiram um pouco, mas as longas seguiram em baixa.

A taxa do DI para janeiro de 2024 estava em 13,21%, ante 13,193% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 11,475%, ante 11,443% do ajuste anterior. Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2026 estava em 10,875%, ante 10,876% do ajuste anterior, e a taxa para janeiro de 2027 estava em 10,905%, ante 10,915%.

Perto do fechamento, a curva a termo precificava 10% de chances de o Banco Central reduzir a Selic em 0,25 ponto porcentual no encontro de política monetária de junho e 90% de probabilidade de ele manter a taxa em 13,75% ao ano.

No exterior, os investidores repercutiam ainda os números da pesquisa mensal Jolts, do Departamento do Trabalho dos EUA, que apontaram aumento de 358 mil, para 10,1 milhões até o último dia de abril, das vagas de trabalho em aberto.

Às 16:47 (de Brasília), o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 7,60 pontos-base, a 3,6197%. Entre as commodities, o petróleo Brent recuava US$ 0,83, ou 1,13%, a US$ 72,71 por barril, às 16:47 (de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos caía 1,49 dólar, ou 2,15%, a 67,97 dólares por barril.

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