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3 fatos para hoje: JBS capta US$ 2,5 bi; juros do rotativo e Desenrola

E mais: Priner acerta compra de Semar

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1 – JBS capta US$ 2,5 bi com bonds; operação tem forte demanda, diz fonte

A JBS (JBSS3), maior produtora global de carnes, realizou nesta terça-feira uma emissão de 2,5 bilhões de dólares em títulos de dívida no exterior, informou a companhia em comunicado.

A operação foi marcada por forte demanda de investidores, o que permitiu elevar o total da captação frente ao previsto inicialmente, segundo uma fonte próxima do assunto.

“A carteira de pedidos atingiu quase 8 bilhões de dólares, ou seja, mais de cinco vezes o tamanho do negócio inicial de 1,5 bilhão de dólares…”, disse a fonte, na condição de anonimato.

A operação se deu em duas partes, com oferta de 1,6 bilhão de dólares em títulos com vencimentos em 2034, e de 900 milhões de dólares em títulos que vencem em 2053, disse a JBS, em comunicado.

Logo da JBS em unidade em Jundiaí. REUTERS/Paulo Whitaker/File Photo

A emissão foi feita pela JBS USA, subsidiária da JBS, e outras duas empresas do grupo (JBS USA Lux SA e JBS Luxembourg SARL), segundo a companhia.

Para a tranche de 2034, o cupom ficou em 6,750% ao ano, com rendimento para quem segurar o título até o fim (yield) de 6,768% ao ano, disse a JBS, enquanto para o vencimento em 2053, o cupom é de 7,250% ao ano, com yield de 7,287% ao ano.

Segundo a fonte, a JBS é o único emissor corporativo brasileiro a atingir o prazo de 30 anos nos últimos dois anos.

Os recursos serão utilizados para pagamento de dívidas de curto prazo e outros propósitos corporativos, afirmou a JBS.

Barclays, BB Securities, BBVA, BMO, BofA Securities, Bradesco BBI, BTG Pactual, Citigroup, Mizuho, RBC Capital Markets e Santander são os coordenadores da operação, de acordo com o IFR, serviço da LSEG.

2 – Câmara aprova projeto que limita juros no crédito rotativo e institui Desenrola

A Câmara dos Deputados aprovou na véspera o projeto que institui o programa de renegociação de dívidas de famílias “Desenrola”, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e estabelece limites para a taxas de juros e encargos financeiros cobrados no crédito rotativo dos cartões, na intenção de melhorar o ambiente de crédito no país.

O texto segue agora para o Senado.

Originalmente, o projeto tratava apenas dos juros dos cartões de crédito, mas passou a incorporar o texto de uma medida provisória que estabelecia o Desenrola Brasil — Programa Emergencial de Renegociação de Dívidas de Pessoas Físicas Inadimplentes.

O texto aprovado pelos deputados na terça-feira (5) tem a intenção de incentivar a renegociação de dívidas privadas de pessoas físicas inscritas em cadastros de inadimplentes. A ideia é que o programa possa reduzir o endividamento das famílias e facilitar a retomada do acesso ao mercado de crédito.

A Faixa 1 do programa tem como alvo pessoas físicas inscritas em cadastros de inadimplentes que tenham renda mensal igual ou inferior a 2 salários mínimos ou estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Agentes financeiros que estiverem habilitados no programa poderão solicitar garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para as dívidas da Faixa 1.

A Faixa 2 é destinada ao financiamento de dívidas de devedores com renda mensal igual ou inferior a 20 mil reais, mas não serão contempladas dívidas relativas a crédito rural, às que tenham garantia da União ou de entidade pública, ou que possuam risco de crédito integralmente assumido por agentes financeiros. Também não poderão aderir ao programa devedores com dívidas que tenham qualquer tipo de previsão de aporte de recursos públicos ou qualquer equalização de taxa de juros por parte da União.

Agentes financeiros habilitados para essa faixa poderão apurar crédito presumido.

Cartões

O projeto aborda ainda a exigência para que instituições de crédito adotem medidas para prevenção ao inadimplemento de operações e ao superendividamento de pessoas físicas mediante educação financeira dos seus consumidores.

Emissoras de cartões precisarão submeter à aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN), por meio do Banco Central, limites para as taxas de juros e encargos financeiros cobrados no crédito rotativo e no parcelamento de saldo devedor das faturas de cartões de crédito.

Em entrevista há duas semanas, o relator do projeto, deputado Alencar Santana (PT-SP), destacou que o texto dá 90 dias de prazo a partir da publicação da lei para que esses limites sejam aprovados.

Caso contrário, a regra define que, após esse prazo, o juro máximo do rotativo será equivalente ao valor original da dívida. Uma pendência de 1.000 reais, por exemplo, poderá ter incidência máxima de 1.000 reais de juros. Isso significa que o juro máximo seria de 100%, contra os mais de 400% ao ano cobrados atualmente nessa modalidade.

3 – Priner acerta compra de Semar por R$3,5 mi

A Priner anunciou nesta quarta-feira (6) acordo para comprar a Semar Inspeções por R$ 3,5 milhões, em estratégia da companhia para agrupar empresas de engenharia de integridade e inspeção do país e cerca-se de profissionais altamente especializados.

A Semar foi criada em 2011 atuando em áreas como óleo e gás, geração de energia e construções industriais. Em 2022, a Semar teve receita bruta de 4,6 milhões de reais e 1,2 milhão de lucro operacional e resultado líquido positivo, afirmou a Priner. A Semar possui uma carteira de contratos de 35,6 milhões de reais, “composta por clientes de primeira linha”, informou a Priner.

A aquisição será paga em três parcelas, afirmou a Priner em fato relevante ao mercado.

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