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3 fatos para hoje: limite dos juros do cartão de crédito; indicador de emprego

E mais: em carta ao G20, FSB alerta para risco de juros altos.

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1 – Câmara aprova urgência de proposta que limita juros do cartão de crédito

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de segunda-feira (4) regime de urgência para o projeto de lei que estabelece limites para a taxa de juros cobrada no cartão de crédito, o que significa que a matéria não precisará passar pelas comissões da Casa e deverá ser votada nas próximas sessões em plenário.

De autoria do deputado Elmar Nascimento (União-BA) e relatado pelo deputado Alencar Santana (PT-SP), o projeto prevê prazo de 90 dias para o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixar limites aos juros e encargos cobrados no parcelamento da fatura nas modalidades rotativo e parcelado, segundo a Agência Câmara de Notícias.

O CMN é composto pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto; e pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; e do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

Caso os limites de juros não sejam fixados dentro deste prazo, a o total cobrado de juros e encargos não poderá ser superior ao valor original da dívida.

Alencar Santana incluiu na proposta todo o texto da medida provisória que cria o programa Desenrola, que visa facilitar a negociação de dívidas de até 5 mil reais.

2 – Indicador antecedente de emprego do Brasil tem queda em agosto, diz FGV

O Indicador Antecedente de Emprego do Brasil caiu em agosto pela primeira vez em três meses, o que não afeta uma tendência ainda favorável mas indica cenário com maior oscilação ao longo do segundo semestre deste ano, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, caiu 1,1 ponto em agosto, para 76,9 pontos, devolvendo quase totalmente a alta observada no mês passado, de 1,2 ponto.

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“A queda do IAEmp nesse mês parece confirmar um cenário com maior oscilação para o indicador no segundo semestre do ano. A tendência ainda é favorável, mas o ritmo dessa melhora deve ser mais lento, em linha com as expectativas para o cenário econômico”, disse em nota Rodolpho Tobler, economista da FGV Ibre.

Segundo ele, por mais que aumente a quantidade de notícias favoráveis, como a redução da taxa de juros e o maior controle da inflação, “o impacto no mercado de trabalho não deve ser tão imediato”.

No início do mês passado, o Banco Central finalmente cortou a taxa Selic, depois de ter mantido a política monetária bastante restritiva à atividade por muito tempo, adotando uma redução de 0,50 ponto percentual, a 13,25% ao ano.

Ao mesmo tempo, dados econômicos têm surpreendido positivamente, com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre ficando em 0,9%, bem acima do esperado, embora a expectativa seja de desaceleração ao longo dos próximos meses.

De acordo com Tobler “uma melhora mais expressiva da atividade econômica, especialmente nos setores que mais empregam, é fundamental para recuperação mais consistente do mercado de trabalho”.

3 – Em carta ao G20, FSB alerta para risco de juros altos

O Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês) alerta os líderes dos países que participarão da cúpula do G20, na Índia, que as altas de juros no mundo, juntamente com as perspectivas de abrandamento de crescimento global, poderão prejudicar “a capacidade dos mutuários de servir a dívida global historicamente elevada e criar desafios tanto para os credores bancários como para os não bancários”.

Em carta assinada pelo presidente do FSB, Klaas Knot, em tom similar à missiva enviada em julho para o G20, o conselho também relembra a turbulência do setor bancário ocorrida no início do ano, que foram um “lembrete claro” da velocidade da exposição das vulnerabilidades no contexto atual. Knot destaca que o FSB vem abordando as vulnerabilidade financeiras e buscando aumentar a resiliência do sistema financeiro às mudanças estruturais.

“Haverá certamente mais desafios e choques que o sistema financeiro global enfrentará nos próximos meses e anos. Mas é possível, através de uma ação política concertada por parte das autoridades, que o sistema financeiro absorva, em vez de amplificar, estes choques”, avalia Knot.

Ainda, Knot aponta que o sistema financeiro global segue evoluindo em resposta a duas tendências: digitalização e as mudanças climáticas, de forma que o FSB está coordenando o trabalho para abordar como essas questões afetam o sistema financeiro. “Um exemplo notável de digitalização acelerada foi o surgimento de criptoativos, incluindo as chamadas stablecoins. Uma série de incidentes ocorridos no ano passado realçaram as vulnerabilidades no ecossistema dos criptoativos, o que justifica uma monitorização atenta, dadas as ligações crescentes com o sistema financeiro tradicional”.

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