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3 fatos para hoje: Lula se reúne com presidente do BC; indústria e Casas Bahia

Vice-presidente comercial e de operações das Casas Bahia renuncia.

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Lula se reúne com Campos Neto hoje, no primeiro encontro oficial entre os 2 desde a posse

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, terão nesta quarta-feira (27), o primeiro encontro desde a posse do petista, em 1º de janeiro. Nestes 269 dias, Campos Neto foi por algumas vezes alvo da retórica do presidente contra a manutenção dos juros em nível alto. O líder do Executivo chegou a chamar o chefe da autoridade monetária de “este cidadão”, “tinhoso” e “teimoso”.

Por muitas vezes, coube ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o papel de “bombeiro”.

Haddad, aliás, também estará na reunião no Palácio do Planalto, às 17h30, de Brasília.

O encontro vem em um momento em que uma parcela dos aliados de Lula reduziu o tom das críticas a Campos Neto e ao BC, justamente por causa do início do ciclo de redução da Selic.

Mas nomes influentes no entorno de Lula, como a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), seguem com falas duras. Na semana passada, após o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir unanimemente pela queda dos juros básicos em 0,50 ponto porcentual, a 12,75%, a parlamentar reclamou de um processo de baixa feito “a conta-gotas”.

De todo modo, como apurou a CNN Brasil, a reunião desta quarta-feira representará ao menos um gesto de aproximação entre os presidentes da República e do BC, que solicitou ao Executivo a audiência.

No entorno de Lula, segundo a emissora, o encontro está sendo visto como um modo de selar uma convivência mais adequada entre eles, ainda que sem uma pacificação definitiva.

Fábrica de veículos em Iracemápolis, SP 27/04/2023 REUTERS/Carla Carniel

Confiança da indústria do Brasil cai em setembro a mínima desde meados de 2020

A confiança da indústria do Brasil teve uma queda muito tímida em setembro, mas que a deixou no patamar mais baixo desde meados de 2020, em meio a obstáculos como o nível ainda elevado dos juros e o forte endividamento das famílias.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), divulgado nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) cedeu 0,4 ponto em setembro, para 91,0 pontos, no terceiro mês de baixa e atingindo o pior patamar desde julho de 2020 (89,8).

“A elevada taxa de juros, forte endividamento nas famílias, alto nível de estoques dada a redução da demanda interna principalmente nos segmentos produtores de bens de consumo vêm limitando o crescimento do setor”, explicou em nota Stéfano Pacini, economista da FGV Ibre.

A taxa Selic está atualmente em 12,75%, após dois cortes consecutivos de 0,50 ponto percentual que se seguiram a meses de juros no nível elevado de 13,75%. Por mais que o Banco Central tenha iniciado um processo de afrouxamento monetário, os custos dos empréstimos seguirão em patamar restritivo –que pesa sobre o crescimento econômico– por algum tempo, avaliam economistas.

“Apesar de uma melhora da percepção dos empresários com relação à situação atual, influenciada pela demanda externa de setores relacionados à produção de bens intermediários, isso ainda é insuficiente para que a confiança melhore no curto prazo”, avaliou Pacini.

Neste mês, o Índice Situação Atual (ISA) –que mede a percepção dos empresários sobre o momento presente da indústria– subiu 1,2 ponto, para 89,7 pontos, mas o Índice de Expectativas (IE) recuou 2,0 pontos, a 92,4 pontos, pior resultado desde fevereiro (91,4).

  • Confira a as ações da Via Varejo (VIIA3)
Casas Bahia

Vice comercial e de operações da Casas Bahia renuncia

O Grupo Casas Bahia (BHIA3) anunciou no final da noite de terça-feira que seu vice-presidente comercial e de operações, Abel Vieira, apresentou pedido de renúncia, segundo comunicado ao mercado.

O executivo, que estava como diretor na companhia há quatro anos, havia sido eleito para o posto no início de maio deste ano.

A empresa não informou quem vai substituir Vieira.

*Com Estadão Conteúdo e Reuters.

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