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Dívida no cartão de crédito? 5 passos para fazer dele um aliado

O dinheiro de plástico é um meio de pagamento, mas a maioria dos brasileiros já enxergou como extensão do salário.

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em

por

Katherine Rivas
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Um dos principais motivos de inadimplência dos brasileiros sempre foi o cartão de crédito, mas a pandemia está propiciando uma mudança de hábitos: a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) registrou pela primeira vez uma queda no número de famílias endividadas em setembro.

Após ter atingido o recorde de endividamento em agosto, chegando a 69,5%, a proporção de famílias endividadas caiu para 67,2% em setembro. Neste grupo, se encontram famílias com até dez salários mínimos de renda mensal.

Quem ganha mais se endividou mais. Segundo o estudo, famílias com renda superior a dez salários mínimos aumentaram suas dívidas, de 57,8% de lares endividados em agosto, o número foi para 59% em setembro. Deste total, algumas famílias apontaram que não terão condições de solucionar as dívidas em atraso, são os inadimplentes, que representam 12% no mês passado.

Entre os principais motivos estão: cartão de credito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal ou prestação de carro e casa.

Segundo a educadora financeira Cintia Senna, muitas pessoas se endividam com o cartão de crédito porque utilizam ele como uma extensão do salário. Ela aponta que o primeiro passo para transformar o cartão em um aliado é reconhecer sua verdadeira função: ser um meio de pagamento.

Conhecido como vilão entre os brasileiros, o cartão de crédito pode ser também um aliado do seu bolso. Por este motivo, reunimos algumas dicas da especialista para fazer do cartão seu melhor amigo na jornada de independência financeira. Veja a seguir:

1 – Cartão é meio de pagamento

Muitas pessoas enxergam o cartão como extensão do próprio salário, o que é o ponto de partida para gerar problemas. Afinal, se você ganha R$ 1.000 e gasta R$ 2.000 mensalmente no cartão, como vai conseguir pagar de forma saudável?

Por este motivo, Cintia aconselha sempre identificar seus ganhos reais no mês (já inclusos os descontos) e também suas contas a pagar. Após isso, estabeleça limites de quanto pode realmente gastar no cartão de crédito, considerando que tem esse recurso.

Conhecendo seu custo de vida mensal, você pode estabelecer metas realistas para seus gastos com cartão. “Muitas pessoas gastam e só descobrem que não podem pagar quando chega a fatura”, explica.

Usando o cartão de crédito como um meio de pagamento, é perfeitamente possível você acumular gastos de supermercado, açougue, pedágio e outros, desde que programe os pagamentos das faturas com o seu salário ou ingressos.

2 – Tenha no máximo 2 cartões

Se você é daqueles que adoram ostentar os cartões de crédito, cuidado. Você pode se atrapalhar com o fluxo de pagamentos.

Para a educadora financeira, a melhor saída é concentrar seus gastos em no máximo dois cartões de crédito. A ideia é que estes acompanhem seus ingressos. Por exemplo, se você tem duas rendas entrando no mês, o vencimento de cada cartão pode acompanhar estas datas.

Concentrar seus gastos em poucos cartões pode ajudar também a usufruir dos benefícios, acumulando pontos e trocando estes por milhas.

3 – Nunca parcele a fatura

Quando se trata de faturas, Cintia Senna aponta que o pior erro financeiro é entrar no rotativo e acabar parcelando o saldo devedor. “A melhor alternativa é sempre pagar a fatura à vista”, defende. Então a regra é clara: nunca parcele faturas.

Contudo, o parcelamento pode ser uma estratégia efetiva na hora de fazer as compras, desde que não tenha juros acrescidos e você tenha o recurso em mãos. Assim será possível ter dinheiro em caixa.

Um exemplo seria: Suponhamos que uma passagem aérea custa R$ 600 e você tem esse recurso no momento. Se houver a opção de pagar em 6 parcelas de R$ 100 sem juros, vale a pena o parcelamento. Porque você pode usar os R$ 500 restantes para investir e ganhar com o retorno.

Cintia adverte que este alternativa só é útil quando as parcelas não têm juros e quando você tem o recurso em mãos ou a garantia do ingresso.

4 – Conheça as tarifas e benefícios

Outro fator importante é conhecer os custos do seu cartão, especialmente a anuidade. Cintia recomenda sempre que possível tentar negociar a isenção desta.

É importante também ficar de olho no IOF (Imposto sobre operações financeiras) que chega na fatura, assim como o valor do câmbio quando se compra produtos em outra moeda. Além de ter cuidado com os gastos invisíveis. “Tem pessoas que acabam pagando um seguro do cartão de crédito e nem sabem. Isso é uma venda caçada”, explica.

Além de olhar as tarifas cobradas pelo cartão, é interessante também pesquisar os benefícios oferecidos. Entre estes os programas de pontos, parcerias ou até milhagem em companhias. Muitos cartões oferecem programas de fidelidade em companhias aéreas, combustível, que podem beneficiar o nosso orçamento. O acumulo destes pode até auxiliar na hora de abater um gasto.

Veja também:

5 – Sempre tenha uma reserva de emergência

Provavelmente você já ouviu o clichê “ter cartão de crédito pode te salvar de alguma emergência”. O que é verdade, mas o conceito não necessariamente é o correto.

Cintia aconselha a criar uma reserva de emergência para estes propósitos. Um recurso que pode ser investido em alguma aplicação para eventualidades ou oportunidades.

Se você não conta com uma reserva, avalie se de fato a situação é uma emergência. E caso precise usar o cartão, faça a seguinte analise: “Tenho o valor para pagar este compromisso quando a fatura chegar?”.

Ela aponta que muitas vezes as pessoas usam o cartão de crédito para alguma emergência mas sem ter o recurso para pagar a fatura. Ou pior ainda pagam tudo em uma única vez. “Se der para parcelar o gasto da emergência é bom porque auxilia na organização de conseguir este recurso”, reforça.

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