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Eletrobras propõe aumento total de 130% na remuneração de conselheiros

O montante representa uma cifra de R$ 35,9 milhões e corresponde ao pagamento de abril deste ano até março de 2023.

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Torres de alta tensão de eletricidade vista durante pôr do sol em Brasília. 29/08/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino

A companhia de energia elétrica Eletrobras (ELET3 -ELET6) comunicou uma proposta de reajuste na remuneração dos conselhos fiscal e de administração, comitês estatuários e de assessoramento ao conselho além da diretoria. O montante representa uma cifra de R$ 35,9 milhões e corresponde ao pagamento de abril deste ano até março de 2023. A justificativa para o aumento de 130% é devido a falta de reajuste desde 2015. Até então, a soma das remunerações é de R$ 15,4 milhões.

A proposta será votada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) convocada para o dia 22 de dezembro deste ano.

A companhia ressalta em documento que contratou um estudo feito pela consultoria Korn Ferry sobre estratégias de remuneração para atração, retenção e desenvolvimento de talentos, bem como o alinhamento de interesses de seus executivos.

Foi destacado que é urgente a mudança da atual estrutura remuneratória dos seus administradores sendo inclusive impossível aguardar a assembleia geral de 2023, já que isso acarretaria “em graves prejuízos associados à perda de talentos, à incapacidade de atração de novos profissionais e a potenciais atrasos ou não realização dos projetos e iniciativas associados às alavancas de valor da desestatização”.

Atualmente, o presidente Wilson Ferreira Júnior recebe um salário de R$ 52,355 mil. Se aprovado o reajuste em assembléia, ele passará a receber R$ 300 mil mensais. Já os vice presidentes passariam dos atuais R$ 49.862 mensais para uma remuneração mensal média de R$ 110 mil.

Pelo menos 10 membros da administração da companhia terão reajustes na remuneração.

Privatização

Eletrobras arrecadou mais de R$ 33 bilhões no seu processo de privatização realizado em junho deste ano. Em sua oferta primária, a estatal ofertou mais de 627 milhões de ações.

Com forte demanda pelos papéis, a operação da elétrica brasileira na bolsa configurou-se como a segunda maior do mundo este ano, e a maior oferta de ações em 12 anos no Brasil, desde a capitalização da Petrobras (PETR3PETR4) em 2010.

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