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Entrevista de emprego online veio para ficar, diz estudo; veja como se preparar

Confira as principais dicas para se dar bem no recrutamento virtual e saiba quais erros evitar.

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Candidata em entrevista de emprego online

Com a retomada gradual de uma força de trabalho híbrida nas empresas, composta por funcionários presenciais e remotos, o processo de contratação que combina elementos virtuais e presenciais será o padrão. É o que mostra o levantamento “O futuro do recrutamento: América Latina”, produzido pelo LinkedIn. Dentro deste cenário, especialistas ouvidos pelo InvestNews também apontam que a tendência veio para ficar, que surgiram desafios tanto para recrutadores quanto para candidatos, mas o que continua contando é o preparo profissional.

Em um momento com mais de 14 milhões de brasileiros desempregados, ser chamado para uma entrevista de emprego e escolhido em meio a tantos candidatos ficou desafiador. E em meio a um cenário de mudanças no mercado de trabalho por causa da pandemia, candidatos e empresas tiveram que se reinventar e enfrentar mais um desafio: processos seletivos online.

O  headhunter Alex Brunello explica que o recrutamento online acontecia muito mais para agendar uma entrevista presencial. Agora, com a pandemia, as empresas precisaram se adaptar e fazer as entrevistas de emprego online, o que, na avaliação dele, facilitou muito o processo e evitou possíveis atrasos que ocorriam nas entrevistas presenciais, como o trânsito por exemplo. 

“Mesmo após a pandemia desaparecer, o recrutamento online permanecerá, pois é muito mais rápido e prático. No final, empresa e profissional ganham. É uma tendência que veio para ficar, mas acredito que, após a primeira conversa via vídeo, muitas empresas vão querer conhecer o candidato pessoalmente antes de decidir contratá-lo”, afirma.

O consultor especialista em carreira Ronaldo Cerqueira diz que a pandemia ratificou o que já existia de processos de recrutamento online que já estava em andamento em muitas empresas. “É uma tendência, é mais viável, e para candidato há pontos muito mais positivos do que negativos nesta nova configuração”, avalia.

Desafios para as empresas

O levantamento do LinkedIn aponta que as empresas enfrentam dois desafios com os processos de forma digital. No primeiro, é preciso refinar os processos virtuais e procurar maneiras de adicionar a eles o fator humano. No segundo, é necessário definir quando utilizar uma abordagem presencial ou virtual, entendendo como otimizar a experiência do candidato nas visitas presenciais e aproveitando ao máximo a eficiência do ambiente virtual.

Brunello aponta que o desafiador para as empresas que fazem recrutamento online é não conseguir identificar o perfil comportamental do candidato. “No recrutamento online, o profissional fica mais à vontade e consegue disfarçar seu nervosismo ou insegurança em determinadas questões importantes relacionadas ao escopo da vaga”, diz.

O headhunter lembra também que, quando se trata de preencher longos formulários, muitos candidatos desistem da vaga ou se irritam com a empresa. Segundo ele, quem procura emprego quer agilidade, quer conversar, esclarecer as dúvidas e dizer se gostou da oportunidade. Por isso, ter um SAC nestas horas ou ter menos burocracias ajuda.

Brunello ainda diz que a dificuldade em encontrar profissionais para uma vaga sempre vai ser sempre a mesma, seja online ou não. E que o problema do virtual é que, na maioria das vezes, os profissionais se candidatam sem ao menos preencher 50% dos requisitos solicitados. “Muitos fazem leilão do seu currículo, disparando para qualquer vaga. Isso acaba tomando mais tempo do recrutador que precisa abrir todos os e-mails recebidos e filtrar quem tem o perfil adequado”, lembra.

Já como pontos positivos do recrutamento de forma online, o headhunter destaca a agilidade do processo, pois a entrevista de emprego online permite entrevistar mais candidatos do que no formato presencial, além da possibilidade de colocar mais profissionais da empresa contratante na entrevista.

“Acredito que seja um facilitador, mas que não pode ficar apenas em formulários ou testes prontos. Apesar de ajudar no início do processo seletivo, é sempre válido ter uma conversa via telefone ou vídeo com os candidatos selecionados. É nesse papo que é possível esclarecer mais informações sobre a vaga e entender melhor o perfil do profissional para identificar se ele se encaixa realmente na oportunidade anunciada”, ressalta Brunello.

Desafios para os candidatos

Antes da mudança de muitos profissionais para o trabalho em casa, algumas empresas já realizavam parte de processos seletivos de forma online, mas ainda era uma realidade pouco explorada. A chegada da pandemia e a necessidade de isolamento e distanciamento social fizeram com que empresas e candidatos tivessem que se adaptar a este novo formato.

Segundo Cerqueira, os processos online acabam sendo positivos para o candidato, pois ele não precisa perder parte do tempo com deslocamento e correr risco de atrasos.

O especialista em carreira lembra que processos de recrutamento de forma virtual exigem uma certa estrutura que nem todo candidato tem, como, por exemplo, internet de boa qualidade e um ambiente silencioso em casa. Mas ele destaca, no entanto, que muitos  candidatos acabam dando grande importância para isso sendo que, segundo Cerqueira, a preocupação precisa ser com a qualificação e não com a estrutura em que o processo é aplicado.

“O que mais conta, e vai continuar contando, é o preparo do profissional para a vaga. Este peso é muito maior do que a infraestrutura de como o processo é aplicado. O maior desafio para o candidato não é a questão técnica, mas, sim, entender o que o mercado espera dele. Sendo digital ou presencial, é apenas a modalidade do processo, mas ele em si continua sendo o mesmo”, destaca.

Entrevista de emprego online: como se preparar

Participar de entrevistas de emprego online requer não só o preparo pessoal mas, também, alguns cuidados básicos. Os especialistas ouvidos pelo InvestNews destacam alguns deles. Confira:

  • Tenha uma boa conexão de internet ;
  • Escolha um lugar mais silencioso e reservado para conversar com o recrutador;
  • Tenha comprometimento e profissionalismo;
  • Tente ouvir antes de começar a falar;
  • Procure montar uma lista de perguntas para o recrutador antes de iniciar a entrevista;
  • Use roupas adequadas, mesmo estando em casa;
  • Evite acender um cigarro ou consumir qualquer tipo de bebida alcoólica;
  • Desligue o celular para ele não tocar durante a conversa;
  • Haja com naturalidade e simplicidade;
  • Caso a pessoa tenha ansiedade, se prepare antes, gravando vídeos próprios para se familiarizar com a ferramenta e melhorar sua desenvoltura.

Para o candidato que tiver dificuldades de estrutura, como com a conexão ou o ambiente não estar adequado, Cerqueira diz que isso não, necessariamente, é um problema que pode impactar o resultado final do processo. Ele recomenda que, nestes casos, o candidato avise previamente os recrutadores e a empresa, já que tratam-se de situações compreensíveis.

Ele ainda lembra outros três pontos que considera importante o candidato ter:

  • Autoconhecimento: conhecer a si, suas competência, qualificações, virtudes e pontos a melhorar permite que o candidato consiga identificar e verificar se a vaga faz sentido ou não para ele.
  • Conhecimento da empresa: o candidato precisa conhecer sobre como a empresa ganha dinheiro, o momento mercadológico dela, o que a companhia enxerga para o futuro, missão, valores e segmento de atuação, por exemplo.
  • Entendimento do mercado: é importante entender o cenário mais amplo de atuação da empresa e como ela está inserida nele.

“Com estes três pontos avaliados, o candidato tem mais facilidade de observar se consegue se identificar com o que é exigido. Isso diminui chances de escolher vaga de forma errada, no achismo, gerando danos não só pra empresa que contratar, mas, também, para o candidato”, diz Cerqueira.

5 erros mais comuns em processos seletivos digitais

Segundo o empregos.com.br, portal de vagas de empregos no Brasil, muitos candidatos são desclassificados no processo seletivo digital exatamente por não saberem como se comportar e acabam cometendo alguns descuidos durante o recrutamento.

“É perceptível que se trata de uma dificuldade de adaptação, pois sempre nos ensinaram sobre comportamento em uma entrevista presencial, mas pouco se sabe sobre processos digitais. É um desafio tanto para quem recruta como para quem está em busca de um emprego, pois agora todos os detalhes estão sendo observados desde o primeiro contato”, afirma Leonardo Casartelli, diretor de marketing da empregos.com.br.

Para evitar cometer falhas recorrentes, confira os 5 erros mais comuns cometidos por candidatos, segundo o site:

  •  Foto inapropriada no WhatsApp: o candidato deve estar ciente de que ao colocar como contato para a empresa seu número de WhatsApp, ela pode contatá-lo por lá. Desta forma, é importante escolher bem a foto do perfil, para que não haja constrangimentos e confusões. Busque usar fotos suas, evitando usar imagens de personagens ou fotos de outras pessoas. É importante que o recrutador consiga te identificar, por isso, escolha fotos de rosto, menos produzidas e com pouca edição.
  • Não atender ao telefone: muitas empresas acabam tendo dificuldade de entrar em contato com o candidato após receberem sua inscrição no processo seletivo da vaga. Assim, após se candidatar a uma vaga, fique atento ao celular, atenda todas as chamadas que não estão identificadas, pois uma delas pode ser a empresa buscando entrar em contato com você.
  • Postura inadequada: por conta do processo ser de forma digital, alguns candidatos sentem maior liberdade em relação à sua conduta. Independentemente da forma do processo, presencial ou online, o profissional deve se portar de maneira respeitosa e apresentar um comportamento adequado à situação.
  • Uso indevido de emojis: usar emojis inapropriados, ou de forma exagerada, pode prejudicar sua imagem profissional perante a empresa. O uso junto ao nome de contato pode te infantilizar ou demonstrar falta de seriedade com o processo.
  •  Não prestar atenção aos requisitos da vaga: para o recrutador é importante que o candidato atenda todos os requisitos pedidos para a vaga ou, pelo menos, a maioria deles. Afinal, caso o candidato não tenha o perfil, não será escolhido. Desta forma, é importante saber tudo o que é requisitado antes de se inscrever.

Potencial profissional e competências

O levantamento do LinkedIn apontou ainda que a mobilidade interna de funcionários em uma empresa se tornará indispensável e que os recrutadores terão o desafio de evoluir um modelo que era usado apenas em ocasiões pontuais ou pelos gestores de contratações.

O estudo mostrou também que, devido ao cenário atual de mudanças, as empresas se afastarão de cargos estáticos em departamentos isolados e ampliarão o trabalho multifuncional com base em projetos, onde existe a possibilidade de alocar funcionários de acordo com as necessidades do negócio.

“Isso mudará a maneira como os recrutadores avaliam os candidatos e os contratam. O potencial dos profissionais e as competências que podem adquirir substituirão a formação e a capacidade técnica para realizar tarefas específicas”, diz o relatório.

O  especialista em gestão de carreira Ronaldo Cerqueira explica que a exigência e a qualidade profissional é o que tem mudado, até mesmo com o processo presencial, e que não é o processo que gera mudanças, mas mudanças de mercado que geram exigências de novas competências no candidato.

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