O alívio foi puxado pelo balanço da Nvidia, que ajudou a dissipar – ao menos parcialmente – os receios de uma bolha em inteligência artificial e de um esfriamento mais brusco nas ações de tecnologia. A empresa reportou lucro de US$ 43 bilhões e trouxe projeções fortes de vendas, reacendendo o apetite por risco.
Por sua natureza, o mercado cripto costuma caminhar junto com o setor de tecnologia. Nas últimas semanas, em meio à venda pesada de ações de empresas americanas do segmento, os ativos digitais também recuaram. Agora, com o respiro em tech, vieram as compras táticas em cripto.
O movimento também se refletiu no fluxo institucional. Os ETFs à vista de bitcoin listados nos Estados Unidos registraram cerca de US$ 506 milhões em entradas líquidas na quarta-feira (25), segundo dados da plataforma SoSoValue – sinal de que parte do apetite por risco voltou.
Apesar do alívio, analistas ainda veem o mercado em terreno sensível. A ausência de um catalisador próprio mais robusto para o setor e o ambiente macro e político ainda carregado tendem a limitar uma alta mais consistente no curto prazo.
“O bitcoin tende a oscilar em consolidação entre os níveis atuais, com menor probabilidade de grandes quebras até que surjam eventos macro mais definidos ou dados diretos do setor cripto”, disse André Franco, CEO da Boost Research.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h30.
Bitcoin (BTC): +4,07%, US$ 68.093,01
Ethereum (ETH): +7,12%, US$ 2.066,39
XRP (XRP): +4,02%, US$ 1,43
BNB (BNB): +2,96%, US$ 624,90
Solana (SOL): +5,01%, US$ 87,22
Outros destaques do mercado cripto
Stablecoin de real ganha nova rede. A stablecoin BBRL, pareada ao real, passou a operar também na blockchain Polygon, uma das maiores do mercado. O Grupo Braza, emissor do token, diz que a ideia é ampliar o acesso ao ativo digital para novos públicos mundo afora. Na prática, a expansão abre caminho para pagamentos digitais, transferências internacionais e liquidações comerciais com o real tokenizado.
R$ 100 milhões para comprar bitcoin. A OranjeBTC, maior tesouraria cripto do Brasil, quer levantar R$ 100 milhões, segundo o pessoal do Money Times. O objetivo da empresa é usar a grana para comprar mais bitcoin – e seguir recomprando as próprias ações. O credor, segundo o CEO, deve ser brasileiro. Hoje, a empresa tem 3.722 unidades de BTC em caixa, cerca de US$ 253 milhões (R$ 1,2 bilhão), o que a coloca como a 26ª maior bitcoin treasury company do mundo
Punição mais dura para crimes com cripto. A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) protocolou um projeto de lei para endurecer as punições a quem usa ativos digitais em atividades ilícitas, como lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo a parlamentar, a criminalidade econômica passou por uma “mutação drástica” na última década, migrando para o ambiente digital – e, por isso, a legislação precisa acompanhar essa transformação.
US$ 2 trilhões em stablecoins. Apesar do recuo recente do mercado, o pessoal do Standard Chartered continua otimista com o setor de stablecoins. O banco projeta que esses ativos podem alcançar US$ 2 trilhões em valor de mercado até 2028. Se a previsão se confirmar, isso representaria um salto de aproximadamente 535% em relação ao patamar atual. Muita coisa, né? Parte dessa expansão, segundo o banco, pode ser impulsionada pelo Genius Act, lei dos EUA aprovada no ano passado que estabeleceu um conjunto de normas para o setor.
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