“O movimento reflete a retirada de parte do prêmio de risco geopolítico que vinha pressionando os preços”, escreveu Jasper de Maere, estrategista de mesa e trader OTC da Wintermute, em relatório desta semana.
Por volta das 9h15, o bitcoin era negociado na faixa dos US$ 71 mil, com valorização de 0,78% nas últimas 24 horas. No acumulado da semana, no entanto, a criptomoeda ainda registra queda de cerca de 4%.
Entre as principais altcoins – termo usado para criptos que não o BTC – o desempenho é misto. O ethereum (ETH) recuava 0,27%, para US$ 2.173,22, enquanto a solana (SOL) avançava 2,22%, negociada a US$ 91,34.
A dinâmica geopolítica no Oriente Médio, segundo analistas, deve continuar ditando o ritmo dos mercados – não só de cripto, mas também dos ativos tradicionais – ao lado de fatores como inflação e juros nos Estados Unidos.
Uma eventual normalização, ainda que parcial, do fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz tende a aliviar as pressões inflacionárias, alegam. Com isso, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) ganharia mais margem para considerar cortes de juros – cenário que costuma favorecer ativos de risco, como as criptomoedas.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h15.
Bitcoin (BTC): +0,78%, US$ 71.280,62
Ethereum (ETH): -0,27%, US$ 2.173,22
XRP (XRP): -0,06%, US$ 1,42
BNB (BNB): -0,66%, US$ 639,70
Solana (SOL): +2,22%, US$ 91,34
Outros destaques do mercado cripto
Brasileiros injetam US$ 1,3 mi em fundos cripto. Os investidores brazucas colocaram US$ 1,3 milhão (cerca de R$ 6,8 milhões) em fundos de criptomoedas na última semana. No acumulado de março, a entrada nesses produtos já chega a US$ 5,7 milhões (quase R$ 30 milhões). O movimento local acompanhou o ritmo global. No mundo todo, os fundos cripto captaram US$ 230 milhões (R$ 1,2 bilhão) só na última semana e US$ 1,9 bilhão (R$ 9,9 bilhões) nos últimos 30 dias.
Brasil vira vitrine cripto. O mercado internacional de cripto está cada vez mais atento ao Brasil – e isso ficou mais claro recentemente. A Crypto Finance, braço de ativos digitais da Deutsche Börse, desembarcou no país neste ano após demanda direta de clientes – não só pelo mercado local, mas também como porta de entrada para a América Latina. Na visão do CEO, Stijn Vander Straeten, o ambiente brasileiro já figura entre os mais avançados do setor, tanto em adoção quanto em desenvolvimento de infraestrutura.
R$ 8,5 bi em stablecoins no mês. Março ainda não acabou, mas os brasileiros já movimentaram cerca de R$ 8,5 bilhões em stablecoins atreladas ao dólar. A USDT segue absoluta: responde por R$ 7,8 bilhões desse total. Na sequência aparece a USDC, com R$ 751 milhões negociados no período. Os números reforçam a preferência local por ativos dolarizados dentro do universo cripto. O volume de bitcoin (BTC), para efeito de comparação, foi de R$ 3,32 bilhões.
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