A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 continua acelerada nesta semana. Na terça-feira (12), os olhares do mercado vão se voltar para a divulgação da Petrobras.

Além da gigante do petróleo, a temporada segue com os resultados de JBS, Braskem, MBRF e Natura.

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A semana conta ainda com divulgações de:

Veja a seguir o que esperar das divulgações de Natura, Petrobras, JBS, Braskem, Banco do Brasil e MBRF.

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Segunda-feira (11 de maio)

Natura (NATU3)

Após um intenso processo de simplificação organizacional, redução do endividamento e venda das marcas internacionais, a Natura foca agora na integração total das marcas Natura e Avon na América Latina. Analistas apontam que a empresa está no caminho certo para recuperar margens operacionais, beneficiando-se de uma estrutura de custos mais enxuta e de uma estratégia de vendas diretas mais digitalizada.

O cenário de consumo, porém, ainda sopra ventos contrários. O desafio da companhia é reativar o crescimento de receita em mercados maduros enquanto lida com o alto nível de endividamento das famílias no Brasil e um cenário de juros ainda elevados.

Terça-feira (12 de maio)

Petrobras (PETR4)

A estatal enfrenta o desafio de equilibrar a forte geração de caixa de suas operações de pré-sal com as novas diretrizes de investimento em energia limpa. Analistas destacam que a Petrobras mantém um custo de extração extremamente competitivo, o que garante a continuidade da tese de dividendos, especialmente com o barril do Brent acima dos US$ 100 desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro.

O mercado permanece atento à execução do Plano Estratégico e à política de preços de combustíveis. Há uma expectativa de que a companhia mantenha sua disciplina de capital, mas muitos investidores ainda mantêm o temor de intervenções na alocação de recursos para projetos de menor retorno e a possibilidade de a companhia segurar os preços de combustíveis, que têm escalado devido ao conflito, em meio ao ano eleitoral.

JBS (JBSS32)

O primeiro trimestre de 2026 da JBS deve representar o piso dos resultados da companhia neste ano, com margens mais comprimidas em todas as unidades de negócio. A disponibilidade de gado nos EUA, onde a JBS gera mais da metade dos resultados, deve continuar diminuindo ao longo de 2026 e reduzindo a margem dos negócios com proteína bovina, no cenário mais desafiador para a companhia.

 A operação da divisão USA Beef deve registrar a menor margem Ebitda da história para um primeiro trimestre. Para a segunda metade do ano, a potencial inclusão da JBS em índices americanos pode trazer um impulso para a cotação.

Quarta-feira (13 de maio)

Braskem (BRKM5)

Os números da Braskem no primeiro trimestre devem refletir um ciclo global de petroquímicos ainda desafiador, com excesso de oferta em mercados-chave. Mas os investidores estarão atentos mesmo aos próximos passos da reestruturação societária que teve um desfecho no fim de abril.

Petrobras assinou em 23 de abril um novo acordo de acionistas da Braskem com o Shine I FIP, fundo da IG4 Capital, formalizando a transição de controle da maior petroquímica da América Latina após anos de incerteza. No novo desenho a petroleira vai assumir o controle da petroquímica ao lado da gestora IG4, que vai assumir o lugar da Novonor (ex-Odebrecht).

Banco do Brasil (BBAS3)

A presidente do banco, Tarciana Medeiros, reconheceu que o Banco do Brasil enfrentou o ano mais desafiador de sua história em 2025, quando viu seu lucro diminuir 45,4%, em meio à alta da inadimplência e das provisões do agronegócio. Mas o primeiro trimestre deve trazer notícias melhores, com recuperação gradual da carteira de crédito agro .

Após o “fundo do poço” em 2025, os contratos mais problemáticos da safra anterior estão sendo gradualmente renegociados ou encerrados, e a nova política de risco implementada pela gestão reduziu a exposição a operações de maior risco.

Quinta-feira (14 de maio)

MBRF (MBRF3)

Assim no para a rival JBS, a gigante fruto da fusão entre Marfrig e BRF tem sido afetada pelo ciclo bovino nos EUA, que elevou o custo da carne, comprimindo margens mesmo em ambiente de demanda mantida. Ainda assim, a companhia avaliara que o pior “ficou para trás.

O CEO Miguel Goulart espera R$ 600 milhões em sinergias da fusão até 2026 e anunciou planos de listar a marca Sadia Halal em IPO previsto para até junho de 2027, sinalizando expansão estratégica do portfólio de alimentos processado.