Em março, até o momento, o volume negociado das criptos de dólar (como também são chamadas) chegou a R$ 9,3 bilhões nas exchanges, segundo dados da plataforma Índice Biscoint. O volume já supera todo o mês de fevereiro (R$ 9,1 bilhões).
A USDT, o dólar digital emitido pela Tether, saiu na frente, com R$ 8,49 bilhões – ou 91% do total. Já a USDC, emitida pela empresa de capital aberta Circle, registrou R$ 815 milhões.
Esses ativos ganharam espaço por aqui por um motivo simples: funcionam como uma forma rápida e barata de dolarizar o patrimônio, além de serem usados em remessas internacionais e viagens. E, por enquanto, seguem livres de IOF.
No início do ano, o governo chegou a estudar a cobrança do imposto sobre essas operações, inclusive com a possibilidade de uma consulta pública. A discussão, porém, foi suspensa – o que acabou sendo bem recebido por investidores e entidades do setor.
No início deste mês, as associações ABcripto, ABFintechs, Abracam, ABToken e Zetta disseram, em nota conjunta, que uma eventual “ampliação da incidência tributária sobre operações com stablecoins por meio de decreto ou norma administrativa é ilegal, uma vez que atos dessa natureza não podem criar ou ampliar fato gerador tributário”.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h35.
Bitcoin (BTC): -3,73%, US$ 66.703,11
Ethereum (ETH): -3,33%, US$ 1.996,11
BNB (BNB): -2,79%, US$ 611,12
XRP (XRP): -2,49%, US$ 1,33
Solana (SOL): -4,83%, US$ 83,19
Outros destaques do mercado cripto
Stablecoins “made in Brasil”. Não são só as criptos atreladas ao dólar que estão avançando. As versões brasileiras também começam a ganhar tração. Um estudo da gigante Visa mostra que as stablecoins pareadas ao real – como BRLV, BRLA, BRL1, entre outras – já respondem por cerca de 10% do volume no mercado de tokens ligados a moedas emitidas por governos.
Eleição brasileira já gira R$ 162 milhões no mercado cripto. A disputa presidencial brasileira já movimentou quase US$ 31 milhões (R$ 162 milhões) na Polymarket. Na plataforma – que roda em blockchain – usuários apostam em eventos futuros comprando tokens de “sim” ou “não”, que representam possíveis resultados. Se acertarem, recebem o valor proporcional. No momento, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro aparecem empatados, com 42% cada.
KPMG, PwC e Tether de mãos dadas. Falamos nesta semana aqui na news que a Tether, emissora da stablecoin USDT, estava em busca de uma auditoria mais robusta. Vale lembrar: a empresa sempre é questionada por sua falta de transparência. Agora saiu: a empresa contratou a KPMG para avaliar suas reservas, estimadas em US$ 185 bilhões, segundo o Financial Times. Além disso, chamou a PwC para revisar e reforçar seus sistemas internos.
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