A disputa para presidente no Brasil ainda não começou oficialmente, mas já movimentou US$ 45,7 milhões (cerca de R$ 235 milhões) no Polymarket, uma plataforma de previsões que permite apostar em praticamente qualquer evento com criptomoedas.

Esse tipo de sistema funciona assim: usuários compram tokens de “sim” ou “não” para determinados cenários. Se o resultado acontecer, recebem retorno proporcional ao valor investido.

No total, são cinco principais mercados abertos sobre as eleições presidenciais no Brasil. O maior deles – o Brazil Presidential Election – sozinho já movimentou US$ 42 milhões (R$ 216 milhões).

Nesta segunda-feira (6), o percentual de apostas na vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é superior (42% das apostas), seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (38%). Mas isso muda o tempo todo – na semana passada, por exemplo, era o inverso.

A Polymarket, baseada em blockchain, foi lançada em 2020, mas ganhou popularidade durante ciclos eleitorais recentes nos Estados Unidos, ao frequentemente apresentar resultados mais próximos que pesquisas tradicionais. Outras plataformas semelhantes, mas que não usam blockchain, como a Kalshi, também ganharam espaço.

Esse setor também vem crescendo no Brasil. Além da entrada de grandes players por aqui, como a Kalshi, o BTG Pactual e a B3 também avançaram nesse segmento, com o lançamento de contratos ligados a ativos como dólar e criptos.

Riscos

Mercados preditivos envolvem riscos que vão além da volatilidade típica das criptomoedas. No caso do Polymarket, por exemplo, a operação ainda está em uma zona cinzenta do ponto de vista regulatório. A liquidez varia bastante entre mercados, o que pode dificultar a saída sem perdas, e há questionamentos sobre insider trading em apostas.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h30.

Bitcoin (BTC):  +3,79%, US$ 69.603,62

Ethereum (ETH): +5,08%, US$ 2.149,11

BNB (BNB): +1,97%, US$ 605,53

XRP (XRP): +3,94%, US$ 1,35

Solana (SOL): +3,28%, US$ 82,43

Outros destaques do mercado cripto

A mina milionária de bitcoin. O empresário Ricardo Magro, dono do grupo Refit e investigado pela Justiça por suspeita de sonegação e outros crimes, teria uma operação de mineração de bitcoin nos Estados Unidos. Segundo reportagem da revista piauí, ele é dono de uma fazenda no estado de Oklahoma que pode gerar cerca de US$ 600 mil por mês – algo em torno de R$ 3 milhões. Nada mal para um negócio que roda 24 horas por dia.

Tem gigante no mercado cripto. A Charles Schwab, que administra US$ 11,9 trilhões em ativos, quer entrar de vez no mercado de criptomoedas. A empresa planeja oferecer negociações à vista de bitcoin e ethereum já no primeiro semestre de 2026. Até agora, a exposição dos clientes ao setor vinha principalmente por produtos de terceiros, como ETFs. Agora, a ideia é trazer compra e venda direta para dentro de casa – e competir com as exchanges nativas do mercado.

O lado B da tokenização. A tokenização promete reduzir custos e eliminar atrasos no sistema financeiro – mas pode ter um efeito colateral relevante: crises mais rápidas do que a reação dos bancos centrais. O alerta veio do Fundo Monetário Internacional (FMI), em relatório recente. Segundo a entidade, ao eliminar etapas como o prazo de liquidação de dois dias, a tecnologia também remove “amortecedores” que hoje dão tempo para autoridades agirem em momentos de estresse.

Quer saber mais sobre cripto? Assine o morning call do InvestNews!